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Manifestações oculares de doenças sistêmicas

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O que são manifestações oculares de doenças sistêmicas?

Uma visão1 alterada nem sempre é problema primário dos olhos2. Muitas vezes ela é decorrente de doenças sistêmicas que têm repercussões sobre os olhos2 e seus anexos3, as quais podem se resumir apenas a uma simples vermelhidão passageira, como acontece num resfriado comum, até alterações retinianas graves que potencialmente podem levar à cegueira.

Os olhos2 são uma janela que nos permitem visualizar algumas doenças pelo corpo antes mesmo delas manifestarem seus sintomas4.

Às vezes, é o clínico geral que se depara com pacientes com doenças sistêmicas que podem ter manifestações oculares ou, alternativamente, é o oftalmologista5 que primeiro atende pacientes com queixas oculares que, no entanto, decorrem de doenças sistêmicas ainda não reconhecidas. Por essas razões, ambos devem estar familiarizados com as complicações oculares comuns de doenças sistêmicas.

Veja também sobre "Síndrome6 de Sjogren - diminuição de lágrima e saliva", "Artrite reumatoide7", "Hipovitaminoses" e "Anemias".

Quais são as doenças sistêmicas que têm manifestações oculares?

É impossível citar absolutamente todas as doenças sistêmicas que têm manifestações oculares, mas as principais são:

  1. Condições congênitas8
  2. Diabetes9
  3. Hipertensão arterial10
  4. AIDS
  5. Artrite reumatoide7
  6. Espondilite anquilosante
  7. Lúpus11 eritematoso12
  8. Mistenia gravis
  9. Discrasias sanguíneas
  10. Doenças da tireoide13
  11. Malignidades oculares
  12. Distúrbios do tecido conjuntivo14
  13. Poliarterite nodosa
  14. Distúrbios autoimunes15

1. Condições congênitas8

Numerosas síndromes e doenças congênitas8, incluindo síndrome de Down16, síndrome6 de Marfan, distrofia17 miotônica, neurofibromatose, esclerose18 tuberosa, distúrbios metabólicos, etc. geram manifestações oculares, às vezes tão específicas que podem ser uma grande ajuda para estabelecer um diagnóstico19 definitivo.

2. Diabetes9

O diabetes9 não controlado talvez seja a doença sistêmica que mais ostensivamente afeta os olhos2. Ele comumente produz efeitos oculares significativos, se não reconhecidos e tratados a tempo, como a catarata20, o glaucoma21, a neuropatia22 óptica isquêmica, as paresias oculomotoras e as erosões ceráticas. A retinopatia diabética23 é a principal causa de cegueira adquirida, tanto nos Estados Unidos como no Brasil.

3. Hipertensão arterial10

A hipertensão arterial10 sistêmica também pode afetar a retina24, a circulação25 coroidal e o nervo óptico. Uma variedade de alterações vasculares26 da retina24 pode ser vista em pacientes hipertensos: sinais27 agudos ou crônicos de retinopatia hipertensiva, como constrição28 arteriolar, manchas algodonosas, hemorragias29 retinianas, exsudatos30 duros, coroidopatia hipertensiva, descolamento seroso da retina24 e edema31 de disco óptico32. Essas alterações dependem em parte da gravidade e duração da hipertensão33.

4. AIDS

Em pacientes com AIDS, são muito comuns os olhos2 secos, mas eles são um achado inespecífico. As três lesões34 clássicas mais frequentes são as manchas algodonosas retinianas, a retinite por citomegalovírus35 e o sarcoma de Kaposi36 da pálpebra ou da conjuntiva37.

5. Artrite reumatoide7

As manifestações oculares da artrite reumatoide7 são mais frequentemente vistas em pacientes com formas graves da doença e naqueles com complicações extra-articulares. Além de olhos2 secos, outras manifestações oculares comuns são inflamação38 da esclera39, úlceras40 periféricas da córnea41 e uveíte42.

6. Espondilite anquilosante

Cerca de 25% dos pacientes com espondilite anquilosante tem um ou mais ataques de irite43, uma forma de inflamação38 intraocular que pode preceder a artrite44 clínica. Classicamente, os pacientes se apresentam com fotofobia45, vermelhidão e visão1 diminuída.

7. Lúpus11 eritematoso12

Pacientes com lúpus11 eritematoso12 sistêmico46 podem ter muitas das mesmas manifestações associadas à artrite reumatoide7, mas a manifestação mais grave do lúpus11 eritematoso12 sistêmico46 envolve a vasculatura da retina24 e do nervo óptico. O olho47 seco produz a sensação de corpo estranho no olho47, vermelhidão e coceira.

8. Mistenia gravis

Cerca de 75% dos pacientes com miastenia48 gravis apresentam manifestações oculares, ptose49 palpebral bilateral, movimentos oculares limitados e/ou diplopia50. Entre esses pacientes, aproximadamente 20% terão apenas manifestações oculares. Em qualquer paciente com ptose49 e diplopia50 de etiologia51 obscura, deve-se presumir a possibilidade de que tenha miastenia48 gravis.

9. Discrasias sanguíneas

Uma discrasia sanguínea é qualquer condição anormal ou patológica do sangue52. Até 90% dos pacientes com discrasias sanguíneas apresentam manifestações oculares. As discrasias sanguíneas mais frequentes com manifestações oculares incluem hiperviscosidade, trombocitopenia53 e todas as formas de anemia54, incluindo anemia falciforme55, que podem causar diversas formas de retinopatias, manchas algodonosas e derrames oculares.

10. Doenças da tireoide13

Anormalidades oculares também são comuns em pacientes que sofrem de disfunção tireoidiana. A oftalmopatia tireoidiana nem sempre está correlacionada com os níveis séricos de hormônio56 tireoidiano e pode ocorrer mesmo em pacientes eutireoideanos, e a doença ocular pode continuar progredindo após os exames da função da tireoide13 voltarem ao normal.

11. Malignidades oculares

As malignidades oculares são mais comumente lesões34 metastáticas, mas neoplasias57 decorrentes do tecido58 uveal dão origem ao melanoma59 ocular primário. Os melanomas oculares costumam ser facilmente tratáveis quando diagnosticados precocemente, mas podem ter consequências fatais se não forem reconhecidos e tratados de forma oportuna. Os linfomas de células gigantes60 do sistema nervoso central61 podem ter sua apresentação inicial na cavidade vítrea dos olhos2 de pessoas idosas. O diagnóstico19 pode ser obtido por meio de uma vitrectomia diagnóstica.

12. Distúrbios do tecido conjuntivo14

Os distúrbios do tecido conjuntivo14 podem dar origem a vários problemas oculares, sendo o mais comum a deficiência de lágrimas, levando a olhos2 secos ou a ceratoconjuntivite seca. Os sintomas4 de ressecamento dos olhos2 incluem ardor62, sensação de corpo estranho ou de olhos2 arenosos e fotofobia45.

13. Poliarterite nodosa

A poliarterite nodosa é uma doença inflamatória generalizada que afeta os vasos sanguíneos63 de pequeno e médio porte, mais comumente em homens de meia-idade. Além de olhos2 secos e os sintomas4 decorrentes deles, as demais manifestações oculares são ulceração64 periférica da córnea41, esclerite65, retinopatia hipertensiva e vasculite66 retiniana primária.

14. Distúrbios autoimunes15

Certos distúrbios autoimunes15, como as doenças do tecido conjuntivo14, doenças do olho47 causadas por distúrbios da tireoide13 e miastenia48 gravis, podem inicialmente apresentar-se apenas como manifestações oculares. Portanto, é extremamente importante o reconhecimento oftalmológico precoce desses distúrbios para que os pacientes possam receber o tratamento apropriado tão cedo quanto possível.

Outras doenças sistêmicas com manifestações oculares incluem metade das mais de cem doenças metabólicas e hereditárias, deficiências graves de vitaminas A e do complexo B, doenças gastrointestinais inflamatórias, hanseníase, outras doenças endócrinas além do diabetes9, como doenças das paratireoides e suprarrenais, etc.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e da University of Virginia School of Medicine.

ABCMED, 2021. Manifestações oculares de doenças sistêmicas. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-dos-olhos/1401420/manifestacoes-oculares-de-doencas-sistemicas.htm>. Acesso em: 9 dez. 2021.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
2 Olhos:
3 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Oftalmologista: Médico especializado em diagnosticar e tratar as doenças que acometem os olhos. Podem prescrever óculos de grau e lentes de contato.
6 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
7 Artrite reumatóide: Doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade. Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos.
8 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
9 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
10 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
11 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
12 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
13 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
14 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
15 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
16 Síndrome de Down: Distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 a mais, por isso é também conhecida como “trissomia do 21”. Os portadores desta condição podem apresentar retardo mental, alterações físicas como prega palmar transversa (uma única prega na palma da mão, em vez de duas), pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular pobre e língua protrusa.
17 Distrofia: 1. Acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica, mas poucos nutrientes, em corpos de água, como brejos e pântanos. 2. Na medicina, é qualquer problema de nutrição e o estado de saúde daí decorrente.
18 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
19 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
20 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
21 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
22 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
23 Retinopatia diabética: Dano causado aos pequenos vasos da retina dos diabéticos. Pode levar à perda da visão. Retinopatia não proliferativa ou retinopatia background Caracterizada por alterações intra-retinianas associadas ao aumento da permeabilidade capilar e à oclusão vascular que pode ou não ocorrer. São encontrados microaneurismas, edema macular e exsudatos duros (extravasamento de lipoproteínas). Também chamada de retinopatia simples.
24 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
25 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
26 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
27 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
28 Constrição: 1. Ação ou efeito de constringir, mesmo que constrangimento (ato ou efeito de reduzir). 2. Pressão circular que faz diminuir o diâmetro de um objeto; estreitamento. 3. Em medicina, é o estreitamento patológico de qualquer canal ou esfíncter; estenose.
29 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
30 Exsudatos: Líquido com alto teor de proteínas séricas e leucócitos, produzido como reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos.
31 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
32 Disco Óptico: Porção do nervo óptico vista no fundo de olho com a utilização do oftalmoscópio. É formado pelo encontro de todos os axônios das células ganglionares da retina assim que penetram no nervo óptico.
33 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
34 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
35 Citomegalovírus: Citomegalovírus (CMV) é um vírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zóster.
36 Sarcoma de Kaposi: Câncer originado de células do tecido vascular, freqüentemente associado à AIDS. Manifesta-se por lesões vermelho-violáceas em diferentes territórios cutâneos e mucosos.
37 Conjuntiva: Membrana mucosa que reveste a superfície posterior das pálpebras e a superfície pericorneal anterior do globo ocular.
38 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
39 Esclera: Túnica fibrosa, branca e opaca, mais externa do globo ocular, revestindo-o inteiramente com exceção do segmento revestido anteriormente pela córnea. É essencialmente avascular, porém contém aberturas para a passagem de vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. Recebe os tendões de inserção dos músculos extraoculares e no nível da junção esclerocorneal contém o seio venoso da esclera. Sinônimos: Esclerótica
40 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
41 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
42 Uveíte: Uveíte é uma inflamação intraocular que compromete total ou parcialmente a íris, o corpo ciliar e a coroide (o conjunto dos três forma a úvea), com envolvimento frequente do vítreo, retina e vasos sanguíneos.
43 Irite: Inflamação da íris, iridite.
44 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
45 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
46 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
47 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
48 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
49 Ptose: Literalmente significa “queda” e aplica-se em distintas situações para significar uma localização inferior de um órgão ou parte dele (ptose renal, ptose palpebral, etc.).
50 Diplopia: Visão dupla.
51 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
52 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
53 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
54 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
55 Anemia falciforme: Doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos que possuem a doença. É comum na África, na Europa Mediterrânea, no Oriente Médio e em certas regiões da Índia.
56 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
57 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
58 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
59 Melanoma: Neoplasia maligna que deriva dos melanócitos (as células responsáveis pela produção do principal pigmento cutâneo). Mais freqüente em pessoas de pele clara e exposta ao sol.Podem derivar de manchas prévias que mudam de cor ou sangram por traumatismos mínimos, ou instalar-se em pele previamente sã.
60 Células Gigantes: Massas multinucleares produzidas pela fusão de muitas células; freqüentemente associadas com infecções virais. Na AIDS, há indução destas células quando o envelope glicoproteico do vírus HIV liga-se ao antígeno CD4 de células T4 vizinhas não infectadas. O sincício resultante leva à morte celular explicando então o efeito citopático do vírus.
61 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
62 Ardor: 1. Calor forte, intenso. 2. Mesmo que ardência. 3. Qualidade daquilo que fulge, que brilha. 4. Amor intenso, desejo concupiscente, paixão.
63 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
64 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
65 Esclerite: Inflamação da esclera, parte branca do olho. Na esclerite há dor importante ao movimento dos olhos, vermelhidão intensa e às vezes pode haver piora da visão.
66 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
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