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Transtorno disfórico pré-menstrual

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
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Transtorno disfórico pré-menstrual

O que é transtorno disfórico pré-menstrual?

O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma alteração que causa sintomas intensos, emocionais e físicos, que antecedem por alguns dias às menstruações e interferem na vida diária das mulheres acometidas, incluindo trabalho, escola, vida social e relacionamentos. O termo “disfórico” refere-se a transtorno do estado de ânimo e seus correlatos. O TDPM é um problema de saúde semelhante ao da síndrome de tensão pré-menstrual (TPM), mas é mais grave do que ela.

Quais são as causas do transtorno disfórico pré-menstrual?

Não se sabe exatamente a causa do TDPM. A maioria dos pesquisadores, no entanto, acha que pode ser uma reação anormal às alterações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual.

Saiba mais sobre "Ciclo menstrual", "Tensão pré-menstrual", "Climatério e Menopausa" e "Mitos e verdades sobre menstruação".

Qual é o mecanismo fisiopatológico do transtorno disfórico pré-menstrual?

A patogênese exata do distúrbio ainda não está clara e tem sido objeto de muitas pesquisas. Alguns estudos mostraram uma conexão entre o TDPM e baixos níveis de serotonina, uma substância química no cérebro que ajuda a transmitir os impulsos nervosos e que controla o humor, a atenção, o sono e a dor.

Quais são as principais características clínicas do transtorno disfórico pré-menstrual?

Até três quartos das mulheres menstruadas têm alguns sinais e sintomas de tensão pré-menstrual (TPM), sejam desejos por comidas especiais, câimbras, sensibilidade dos seios, mau humor ou fadiga. O TDPM é uma forma grave de TPM com sintomas que aparecem uma semana antes do início do período menstrual e duram até alguns dias após o seu início.

Na maioria das vezes, esses sintomas são severos, debilitantes, podem manter a pessoa afastada de suas atividades diárias e incluem: mudanças de humor, depressão ou sentimentos de desesperança, raiva intensa e conflito com outras pessoas, tensão, ansiedade, irritabilidade, diminuição do interesse em atividades usuais, dificuldade de concentração, fadiga, mudança no apetite, dificuldades de autocontrole, problemas de sono, cãibras, inchaço, mastalgia, dores de cabeça, dor articular ou muscular e ondas de calor.

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Como o médico diagnostica o transtorno disfórico pré-menstrual?

O diagnóstico dependerá do relato dos sintomas, do histórico médico da paciente, de um exame físico completo e cuidadoso e de testes para avaliar a paciente do ponto de vista emocional e mental. O médico procurará se certificar de que os sintomas não estejam sendo causados por condições psíquicas anômalas como depressão ou transtorno do pânico, por exemplo, e também procurará descartar outras condições médicas ou ginecológicas, como endometriose, miomas, menopausa e problemas hormonais que também podem causar sintomas idênticos ou parecidos.

Para uma exata caracterização da condição, é importante constatar que os sintomas começam de 7 a 10 dias antes de começar a menstruação e desaparecem alguns dias após o seu começo.

Como o médico trata o transtorno disfórico pré-menstrual?

Vários tratamentos podem ser úteis para aliviar os sintomas de TDPM. Eles incluem: antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, terapia hormonal (pílulas anticoncepcionais), mudanças na dieta, prática regular de exercícios físicos, gerenciamento de estresse, suplementos vitamínicos, medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, anti-inflamatórios não-esteroides e diuréticos.

Conversar com um psicoterapeuta também pode ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento do problema. A terapia de relaxamento, a meditação, a reflexologia e a ioga também podem proporcionar alívio. Em casos excepcionalmente intensos, em que o tratamento baseado em medicamentos é ineficaz, uma cirurgia de remoção dos ovários pode produzir cura imediata e permanente.

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Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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