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Elastografia hepática - como funciona esse exame?

quinta-feira, 8 de abril de 2021
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Elastografia hepática - como funciona esse exame?

O que é elastografia?

A elastografia é uma técnica nova de diagnóstico por imagem, ainda pouco utilizada no Brasil. Ela utiliza ondas sonoras de ultrassom para medir a elasticidade do órgão visado, observando assim se existem áreas mais rígidas do que o normal. Cada tecido do corpo humano tem uma elasticidade específica e alterações nessa elasticidade podem ser indicação de problemas ou doenças.

Em que consiste o exame de elastografia?

O exame é simples e indolor, não utiliza agulhas ou qualquer outro instrumento cortante ou perfurante e tem alta eficácia no diagnóstico de doenças. A elastografia usa ondas emitidas pelo ultrassom e funciona realizando a medição da velocidade de propagação dessas ondas nos tecidos. Como os nódulos e outras alterações possuem tecidos mais rígidos, a velocidade de propagação das ondas sonoras neles é menor que no tecido normal, o que possibilita identificá-los.

Na maioria das vezes, o exame não exige a utilização de contrastes, mas ele pode ser necessário em condições onde é preciso averiguar mais a fundo dentro de um órgão.

Leia sobre "Esteatose metabólica", "Esteatose alcoólica", "Hepatograma" e "Hepatites".

Por que fazer o exame de elastografia?

Mais do que apenas uma alternativa à biópsia, a elastografia permite identificar ou descartar a existência de doenças, avaliar a extensão das complicações, indicar os riscos que o paciente corre e verificar em qual estágio de uma doença ele está.

A elastografia é indicada quando há suspeita de alguma doença que causa alterações na rigidez do tecido, como as que apresentam nódulos e fibrose ou alterações vasculares, por exemplo. Na prática, é principalmente indicada quando há suspeita de alguma doença hepática, como fibrose e esteatose hepática (presença de gordura no fígado), mas também pode ser utilizada na detecção de tumores na glândula tireoide e nas mamas, bem como para diferenciar se os nódulos presentes em um órgão são benignos ou cancerígenos, evitando assim a realização de uma biópsia.

O que é a elastografia hepática?

A elastografia hepática é semelhante ao exame de ultrassonografia do abdômen: a pessoa fica deitada de costas e com a camisa levantada para expor o abdômen; o médico então passa um gel lubrificante na parede abdominal, na projeção do fígado, e desliza uma sonda por sobre a pele, fazendo ligeira pressão. Essa sonda emite pequenas ondas de ultrassom que atravessam o fígado e registram um score, ou pontuação, que depois é avaliado pelo médico.

A elastografia hepática é mais comumente usada para detectar e avaliar a presença de fibrose no fígado, em geral causada por doenças crônicas desse órgão, como hepatite, cirrose ou presença de gordura, por exemplo. Em alguns casos, a elastografia hepática pode também ser usada para diagnosticar outras doenças hepáticas e a evolução delas, substituindo a biópsia clássica. Além disso, ela pode ainda ser usada para acompanhar a progressão ou regressão da doença original.

O exame de elastografia hepática é um procedimento totalmente não invasivo, indolor e desprovido de complicações, mas não é recomendado ou não é interpretável em pacientes com fluido no abdômen, hepatite aguda, insuficiência cardíaca, obesidade severa, pequenos espaços entre as costelas pequenas ou incapacidade de ficar deitado.

Em comparação com a biópsia de fígado, a elastografia hepática é um exame não invasivo e mais seguro, sem necessidade de cortes no fígado e que pode ser repetido várias vezes, além de oferecer menos riscos e mais conforto para o paciente, com resultados semelhantes à biópsia. O exame de elastografia hepática pode ser feito sem necessidade de internação hospitalar. É rápido e dura em média de 5 a 10 minutos e, em geral, não precisa de qualquer preparo. Após o procedimento, o paciente pode deixar o local do exame sem quaisquer restrições.

Por que fazer uma elastografia hepática?

A elastografia hepática pode diagnosticar a fibrose causada por diversas doenças do fígado e ajudar a acompanhar a evolução delas.

A fibrose hepática é o resultado de uma resposta cicatricial do fígado a agressões repetidas. Após uma lesão aguda, como uma hepatite viral, as células do fígado regeneram e substituem as que morreram. Durante esse processo ocorre uma resposta inflamatória. Se a lesão persistir, a regeneração deixa de ser possível e as células mortas são substituídas por tecido fibroso. Esta progressão conduz à formação de extensas áreas de fibrose e evolução para cirrose hepática. Todas as doenças hepáticas crônicas podem levar à fibrose.

Várias doenças hepáticas se apresentam sob a forma de nódulos ou deixam como sequelas áreas de fibrose onde devia haver tecido hepático normal. Entre elas, estão a hepatite B e hepatite C, as doenças alcoólicas do fígado, hemocromatose, distúrbios metabólicos como a doença de Wilson, esteatose hepática, uso de alguns medicamentos e colestase crônica, algumas das quais se desenvolvem de forma silenciosa.

Veja também sobre "Esteatose hepática na infância", "Esteatose hepática", "Icterícia em adultos" e "Câncer de fígado".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Michigan Medicine – University of Michigan e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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