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Hepatites. O que são? Como são transmitidas? Existem vacinas?

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Hepatite1 A

O que é? A hepatite1 A é uma doença hepática2 aguda causada pelo vírus3 da hepatite1 A (vírus3 HVA), que pode durar de algumas semanas a vários meses e não está relacionada à infecção4 crônica. A incidência5 desta doença é maior nos locais com saneamento básico deficiente ou ausente. Uma vez infectada, a pessoa desenvolve imunidade6 contra este vírus3 por toda a vida.

Transmissão: é transmitida por via oral-fecal, ou seja, pela ingestão de fezes contaminadas mesmo em quantidades microscópicas, por contato direto (pessoa para pessoa) ou através de água ou alimentos contaminados.

Vacinação: a vacinação contra hepatite1 A é recomendada para todas as crianças e deve ser administrada a partir do primeiro ano de vida. Também é recomendada para pessoas que vivem ou viajam para certos locais de alto risco para hepatite1 A, pessoas com exposição profissional ao vírus3, pessoas com doença hepática2 crônica, coagulopatias e usuários de drogas.


Hepatite1 B

O que é? A hepatite1 B é uma doença hepática2 inflamatória causada pelo vírus3 da hepatite1 B (vírus3 HBV), a severidade varia desde formas leves, durando algumas semanas (forma aguda), até longos períodos de doença (forma crônica) que pode estar associada a outras doenças hepáticas7 ou ao câncer8 de fígado9.

Transmissão: é transmitida por contato com sangue10 contaminado, sêmen11 e outros fluidos corporais de alguém infectado, agulhas ou instrumentos cirúrgicos contaminados. Pode ocorrer passagem do vírus3 de uma mãe contaminada ao recém-nascido durante o parto (transmissão vertical).

Vacinação: a vacina12 contra a hepatite1 B é recomendada para todas as crianças e adolescentes que não tenham sido vacinados previamente e para adultos em risco para infecção4 pelo vírus3 da hepatite1 B, tais como politransfundidos, pacientes submetidos à diálise13, profissionais da saúde14, contactantes domiciliares com portador crônico15, parceiro sexual de portador crônico15, usuários de drogas injetáveis, pessoas de vida sexual promíscua, imigrantes de áreas endêmicas.


Hepatite1 C

O que é? A hepatite1 C é uma doença hepática2 causada pelo vírus3 da hepatite1 C (vírus3 HCV). Algumas vezes resulta em uma infecção4 aguda, mas na maioria dos casos torna-se uma condição crônica que pode estar relacionada à cirrose16 hepática2 ou ao câncer8 de fígado9.

Transmissão: contato com sangue10 de uma pessoa contaminada.

Vacinação: não há vacina12 para prevenir a hepatite1 C.


Hepatite1 D

O que é? É uma doença hepática2 grave causada pelo vírus3 da hepatite1 D (vírus3 HDV), o qual precisa do vírus3 da hepatite1 B para se replicar, ou seja, a infecção4 por este tipo de vírus3 só ocorre em pacientes que já tenham sido infectados pelo vírus3 da hepatite1 B.

Transmissão: contato com sangue10 contaminado. É muito semelhante ao contágio17 da hepatite1 B.

Vacinação: não há vacina12 para prevenir a hepatite1 D.


Hepatite1 E

O que é? É uma doença hepática2 causada pelo vírus3 da hepatite1 E (vírus3 HEV), que geralmente resulta em uma infecção4 aguda, produz inflamação18 e necrose19 no fígado9. Não está relacionada à infecção4 crônica. A hepatite1 E ocorre mais comumente em países com saneamento básico deficiente. A infecção4 confere imunidade6 permanente contra a doença.

Transmissão: a transmissão do vírus3 é fecal-oral. Ocorre através da ingestão de água (principalmente) e alimentos contaminados. A transmissão direta de uma pessoa para outra é rara.

Vacinação: não há, até o momento, vacina12 contra a hepatite1 E.

ABCMED, 2009. Hepatites. O que são? Como são transmitidas? Existem vacinas?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/52028/hepatites-o-que-sao-como-sao-transmitidas-existem-vacinas.htm>. Acesso em: 12 dez. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
2 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
6 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
7 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
8 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
9 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
10 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
11 Sêmen: Sêmen ou esperma. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O sêmen é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
12 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
13 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
14 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
15 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
16 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
17 Contágio: 1. Em infectologia, é a transmissão de doença de uma pessoa a outra, por contato direto ou indireto. 2. Na história da medicina, aplica-se a qualquer doença contagiosa. 3. No sentido figurado, é a transmissão de características negativas, de vícios, etc. ou então a reprodução involuntária de reação alheia.
18 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
19 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
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