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Síndrome de Bechterew

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
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Síndrome de Bechterew

O que é Síndrome de Bechterew?

A síndrome de Bechterew, mais conhecida como espondilite anquilosante (do grego: spondylo = vértebra + ankylos = torto + -itis = inflamação) é um tipo de artrite na qual há uma inflamação crônica das articulações da coluna e das articulações entre a coluna e a pelve. Ocasionalmente, outras articulações, como ombros ou quadris, por exemplo, também são envolvidas.

Entre 0,1% e 0,8% das pessoas são afetadas pela doença, em variados graus. A condição foi descrita pela primeira vez no final de 1600 por Bernard Connor, mas esqueletos com espondilite anquilosante são encontrados em múmias egípcias muito mais antigas.

Quais são as causas da Síndrome de Bechterew?

Embora as causas da espondilite anquilosante sejam desconhecidas, acredita-se que elas envolvam uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

Qual é o substrato fisiopatológico da Síndrome de Bechterew?

A espondilite anquilosante é uma condição de artrite na qual há inflamação das articulações da coluna vertebral. Ela está dentro de uma categoria mais ampla conhecida como espondiloartrite axial. Acredita-se que o mecanismo subjacente a ela seja autoimune ou autoinflamatório. Cerca de 85% das pessoas afetadas têm um antígeno leucocitário humano específico.

Pesquisadores médicos têm concluído que a síndrome de Bechterew seja uma condição com grande carga genética herdada.

Saiba mais sobre "Artrites", "Artroses" e "Artralgias ou dores nas juntas".

Quais são as características clínicas da Síndrome de Bechterew?

A síndrome de Bechterew pode afetar tecidos em todo o corpo e resultar em inflamação e danos a outras articulações que não as da coluna, bem como a outros órgãos, incluindo olhos, coração, pulmões e rins. O início da doença geralmente ocorre em adultos jovens, homens ou mulheres. Os homens são mais propensos do que as mulheres a sofrer alterações nos ossos e a fusão deles, já as mulheres são mais propensas do que os homens a apresentar inflamação em vez de fusão óssea.

Uma dor nas costas que geralmente vem e vai é um dos sintomas mais constantes e característicos da síndrome.

Ainda outros sinais e sintomas associados podem incluir:

  • fadiga;
  • inflamação ocular;
  • fusão óssea com perda de mobilidade da coluna ao longo do tempo;
  • inflamação dos pulmões, levando a falta de ar;
  • dor e inchaço em outras articulações fora da coluna.

Em estágios avançados da síndrome de Bechterew pode haver deposição de proteína amiloide nos rins, causando insuficiência renal.

Mais sinais e sintomas possíveis da síndrome de Bechterew são:

  • tosse;
  • entesite (inflamação no local onde os tendões se “ligam” ao osso);
  • febre;
  • postura encurvada;
  • doença inflamatória intestinal;
  • irite;
  • uveíte;
  • perda de apetite;
  • perda de amplitude dos movimentos da coluna;
  • fasceíte plantar;
  • dedos em forma de salsicha;
  • rigidez e dor na coluna, pescoço, região lombar e nádegas superiores;
  • tendinite.

Como o médico diagnostica a Síndrome de Bechterew?

O diagnóstico da síndrome de Bechterew geralmente é baseado nos sinais e sintomas, auxiliado por exames de imagens e exames de sangue. A síndrome de Bechterew é um tipo de espondiloartropatia soronegativa, o que significa que os exames de sangue não mostrarão a presença de anticorpos do fator reumatoide.

Se houver casos de espondilite anquilosante ou outras doenças autoimunes na família, ou se houver indicadores específicos de espondilite anquilosante, é especialmente importante insistir no exame de sangue e no diagnóstico por imagem.

A maneira mais eficaz de visualizar as alterações típicas nas articulações e as transições osso-tendão é por meio de ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Uma ressonância magnética da articulação sacroilíaca é atualmente o método preferido. No entanto, as imagens de raios-X também podem revelar alterações avançadas em áreas afetadas da coluna.

Como o médico trata a Síndrome de Bechterew?

Não há cura para a espondilite anquilosante, mas os tratamentos disponíveis podem melhorar os sintomas e prevenir o agravamento da condição. Isso pode incluir medicamentos, exercícios, fisioterapia e, em casos raros, cirurgia. Os medicamentos usados ​​incluem anti-inflamatórios, esteroides e outros agentes terapêuticos, conforme o caso.

Como evolui a Síndrome de Bechterew?

A evolução de longo prazo da espondilite anquilosante varia e é difícil de prever. Em muitos casos, no início da doença, os sintomas não são constantes e limitam-se a um lado do corpo. À medida que a doença progride, a dor e a rigidez se tornam mais intensas e mais regulares.

Quais são as complicações possíveis com a Síndrome de Bechterew?

As complicações mais comuns da síndrome de Bechterew incluem dor, rigidez e incapacidade funcional limitada da coluna. Essas complicações podem ser reduzidas por meio de um plano de tratamento adequado, envolvendo medicamentos, exercícios e reeducação postural global.

Pacientes com a síndrome de Bechterew muitas vezes têm doenças coexistentes adicionais, incluindo outras espondiloartropatias.

Leia sobre "Reumatismos inflamatórios sistêmicos", "Artrite reacional", "Artrite reumatoide" e "Tendinite".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e da Schoen Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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