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Hidatidose - sintomas, diagnóstico, prevenção, tratamento e evolução

quarta-feira, 9 de junho de 2021
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Hidatidose - sintomas, diagnóstico, prevenção, tratamento e evolução

O que é a hidatidose?

A hidatidose, também conhecida como doença hidática ou equinococose, é uma condição potencialmente grave, às vezes fatal, causada por cistos que contêm os estágios larvais de uma tênia, chamada “tênia do cão”. As duas modalidades mais importantes da doença em humanos são a forma cística (hidatidose) e a equinococose alveolar (pulmonar).

A doença hidática ocorre em todo o mundo e é especialmente comum em áreas de pastagem ou onde há a presença de muitos animais caninos. Além de humanos, pode afetar outros animais, como porcos, vacas e cavalos.

Quais são as causas da hidatidose?

A hidatidose humana é causada pelas larvas imaturas do Echinococcus granulosus, que formam cistos hidáticos em várias partes do corpo.

Como se dá a transmissão da hidatidose?

As tênias adultas do Echinococcus granulosus parasitam o intestino de animais caninos (cães, lobos, raposas, etc.), que se infectam comendo órgãos de um animal que contém os cistos, como ovelhas ou roedores, por exemplo. Os ovos do Echinococcus são eliminados nas fezes dos animais que estejam contaminados. As pessoas ficam infectadas ao ingerir esses ovos. Isso pode ocorrer por meio da transferência mão-boca após o manuseio de cães ou objetos contaminados com os ovos ou do consumo de alimentos ou água contaminados.

Após a ingestão dos ovos do Echinococcus pelos humanos, eles eclodem no trato digestivo e as larvas migram, via corrente sanguínea, para diversos órgãos onde se desenvolvem e produzem os cistos. A forma larval da tênia pode se alojar em vários locais do corpo, onde formam um saco cheio de líquido conhecido como cisto hidático. Os cistos, que com o passar do tempo podem chegar a ter de 5 a 10 centímetros, ou mais, contêm formas imaturas da tênia. Enquanto alguns cistos podem “morrer”, outros podem permanecer vivos por muitos anos. Os cistos também podem dar origem a "cistos filhos" que, se liberados, podem se espalhar para outras áreas do corpo.

Veja mais sobre "Parasitoses", "Teníase", "Difilobotríase" e "Como evitar vermes".

Quais são as características clínicas da hidatidose?

A hidatidose costuma começar sem sintomas e assim pode perdurar por anos. O espaço de tempo entre a contaminação e o aparecimento dos sintomas habitualmente é de alguns anos. Os sinais e sintomas que se apresentam dependem da localização e tamanho dos cistos.

A hidatidose geralmente começa no fígado e pode se espalhar para outras partes do corpo, como pulmões ou cérebro. Quando o fígado é afetado, o paciente pode sentir dor abdominal, perda de peso e ficar com a pele amarelada, devido à icterícia. A forma pulmonar da doença pode causar dor no peito, falta de ar e tosse.

Na maioria dos casos de infecção humana, o desenvolvimento do cisto hidático é assintomático e poucas são as pessoas que desenvolvem alterações graves. As manifestações clínicas mais comuns são:

  • Localização abdominal: dor, fístulas, massas palpáveis, icterícia, hepato e/ou esplenomegalia.
  • Localização pulmonar: tosse, dor torácica, hemoptise (tosse com sangue) ou dispneia (dificuldade respiratória).
  • Localização óssea: destruição de trabéculas, necrose e fratura espontânea.

Como o médico diagnostica a hidatidose?

Muitas vezes a detecção de um cisto hidático é um achado ocasional em um exame médico de rotina ou em um exame investigativo para outra patologia. Quando há a suspeita, o diagnóstico pode ser feito por meio de ultrassonografia, que detecta os cistos, embora a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética também possam ser usadas, em combinação com o histórico do caso. O exame de sangue em busca de anticorpos contra o parasita pode ser útil, assim como a biópsia.

Como o médico trata a hidatidose?

O tratamento da hidatidose costuma ser difícil. Às vezes, esse tipo de doença é apenas observado e monitorado. Os cistos na pele podem ser drenados, ao que deve se seguir a medicação (albendazol), que pode ser necessária por anos. Algumas formas podem requerer intervenção cirúrgica, seguida de medicamentos, mas podem resultar em morte.

Como prevenir a hidatidose?

A prevenção da hidatidose consiste no tratamento de cães que podem transmitir a doença e na vacinação de ovelhas.

Quais são as complicações possíveis da hidatidose?

Em casos que ocorra a ruptura do cisto, podem ocorrer complicações graves como choque anafilático e edemas pulmonares.

Leia também sobre "Dor abdominal", "Hepatomegalia" e "Esplenomegalia".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da WHO – World Health Organization e do CDC – Centers for Disease Control and Prevention.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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