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Oxigenoterapia

Monday, July 17, 2017
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Oxigenoterapia

O que é oxigenoterapia?

Normalmente o ar que se respira contém uma porcentagem de 21% de oxigênio. Dessa parcela, os pulmões retiram o oxigênio que passa ao sangue. Para algumas pessoas que sofrem com doenças pulmonares, essa porcentagem pode não ser suficiente para que o organismo retire o oxigênio que necessita e a taxa sanguínea do gás sofre uma queda. A oxigenoterapia consiste na administração de oxigênio adicional por várias técnicas diferentes, elevando a até 90% a porcentagem deste gás no ar respirado, visando elevar a taxa sanguínea.

Quais são os tipos de oxigenoterapia?

Existem três tipos de administração de oxigênio: (1) concentrador, (2) sistema líquido ou (3) pressurizado em cilindro de metal. Os concentradores são dispositivos elétricos que utilizam o oxigênio presente no ar e concentram-no, removendo os outros gases. O oxigênio líquido é conseguido por um grande resfriamento do gás, que o transforma em líquido. Na forma líquida, ele ocupa menor volume e pode ser armazenado em recipientes especiais. Nos cilindros de metal, sob alta pressão, o oxigênio é comprimido, podendo ser guardado tanto em cilindros grandes quanto em pequenos.

A escolha do método a ser aplicado leva em conta o tempo que o paciente precisará utilizá-lo, o local onde o paciente mora, os custos e outras facilidades ou restrições.

Quais são as principais características clínicas da oxigenoterapia?

A oxigenoterapia é um tratamento antigo, muito usado para tratar sobretudo doenças dos pulmões e do coração. Ela facilita a respiração, melhora o metabolismo do corpo, aumenta a força do coração e dos músculos das pernas e dos braços. Estudos realizados em pacientes com enfisema pulmonar ou bronquite crônica, com baixos níveis de oxigênio no sangue arterial, mostraram que o uso de oxigênio domiciliar, pelo menos por 15 horas por dia, prolonga o tempo de vida destes pacientes. A oxigenoterapia pode ser feita em casa, com o auxílio do concentrador de oxigênio. Em geral, ele deve ser utilizado sem interrupção nas 24 horas do dia, mas, em alguns casos, os pacientes só o utilizam para dormir ou realizar atividades físicas. Tudo deve depender da orientação médica. Dependendo, também, da razão pela qual o oxigênio é utilizado, ele pode ser usado em definitivo (doenças crônicas) ou temporariamente (durante uma infecção, por exemplo).

Veja mais em "Enfisema pulmonar", "Bronquite ou asma", "Doença pulmonar obstrutiva crônica" e "Fibrose pulmonar ou Doença Intersticial Pulmonar".

Como o médico reconhece a necessidade de oxigenoterapia?

O médico avaliará se o paciente precisa de oxigenoterapia por meio de um exame chamado gasometria arterial. Este teste envolve a coleta de uma amostra de sangue de uma artéria (geralmente no pulso). O médico pode também mensurar o nível de oxigênio com um dispositivo chamado oxímetro de pulso, que pode ser acoplado ao dedo ou lóbulo da orelha. Com este dispositivo, os níveis de oxigênio podem ser aferidos por longos períodos como, por exemplo, durante o sono ou o exercício físico. A oxigenoterapia deve ser utilizada por pacientes que tenham baixos níveis de oxigênio no sangue arterial. Estes pacientes muitas vezes também possuem dificuldades para realizar sozinhos as atividades rotineiras, além de disfunções pulmonares, trocas gasosas muito alteradas, depressão, isolamento social, inúmeras internações, idade avançada e outras doenças crônicas associadas. Adultos e crianças com doenças pulmonares como a DPOC ou doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose pulmonar e displasia broncopulmonar podem precisar desta terapia.

Quais são as complicações possíveis da oxigenoterapia?

Administrado em excesso e por muito tempo, o oxigênio pode ser tóxico, afetando sobretudo os pulmões e o sistema nervoso central. Dentre as manifestações neurológicas, as mais comuns são tremores, contrações e convulsões. Com relação às manifestações respiratórias, podem ser observadas tosse seca, traqueobronquite, dor torácica, dentre outras. Além disso, também pode haver náuseas, vômitos, parestesia de extremidades e astenia.

Leia também "Ventilação mecânica", "Em que consiste a gasometria arterial?", "Falta de ar - como acontece? O que fazer?" e "Asma".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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