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Má circulação nos membros inferiores

Monday, October 8, 2018
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Má circulação nos membros inferiores

O que é má circulação nos membros inferiores?

O sistema de circulação do corpo é responsável pelo envio de sangue, oxigênio e nutrientes para todo o corpo. Quando o fluxo sanguíneo direcionado a uma parte específica é reduzido, a pessoa pode experimentar os sintomas de má circulação. A má circulação é mais comum nas extremidades, como pernas e braços.

Quais são as causas da má circulação nos membros inferiores?

A causa mais comum de má circulação é a doença arterial periférica, na qual as artérias sofrem um estreitamento de sua luz e reduzem o fluxo sanguíneo para os membros (geralmente as pernas) e isso ocasiona sintomas, mas várias outras condições também podem levar à má circulação.

A doença arterial periférica é causada por placas de gordura que se acumulam nas paredes das artérias (aterosclerose). Menos comumente, a causa desta doença pode ser uma inflamação dos vasos sanguíneos, lesões nos membros, anatomia incomum de ligamentos ou músculos e exposição à radiação.

Os fatores que aumentam o risco de desenvolver doença arterial periférica, e consequentemente má circulação, incluem fumo, diabetes mellitus, obesidade, hipertensão arterial (pressão alta), níveis elevados de colesterol, idade maior do que 50 anos e história familiar de doença cardiovascular.

Saiba mais sobre "Doença arterial periférica", "Aterosclerose", "Parar de fumar", "Diabetes mellitus", "Obesidade", "Hipertensão arterial" e "Colesterol".

Quais são as principais características clínicas da má circulação nos membros inferiores?

De modo geral, os sintomas mais comuns de má circulação incluem formigamento, dormência, dor latejante no(s) membro(s), disfunção erétil e cãibras musculares. Embora muitas pessoas com má circulação nos membros devido à doença arterial periférica possam ter sintomas leves ou ausentes, outras sentem dores nas pernas ao andar, as quais diminuem ou mesmo cessam se a pessoa interrompe a caminhada (claudicação intermitente).

A localização da dor depende da localização da artéria estreitada ou entupida, mas a panturrilha é o local mais acometido. A gravidade da claudicação intermitente varia amplamente, desde um leve desconforto até uma dor debilitante. A claudicação intermitente severa pode dificultar a caminhada ou a realização de outros tipos de atividades físicas.

Os demais sinais e sintomas de má circulação incluem episódios dolorosos em um ou em ambos os quadris, coxas ou músculos da panturrilha após certas atividades, como caminhar ou subir escadas; dormência ou fraqueza nas pernas; frieza na parte inferior da perna ou do pé, especialmente quando comparado com o outro lado; feridas nos dedos dos pés, feridas nos pés ou pernas que não cicatrizam, mudança na cor das pernas; perda de cabelo ou crescimento mais lento de cabelo nos pés e pernas; crescimento mais lento de unhas nos dedos do pé; pele brilhante nas pernas; ausência de pulso ou pulso fraco nas pernas ou pés; disfunção erétil.

Se a doença arterial periférica progredir, a dor pode até mesmo ocorrer quando o paciente está em repouso ou quando está deitado, e pode ser intensa o suficiente para interromper o sono.

Leia sobre "Dormência ou formigamento", "Úlceras de pernas", "Claudicação intermitente", "Prevenção do Pé Diabético" e "Disfunção erétil".

Como o médico diagnostica a má circulação nos membros inferiores?

É importante diagnosticar a causa subjacente da má circulação. Como a causa mais comum é a doença arterial periférica, o exame físico geralmente coloca em evidência os sinais dessa doença: pulso fraco ou ausente, sopros que podem ser ouvidos com um estetoscópio, má cicatrização na área onde o fluxo sanguíneo é restrito e diminuição da pressão arterial no membro afetado.

A tomada de exames complementares ajuda a complementar o diagnóstico: ultrassonografia com Doppler, angiografia, radiografias, angiorressonância magnética e angiotomografia computadorizada. Um exame de sangue pode ser usado para medir o colesterol e os triglicérides e para verificar se há ou não diabetes.

Como o médico trata a má circulação nos membros inferiores?

É importante tratar as causas subjacentes, em vez de apenas os sintomas. Em caso de doença arterial periférica, dois objetivos principais devem ser especialmente visados: (1) gerenciar os sintomas e (2) interromper a progressão da aterosclerose. Esses objetivos podem ser atingidos com mudanças no estilo de vida, especialmente no início do curso da patologia. Se o paciente fuma, deixar de fumar é a coisa mais importante que pode fazer para reduzir o risco de complicações.

Se tiver sinais ou sintomas ostensivos e muitos incômodos da doença arterial periférica, provavelmente precisará de tratamento médico adicional, com a prescrição de medicamentos para prevenir novos coágulos sanguíneos, baixar a pressão arterial e a taxa de colesterol e controlar a dor e outros sintomas. O médico pode injetar no local uma droga que dissolva o coágulo existente. Em alguns casos, a cirurgia (angioplastia) pode ser necessária para tratar a doença.

Como evolui em geral a má circulação nos membros inferiores?

Quando descobertas precocemente, as doenças que levam à má circulação são tratáveis. Contudo, se não tratadas, a má circulação pode indicar que a doença subjacente está em estado progressivo. Complicações com risco de vida, como coágulos sanguíneos que podem se liberar, também podem ocorrer se a condição não for tratada adequadamente.

Como prevenir a má circulação nos membros inferiores?

O paciente deve estar atento aos fatores que podem desencadear má circulação, com o objetivo de controlá-los da melhor maneira possível:

Quais são as complicações possíveis da má circulação nos membros inferiores?

A má circulação não é uma condição em si, mas uma complicação que resulta de outros problemas de saúde. Ela pode desenvolver uma isquemia crítica do membro afetado, com feridas abertas que não cicatrizam, uma lesão ou uma infecção dos pés ou das pernas. A isquemia crítica do membro pode causar a morte de tecido (gangrena), algumas vezes exigindo amputação do membro afetado.

Veja também sobre "Como evitar o diabetes tipo 2", "Cálculo do IMC", "Caminhadas", "Sintomas da hipertensão arterial" e "Dieta que reduz a pressão arterial".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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