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Rompimento de um vaso sanguíneo

Wednesday, September 8, 2021
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Rompimento de um vaso sanguíneo

O que acontece quando um vaso sanguíneo se rompe?

O sangue de uma pessoa normalmente fica contido dentro do sistema vascular. Quando um vaso se rompe ou é seccionado, num corte, por exemplo, o sangue extravasa para fora desse continente e ocorre uma hemorragia.

As características clínicas e as repercussões dessa hemorragia dependem de vários fatores: se o vaso danificado foi uma artéria ou uma veia; do local em que ocorre; se foi um vaso de grande, médio ou pequeno calibre ou um capilar; se o sangue flui para o exterior do corpo (hemorragia externa) ou para órgãos ou cavidades no interior do corpo (hemorragia interna).

Algumas hemorragias são simples e autorresolutivas e outras são graves e devem ser objeto de atenção médica urgente, podendo mesmo levar à morte. O nível baixo da coagulabilidade do sangue (hemofilia, plaquetopenia, uso de anticoagulantes, etc.) adiciona outras variáveis à hemorragia.

É comum adjetivar-se a hemorragia de acordo com o local em que ocorre: hemorragia nasal, hemorragia gástrica, hemorragia cerebral, etc. Embora não haja uma correspondência absoluta entre a localização e o volume da hemorragia, ela sugere uma correlação aproximada entre as duas coisas.

Saiba mais sobre "Plaquetas baixas - o que fazer", "Hemorragia digestiva alta" e "Hemorragia pós-parto".

Quais são as causas e consequências do rompimento de um vaso sanguíneo?

São muitas as razões pelas quais um vaso sanguíneo pode se romper: traumatismos violentos, ruptura de aneurismas arteriais ou de varizes dos membros inferiores ou do esôfago, secção acidental ou criminosa de vasos sanguíneos, tosse violenta, espirros poderosos, fragilidade constitucional dos vasos, etc. Em alguns casos, a pressão elevada dentro do sistema circulatório arterial (pressão arterial) é um importante fator contribuinte para a formação de aneurismas e a ruptura de um vaso arterial.

As consequências do rompimento de um vaso sanguíneo dependem em grande parte do calibre e localização dele. O sangramento resultante pode variar desde hemorragias subcutâneas mínimas que aparecem apenas como pontilhados escuros na pele (petéquias) até volumosos sangramentos como os que ocorrem, por exemplo, nas seções da artéria femoral.

Enquanto as primeiras são, em si mesmas, irrelevantes e só adquirem sua importância como sinal de alguma doença subjacente, a outra pode levar à morte.

Algumas formas mais comuns de hemorragias são os extravasamentos subcutâneos de maior volume que as petéquias, chamadas púrpuras, e as manchas roxas na pele, chamadas também hematomas ou equimoses, em geral devido a traumatismos.

Quais são as características clínicas do rompimento de um vaso sanguíneo?

Mais comumente, o rompimento de uma veia é representado pelo rompimento de varizes, mas pode ser também devido a um trauma ou corte. A consequência imediata é a perda de grande quantidade de sangue que em casos graves pode levar à morte. Portanto, trata-se em geral de uma urgência médica. Também não é infrequente que haja o rompimento de uma veia no cérebro, causando um acidente vascular cerebral.

Já os rompimentos arteriais em geral são devidos a uma pressão arterial muito elevada. As consequências desse rompimento dependem do calibre do vaso rompido e do local onde ele se deu. O rompimento de uma pequena artéria do coração ou do cérebro pode levar a consequências graves ou à morte e esse rompimento com idênticas consequências pode ser ocasionado pelo rompimento de um aneurisma da aorta ou um rompimento acidental da artéria femoral.

Tão logo ocorra um sangramento, como decorrência da ruptura de um vaso sanguíneo, se inicia naturalmente o processo de hemostasia. O processo da hemostasia é mobilizado pela lesão vascular que ocasiona a hemorragia. A primeira coisa que ocorre é uma vasoconstrição, que reduz o fluxo sanguíneo no vaso lesado. Em seguida, as plaquetas e os fatores de coagulação formam um tampão, que perdura até que o tecido vascular lesado se regenere, por ação dos fibroblastos e, em seguida, o sistema fibrinolítico, pela lise progressiva do coágulo dissolve o trombo, enquanto o vaso se regenera. A eficiência deste sistema de eventos depende de uma ação localizada, da não extensão e da rapidez do processo.

Se a lesão ocasionada ao vaso é de pequena monta, esse processo dá conta de estancar o sangramento. Mas, se é de maiores proporções, uma intervenção médica frequentemente urgente se faz necessária.

Leia sobre "Púrpura", "Púrpura trombocitopênica imune", "Aneurisma de aorta abdominal", "Aneurisma cerebral" e "Aneurisma da artéria coronária".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic Proceedings e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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