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Principais síndromes geriátricas

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O que são síndromes geriátricas?

Síndromes geriátricas são alterações físicas ou mentais comuns à maioria das pessoas idosas, como parte do envelhecimento normal ou patológico. O impacto delas na qualidade de vida das pessoas, e muitas vezes na sua incapacidade, é substancial. Essas síndromes ultrapassam os limites da disciplina médica e questionam as formas tradicionais de compreender o cuidado clínico e as tarefas de pesquisa.

Leia sobre "Delirium1 ou estado confusional em idosos", "Como exercitar o cérebro2 todos os dias" e "Amnésia3 global transitória".

Quais são as principais síndromes geriátricas?

As principais síndromes geriátricas são:

1. Instabilidade postural e quedas

A instabilidade postural e as quedas são um dos maiores temores em geriatria. Elas são a sexta causa de morte em idosos e respondem por 40% das internações. Além dos riscos de lesões4 e fraturas, a instabilidade postural gera insegurança e faz com que a pessoa idosa restrinja sua mobilidade, comprometendo, por exemplo, a marcha e a caminhada, e favorecendo a atrofia5 muscular, podendo levar à imobilidade total. É importante adaptar a casa para evitar quedas e facilitar a mobilidade, colocando barras de segurança nas paredes do banheiro, usando tapetes emborrachados, retirando tapetes que possam causar tropeços, evitando que o idoso suba em escadas e banquetas, etc. Por outro lado, deve-se evitar que brinquedos, sapatos ou outros objetos fiquem espalhados pelo chão.

2. Incontinência urinária6

A incontinência urinária6 aumenta progressivamente com a idade e mais de 50 por cento dos idosos com mais de 80 anos são incontinentes. Com a idade, surgem naturalmente alterações que por si só não provocam incontinência7, mas que podem predispor a ela, como a diminuição da mobilidade, a perda da destreza manual que pode dificultar o simples ato de desabotoar os botões das calças, etc. Outro fator importante é a ação de alguns medicamentos que podem inibir em parte a vontade de urinar. Fator mais complicado é representado pelas alterações do grau de consciência deteriorado. A incontinência urinária6 predispõe a dermatoses genitais, úlceras8 de pressão, infecções9 do trato urinário10, quedas e fraturas.

3. Icontinência fecal

A incontinência fecal11 é muito frequente em idosos e pode originar diferentes formas de incapacidade, mas não faz parte do envelhecimento normal, embora mudanças relacionadas à idade possam contribuir para que apareça, como, por exemplo, o enfraquecimento dos esfíncteres12 de contenção das fezes e a diminuição da percepção da necessidade de evacuar. Afeta até um em cada dez adultos que moram em lares para idosos. Os tratamentos incluem reforço e treinamento dos músculos13 do assoalho pélvico14, estimulação elétrica, cirurgia e uso de medicamentos.

4. Depressão

A depressão é uma das síndromes geriátricas mais frequentes e incapacitantes, que altera muito para pior a qualidade de vida do doente. Ela se caracteriza por tristeza, desânimo, choro, insônia ou hipersonia e falta de energia. A depressão, sobretudo se ligada à doença psiquiátrica bem caracterizada, predispõe de maneira significativa ao suicídio.

5. Insônia

A insônia é a diminuição do sono. Alguns idosos dormem mais que o normal, sentindo uma sonolência constante, mesmo durante o dia, enquanto outros, no entanto, têm muita dificuldade de dormir, mesmo à noite. Diversos fatores podem contribuir para os distúrbios do sono no idoso: mudanças associadas ao envelhecimento, fatores psicossociais como aposentadoria, doença, morte de um familiar ou alterações no ritmo circadiano15, entre outros. Os distúrbios do sono aumentam a morbimortalidade e diminuem a qualidade de vida dos pacientes, geralmente, subdiagnosticados.

6. Hipotermia16

A hipotermia16 – queda da temperatura do corpo – é um dos principais riscos à saúde17 dos idosos que, em função dela, podem sofrer um ataque cardíaco, uma lesão18 hepática19 ou mesmo a morte. Pode ocorrer quando o ambiente exterior fica muito frio ou a produção de calor do corpo sofre uma grande diminuição. A hipotermia16 pode se desenvolver mesmo depois de um relativamente curto período de exposição ao frio ou uma leve queda na temperatura. A temperatura corporal cai a menos de 36,8°C. Quando abaixo de 29 °C, causa risco iminente de morte.

7. Desidratação20

A desidratação20 é um dos maiores riscos a que os idosos estão expostos. O idoso é mais suscetível à desidratação20 que a população em geral. À medida que se envelhece, a absorção de água pelo organismo não é tão eficaz, facilitando assim a desidratação20. Além disso, as diarreias, os vômitos21, a insolação e a baixa ingestão de líquidos nos idosos levam muito mais facilmente à desidratação20 que em pessoas mais jovens.

8. Constipação22 intestinal

A constipação22 intestinal – mais conhecida como prisão de ventre – é um problema que atinge grande parcela da população idosa. A constipação22 é caracterizada pelo número de evacuações inferior a três vezes por semana ou dificuldades para evacuar normalmente. Os fatores causais são: dieta pobre em fibras, redução da atividade física, perda da eficácia da força de pressão abdominal, fraqueza da musculatura da parede intestinal e diminuição do reflexo de defecação.

9. Desnutrição23

A desnutrição23 é uma das grandes síndromes geriátricas e aumenta a fragilidade dos idosos. Não só é uma patologia24 em si, sua presença está associada à maior incapacitação, maior frequência de quedas e fraturas, agravamento da deterioração cognitiva25 e mortalidade26. Além disso, está associada a um maior risco de infecções9, retardo na cicatrização e recuperação após a cirurgia, prolongamento da permanência hospitalar, aumento da frequência de readmissões e do índice de institucionalização após a alta hospitalar.

10. Diminuição da acuidade visual27

A diminuição da acuidade visual27 é considerada um acontecimento comum na população idosa. A baixa visão28 é relatada como um dos mais importantes e comuns problemas crônicos do idoso, após as artrites e as cardiopatias. Ademais, relaciona-se a velhice ao aparecimento de doenças oculares que podem levar à baixa visão28, associando-se à perda da autonomia e independência. A melhora na qualidade da função visual do idoso está ligada a uma acentuada melhoria na qualidade de vida, pois sabe-se que os idosos que enxergam melhor sofrem menos quedas, cometem menos erros com medicações, apresentam menos depressão e menor isolamento social, são mais independentes e têm melhor qualidade de vida em suas casas, com menos perturbações emocionais, as quais, quando presentes, são atenuadas pela assistência médica adequada.

11. Diminuição da acuidade auditiva

A diminuição da acuidade auditiva de idosos corresponde à diminuição ou perda da audição natural que ocorre com o envelhecimento. A presbiacusia29 é uma doença multifatorial, caracterizada pela perda progressiva da audição em ambos os ouvidos ao longo da vida. A perda de audição torna-se mais comum quanto mais o indivíduo envelhece. Cerca de 11% dos pacientes entre 44 e 54 anos já apresentam alguma perda auditiva e chega a quase 50% da população com mais de 70 anos. Acredita-se que a hereditariedade30 e a exposição crônica a ruídos altos sejam os principais fatores que contribuem para a perda de audição ao longo do tempo.

12. Delirium1

A síndrome31 confusional aguda, também conhecida como delirium1, é uma síndrome31 transitória e reversível, de início agudo32 e curso flutuante, caracterizada por alteração da atenção, diminuição do nível de consciência e disfunção cognitiva25. Ocorre, frequentemente, dentro da estrutura de um processo de doença agudo32 e não pode ser explicado apenas pela existência ou desenvolvimento de uma demência33.

13. Demência33

A demência33 é uma síndrome31 adquirida, caracterizada pela deterioração persistente das funções cognitivas, estado mental e comportamento social, não causada por um delirium1, e que interfere nas atividades da vida diária e no trabalho ou atividade social da pessoa. A demência33 afeta principalmente a memória.

14. Úlcera34 de pressão

A úlcera34 de pressão, também dita escara35, é uma das síndromes geriátricas que mais compromete o estado físico e funcional da pessoa idosa. A formação da úlcera34 de pressão ocorre pela compressão prolongada de uma área corporal, preferencialmente as proeminências ósseas sobre a superfície do colchão ou cadeira em que o idoso permaneça por muito tempo. Tal compressão reduz o fluxo sanguíneo, que por sua vez diminui a nutrição36 celular.

15. Fragilidade social

A fragilidade social cobre uma gama de sintomas37 e sinais38 que começam com uma perda de reservas fisiológicas39 do corpo, causando um comprometimento funcional, a persistência da qual pode levar o indivíduo a uma situação de vulnerabilidade e à incapacidade e dependência. Ademais, cerca de 80% dos idosos têm uma doença crônica, como hipertensão40, diabetes41, osteoartrite42, insuficiência cardíaca43, etc. que também o fragiliza.

Veja também sobre "Osteoporose44", "Quando a perda de memória não é normal?", "Acidentes domésticos" e "Queda da própria altura".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Science Direct, da Fiocruz e do NIH – National Institutes of Health.

ABCMED, 2020. Principais síndromes geriátricas. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-do-idoso/1369168/principais+sindromes+geriatricas.htm>. Acesso em: 3 dez. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Delirium: Alteração aguda da consciência ou da lucidez mental, provocado por uma causa orgânica. O delirium tem causa orgânica e cessa se a causa orgânica cessar. Ele pode acontecer nos traumas cranianos, nas infecções etc. Os exemplos mais típicos são o delirium do alcoólatra crônico e o delirium febril.
2 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
3 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
4 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
5 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
6 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
7 Incontinência: Perda do controle da bexiga ou do intestino, perda acidental de urina ou fezes.
8 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
9 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
10 Trato Urinário:
11 Incontinência fecal: É a perda do controle das evacuações. Pode ocorrer por um curto período durante episódios de diarréia ou quando fezes endurecidas ficam alojadas no reto (impactação fecal). Os indivíduos com lesões anais ou medulares, prolapso retal (protrusão do revestimento do reto através do ânus), demência, lesão neurológica causada pelo diabetes, tumores do ânus ou lesões pélvicas ocorridas durante o parto podem desenvolver uma incontinência fecal persistente.
12 Esfíncteres: Estruturas musculares que contornam um orifício ou canal natural, permitindo sua abertura ou fechamento, podendo ser constituídos de fibras musculares lisas e/ou estriadas.
13 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
14 Assoalho Pélvico: Tecido mole, formado principalmente pelo diafragma pélvico (composto pelos dois músculos levantadores do ânus e pelos dois coccígeos). Por sua vez, o diafragma pélvico fica logo abaixo da abertura (outlet) pélvica e separa a cavidade pélvica do PERÍNEO. Estende-se do OSSO PÚBICO (anteriormente) até o COCCIX (posteriormente).
15 Ritmo circadiano: Também conhecido como ciclo circadiano, o ritmo circadiano representa o período de um dia (24 horas) no qual se completam as atividades do ciclo biológico dos seres vivos. Uma das funções deste sistema é o ajuste do relógio biológico, controlando o sono e o apetite. Através de um marca-passo interno que se encontra no cérebro, o ritmo circadiano regula tanto os ritmos materiais quanto os psicológicos, o que pode influenciar em atividade como: digestão em vigília, renovação de células e controle de temperatura corporal.
16 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
17 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
18 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
19 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
20 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
21 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
22 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
23 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
24 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
25 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
26 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
27 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
28 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
29 Presbiacusia: Perda da acuidade auditiva associada ao envelhecimento.
30 Hereditariedade: Conjunto de eventos biológicos responsáveis pela transmissão de uma herança a seus descendentes através de seus genes. Existem dois tipos de hereditariedade: especifica e individual. A hereditariedade especifica é responsavel pela transmissão de agentes genéticos que determinam a herança de características comuns a uma determinada espécie. A hereditariedade individual designa o conjunto de agentes genéticos que atuam sobre os traços e características próprios do indivíduo que o tornam um ser diferente de todos os outros.
31 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
32 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
33 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
34 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
35 Escara: Úlcera produzida nas áreas cutâneas que sofrem maior pressão (úlcera de decúbito).
36 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
37 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
38 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
39 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
40 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
41 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
42 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
43 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
44 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
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