Dor no peito ao respirar? Pode ser pleurite!

O que é pleurite?
Pleurite, também chamada pleurisia, é a inflamação das pleuras, duas camadas finas de tecido que separam os pulmões da parede torácica e que revestem os pulmões e a parede do peito.
Quais são as causas da pleurite?
As causas mais comuns da pleurite são as infecções virais. Entre outras possíveis causas estão a pneumonia, câncer do pulmão, embolia pulmonar, doenças autoimunes, sequelas de cirurgia cardíaca, pancreatite, trauma torácico e asbestose (doença causada pela aspiração do pó de amianto).
Qual é o substrato fisiopatológico da pleurite?
A pleura é constituída por duas camadas: uma camada de tecido envolve a parte externa dos pulmões; a outra, reveste internamente a parede torácica. Entre essas duas camadas existe um pequeno espaço, chamado espaço pleural, que geralmente é preenchido com uma quantidade muito pequena de líquido, o qual permite que essas camadas deslizem suavemente uma sobre a outra, sem atrito, à medida que os pulmões se expandem e se contraem durante os movimentos respiratórios.
Na pessoa que tem pleurite, essas camadas normalmente incham e ficam inflamadas e, como resultado, roçam uma na outra como duas lixas, causando dor ao inspirar e expirar.
Leia sobre "Água no pulmão ou derrame pleural", "Empiema pleural ou pus na cavidade pleural" e "Pneumotórax".
Quais são as características clínicas da pleurite?
Um dos sintomas da pleurite é a dor no peito, devido a que os tecidos inchados e inflamados das camadas da pleura roçam um no outro. A dor pleurítica piora quando a pessoa respira, tosse ou espirra, e diminui ou cessa quando ela prende a respiração, porque deixa de haver atrito.
Quando há uma boa quantidade de líquido no espaço pleural, mesmo que patológica, a dor pleurítica também pode diminuir ou desaparecer, porque as duas camadas da pleura não estão mais em contato e não se esfregam.
Sintomas adicionais de pleurite podem incluir dor nos ombros e nas costas; respiração superficial (para evitar sentir dor); dores de cabeça; dor nas articulações; dores musculares; falta de ar.
Como o médico diagnostica a pleurite?
Para diagnosticar a pleurite, o médico provavelmente começará levantando a história médica da pessoa e fazendo um exame físico, incluindo o exame de tórax com um estetoscópio. Para identificar a causa, o médico pode recomendar:
(1) um exame de sangue para confirmar ou descartar uma infecção e para detectar um eventual distúrbio autoimune;
(2) radiografias do tórax, para mostrar se os pulmões estão totalmente inflados ou se há ar ou líquido entre os pulmões e as costelas;
(3) tomografia computadorizada, para mostrar a condição da pleura e se há outras causas de dor, como um coágulo de sangue no pulmão;
(4) ultrassonografia, para determinar a existência ou não de derrame pleural;
(5) um eletrocardiograma, para descartar certos problemas cardíacos que também causam dor no peito.
Em alguns casos, o médico pode remover fluido e/ou tecido eventualmente existente no espaço pleural para exame, por meio de uma toracocentese (inserção de uma agulha entre as costelas), ou pode realizar uma toracoscopia (visão direta do interior do tórax) para procurar anormalidades ou para obter uma amostra de tecido pleural ou pulmonar para biópsia.
Como o médico trata a pleurite?
O tratamento da pleurite depende fundamentalmente da causa subjacente. Por exemplo: se a causa for viral, a pleurite pode se resolver sozinha; se a causa for pneumonia bacteriana, um antibiótico será prescrito para controlar a infecção. Além disso, o tratamento dos sintomas pode ser feito com anti-inflamatórios, analgésicos e outras medicações de suporte.
Como evolui a pleurite?
O resultado do tratamento da pleurite depende da gravidade da doença subjacente. Se a condição que causou a pleurite for diagnosticada e tratada precocemente, uma recuperação completa pode ser esperada. Os casos de morte por essa doença são bastante raros.
Quais são as complicações possíveis com a pleurite?
Em alguns casos de pleurite, um fluido resultante de exsudação se acumula no pequeno espaço entre as duas camadas da pleura, constituindo aquilo que se chama de derrame pleural. Uma grande quantidade de líquido no espaço pleural pode criar pressão, comprimindo o pulmão a ponto de entrar em colapso parcial ou total (atelectasia). Isso torna a respiração difícil e pode causar tosse. O líquido extra também pode infeccionar, resultando em um acúmulo de pus, sendo chamado de empiema. Um empiema costuma ser acompanhado de febre.
Veja também sobre "Síndrome respiratória aguda grave (SARS)", "Saturação de oxigênio", "Oxigenoterapia" e "Tipos de oxímetros".
Referências:
As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Johns Hopkins Medicine.
