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Lombalgia, dor nas costas ou dor lombar: ela te incomoda? Saiba mais sobre esta condição.

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O que é lombalgia1?

A lombalgia1 (dor lombar ou lumbago) não é uma doença, mas um sintoma2 que pode aparecer por diferentes causas, algumas simples, outras complexas. É a manifestação dolorosa que acontece na região lombar3 (parte baixa das costas4, na região mais baixa da coluna, perto da bacia), em virtude de alguma anormalidade nessa região do corpo. A região lombar3 é uma área muito importante da coluna vertebral5, constituída por cinco vértebras que suportam grande parte do peso do indivíduo e dão flexibilidade ao corpo. Entre elas localizam-se discos de fibrocartilagem6, que impedem que elas encostem umas nas outras. Nos espaços entre as vértebras emergem as raízes nervosas7. Daí que essa complexa estrutura seja muito sujeita a patologias, quase sempre dolorosas. A lombalgia1 só perde em frequência para a cefaleia8, entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem.

Quais são as causas da lombalgia1?

Quase sempre a lombalgia1 é de origem mecânico-degenerativa9. Ela pode decorrer do uso excessivo das estruturas dorsais ou de deformidade dessas estruturas. Pode ainda ser causada por:

  • Esforços repetitivos.
  • Excesso do peso a que a coluna fica submetida.
  • Obesidade10.
  • Sedentarismo11.
  • Condicionamento físico inadequado.
  • Má posição de sentar, deitar, abaixar-se no chão ou carregar algum objeto pesado.
  • Má postura no trabalho.
  • Traumatismos.
  • Causas relacionadas ao envelhecimento, como artrose12 (bico de papagaio) e osteoporose13.
  • Outras vezes, a lombalgia1 pode ser causada por inflamação14, infecção15, hérnia de disco16, escorregamento de vértebra e até problemas emocionais.

Em cerca de10% dos adultos a dorsalgia, como também costuma ser chamada a lombalgia1, se deve a uma doença sistêmica. Nem sempre é possível determinar suas causas, que muitas vezes permanecem obscuras. A lombalgia1 pode ser influenciada por deficiências do sono, fadiga17, sedentarismo11 e fatores psicossociais.

Uma das maiores causas de dores lombares é a degeneração18 dos elementos que compõem a coluna, principalmente os discos intervertebrais, em virtude da idade. Com o passar dos anos eles se desgastam, perdem hidratação e se tornam mais rígidos e quebradiços, podendo ficar inflamados e gerar dor. Além disso, podem dar motivos a herniações que comprimam os nervos, o que causa dores e dormências que se irradiam para os membros inferiores. As fraturas vertebrais; sejam elas espontâneas, em razão de pequenos traumas e quedas ou devido à osteoporose13, que ocorre principalmente nas mulheres; também geram dores lombares.

Quais são os principais sinais19 e sintomas20 da lombalgia1?

A lombalgia1 pode ser aguda ou crônica. Na forma aguda a dor é forte e inicia-se repentinamente, em geral depois de um esforço físico. É mais comum na população mais jovem e a sintomatologia tende a desaparecer, com ou sem tratamento. A forma crônica acontece com mais frequência entre os mais velhos. Nesse caso, a dor não é tão intensa quanto na lombalgia1 aguda, porém, é mais persistente. Em alguns casos, a dor pode ficar restrita à região lombar3, mas quando estão associadas a dores ciáticas, as dores se irradiam para os glúteos21, a coxa22, a perna e/ou o pé.

Como o médico diagnostica as causas da lombalgia1?

Uma história clínica cuidadosa, que faça um minucioso levantamento do histórico da doença do paciente, é a ferramenta diagnóstica mais importante. O modo de início da dor, bem como a natureza e a duração dela, dão importantes indícios sobre sua provável causa. O diagnóstico23 por imagens (radiografias, ressonância magnética24, etc.) ajuda a esclarecer o caso, mas quase sempre é desnecessário. Em mais de 90% das vezes, o diagnóstico23 e a causa são estabelecidos com uma boa história clínica e exame físico.

Uma lombalgia1 persistente num adolescente ou jovem requer uma investigação detalhada.

Como o médico trata a lombalgia1?

Quando existe um causa identificada, deve ser feita a remoção dela, se possível. Os tratamentos sintomáticos devem envolver medicamentos anestésicos e anti-inflamatórios. Os sedativos podem ser empregados para manter os pacientes em repouso porque nas crises agudas o exercício é totalmente contraindicado. Massagens e acupuntura também são frequentemente usadas. O tratamento cirúrgico só está indicado numa pequena porcentagem de pacientes, quando a dor persiste apesar dos tratamentos clínicos. Mesmo os casos de hérnia de disco16 não têm de ser necessariamente operados, porque quase todos regridem com repouso no leito.

Como evolui a lombalgia1?

Grande parte das lombalgias, talvez a maioria delas, aparece e desaparece de forma relativamente rápida, mas há as que são tão intensas a ponto de levarem temporariamente à incapacidade de ficar de pé e andar, em virtude do “travamento” da coluna.

Como prevenir a lombalgia1?

  • Procure manter o peso corporal dentro dos limites normais.
  • Faça atividades físicas moderadas, corretamente orientadas. Ao fazer exercícios com pesos, proteja a sua coluna deitando ou sentando com apoio nas costas4.
  • Evite levantar e carregar peso excessivo ou permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão para pegar algo, dobre os joelhos e agache; não dobre a coluna.
  • Ao dormir, evite usar colchão mole demais ou excessivamente duro. Se tiver de ficar um dia inteiro em pé, procure deitar com as pernas para cima no final do dia, para relaxar a coluna.
  • A correção postural pode evitar que uma lombalgia1 aguda se torne crônica. 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites do Australian Government – Department of Veterans’ AffairsMayo Clinic e da American Academy of Orthopaedic Surgeons – Orthoinfo.

ABCMED, 2013. Lombalgia, dor nas costas ou dor lombar: ela te incomoda? Saiba mais sobre esta condição.. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/ortopedia-e-saude/512734/lombalgia-dor-nas-costas-ou-dor-lombar-ela-te-incomoda-saiba-mais-sobre-esta-condicao.htm>. Acesso em: 18 set. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Lombalgia: Dor produzida na região posterior inferior do tórax. As pessoas com lombalgia podem apresentar contraturas musculares, distensões dos ligamentos da coluna, hérnias de disco, etc. É um distúrbio benigno que pode desaparecer com uso de antiinflamatórios e repouso.
2 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Região Lombar:
4 Costas:
5 Coluna vertebral:
6 Fibrocartilagem: Tipo de CARTILAGEM cuja matriz contém grandes feixes de COLÁGENO TIPO I. A fibrocartilagem é tipicamente encontrada no DISCO INTERVERTEBRAL, SÍNFISE PÚBICA, MENISCO TIBIAL e nos discos articulares das ARTICULAÇÕES sinoviais. (Tradução livre do original
7 Raízes nervosas:
8 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
9 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
10 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
11 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
12 Artrose: Também chamada de osteoartrose ou processo degenerativo articular, resulta de um processo anormal entre a destruição cartilaginosa e a reparação da mesma. Entende-se por cartilagem articular, um tipo especial de tecido que reveste a extremidade de dois ossos justapostos que possuem algum grau de movimentação entre eles, sua função básica é a de diminuir o atrito entre duas superfícies ósseas quando estas executam qualquer tipo de movimento, funcionando como mecanismo de absorção de choque. O estado de hidratação da cartilagem e a integridade da mesma, é fator preponderante para o não desenvolvimento da artrose.
13 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
14 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
15 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Hérnia de disco:
17 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
18 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
19 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
20 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
21 Glúteos:
22 Coxa: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
23 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
24 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
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Comentários

05/03/2014 - Comentário feito por Rodrigo
Re: Lombalgia, dor nas costas ou dor lombar: ela te incomoda? Saiba mais sobre esta condição.
Pois é, minha esposa também sofre com dores lombares causadas por hérnia de disco, na verdade só melhorou quando começou a usar um colchão terapêutico com infravermelho analgésico. As crises diminuíram muito em intensidade e frequência. Fica a dica pra quem tem dores lombares

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