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Micoses do pênis

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O que são micoses do pênis1?

Micoses do pênis1 são infecções2 fúngicas3 do órgão genital masculino. Essas infecções2 provavelmente são mais comuns do que são reconhecidas. Também são poucos os relatos delas na literatura médica. Embora a virilha seja um local comum para tinea (tinea cruris), as infecções2 dermatofíticas do pênis1 são raras. O envolvimento peniano na micose4 sistêmica é geralmente um sinal5 de doença grave. Também são assim graves as micoses do pênis1 que evoluem para micoses sistêmicas.

Em indivíduos imunocomprometidos, quase todos os agentes fúngicos6 podem causar a doença, mas o mais comum deles é, de longe, a Candida albicans. Exemplos dessas infecções2 são a balanite por Candida, a pitiríase versicolor do pênis1 e a tinea genital. Micoses sistêmicas também podem afetar o pênis1 e/ou o escroto7.

Saiba mais sobre "Tinea cruris", "Candidíase8" e "Pitiríase versicolor".

Quais são as micoses do pênis1?

A balanite ou balanopostite9 é causada pela Candida albicans e é a infecção10 micótica mais frequente do pênis1. Sua incidência11 está aumentando e parece ser primariamente transmitida pela relação sexual. A Candida albicans está normalmente presente no pênis1 (e em todo o corpo) sem causar sintomas12, mas em situações de baixa imunidade13 ou de super presença do fungo14, este pode gerar uma infecção10. Outros fungos também podem causar infecções2, embora mais raramente.

Quais são as principais características clínicas da principal infecção10 fúngica15 do pênis1 (candidíase8 do pênis1)?

A candidíase8, também conhecida como monilíase, é a infecção10 fúngica15 superficial mais comum nas dobras da pele16 e mucosas17 do corpo, inclusive as do pênis1. A Candida albicans existe naturalmente em várias localizações no corpo. Por isso, a candidíase8 pode também ocorrer nessas várias partes, incluindo a área genital masculina ou feminina.

Quando equilibrado por boas bactérias, o nível desse fungo14 permanece baixo e ele não causa problemas. No entanto, se este delicado equilíbrio for perturbado, há o risco de desenvolver uma infecção10 significativa. Infecções2 na forma de aftas (ulcerações18) também são relativamente comuns. A candidíase8 também pode ser contraída por contatos sexuais. Se não tratada a contento, sobretudo entre pacientes com sistema imunológico19 comprometido, a doença pode passar para a corrente sanguínea e se espalhar por todo o corpo, exigindo hospitalização.

Às vezes, as infecções2 penianas fúngicas3 podem não mostrar sinais20 e/ou sintomas12. Quando eles existem, podem incluir manchas vermelhas na cabeça21 do pênis1, que podem se transformar em pequenos nódulos ou crateras, pele16 avermelhada ao redor da cabeça21 do pênis1, juntamente com coceira, irritação e dor, inchaço22 da cabeça21 do pênis1, desconforto ou dor ao urinar, corrimento grosso e irregular sob o prepúcio23, odor desagradável e dor durante o ato sexual.

Como o médico diagnostica as micoses do pênis1?

Para obter um diagnóstico24 confiável de infecções2 fúngicas3 genitais deve-se partir da história médica, dos sintomas12 relatados pelo paciente, do exame clínico e de investigações micológicas das lesões25, mas é a biópsia26 e a cultura que podem confirmar o diagnóstico24 das micoses do pênis1.

Como o médico trata as micoses do pênis1?

Na maioria dos casos, as infecções2 micóticas superficiais do pênis1 respondem satisfatoriamente ao tratamento antifúngico local. O tratamento sistêmico27 pode ser necessário em casos de infecção10 dermatofítica disseminada, candidíase8 ou outra micose4 sistêmica.

Leia sobre "Fungos", "Micoses", "Micoses superficiais" e "Como evitar as micoses".

Como evoluem em geral as micoses do pênis1?

Se não tratadas, a candidíase8 masculina e outras infecções2 por fungos podem tornar as crises mais frequentes e intensas e podem fazer com que a pele16 do pênis1 perca a elasticidade28 natural, o que faz com que seja necessária uma cirurgia corretiva.

Como prevenir as micoses do pênis1?

A melhor forma de prevenir esse problema é uma correta higienização do pênis1, principalmente após as relações sexuais, pois boa parte desse fungo14 pode vir da vagina29 e surge no homem sempre que ele não higieniza adequadamente seu órgão genital. Mais seguro ainda é usar sempre camisinha em todas as relações sexuais.

Quais são as complicações possíveis das micoses do pênis1?

Pacientes com imunidade13 muito comprometida podem ter a candidíase8 espalhada para outros órgãos vitais e apresentar complicações que afetam rins30 e pulmões31.

Outros assuntos relacionados:
"Espermograma"
"Vasectomia: perguntas e respostas"
"Vasectomia: o que esperar após o procedimento"
"Impotência32 sexual"
"Fimose33"

 

ABCMED, 2018. Micoses do pênis. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-do-homem/1322793/micoses+do+penis.htm>. Acesso em: 24 set. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Pênis: Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Fúngicas: Relativas à ou produzidas por fungo.
4 Micose: Infecção produzida por fungos. Pode ser superficial, quando afeta apenas pele, mucosas e seus anexos, ou profunda, quando acomete órgãos profundos como pulmões, intestinos, etc.
5 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
6 Fúngicos: Relativos à ou produzidos por fungo.
7 Escroto:
8 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
9 Balanopostite: Inflamação da glande e do prepúcio. Produz dor e secreção de pus. Pode ser de origem traumática ou infecciosa.
10 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
11 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
14 Fungo: Microorganismo muito simples de distribuição universal que pode colonizar uma superfície corporal e, em certas ocasiões, produzir doenças no ser humano. Como exemplos de fungos temos a Candida albicans, que pode produzir infecções superficiais e profundas, os fungos do grupo dos dermatófitos que causam lesões de pele e unhas, o Aspergillus flavus, que coloniza em alimentos como o amendoim e secreta uma toxina cancerígena, entre outros.
15 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
16 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
17 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
18 Ulcerações: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
19 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
20 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
21 Cabeça:
22 Inchaço: Inchação, edema.
23 Prepúcio: Prega cutânea que recobre a glande do pênis.
24 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
25 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
26 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
27 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
28 Elasticidade: 1. Propriedade de um corpo sofrer deformação, quando submetido à tração, e retornar parcial ou totalmente à forma original. 2. Flexibilidade, agilidade física. 3. Ausência de senso moral.
29 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
30 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
31 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
32 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
33 Fimose: Estreitamento no prepúcio do pênis que impede sua exposição. Geralmente é congênita ou secundária a uma infecção.
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