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Dor abdominal: causas, diagnóstico, tratamento

Monday, March 2, 2015
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Dor abdominal: causas, diagnóstico, tratamento

Quais são as causas da dor abdominal?

Todo mundo sabe o que é uma dor abdominal, chamada às vezes de “dor de barriga”, mas é muito importante poder reconhecer a causa dela, e isso pode ser uma tarefa difícil. Deve-se levar em conta o tipo da dor, sua localização e intensidade, suas formas de aparecimento e curso, as condições que a agravam e a aliviam, a concomitância dela com outros sintomas, etc. As dores abdominais podem acontecer por uma inabarcável série de enfermidades. Algumas das principais patologias que causam dor abdominal são a indigestão, a constipação intestinal, os distúrbios estomacais, as intoxicações e alergias alimentares, a apendicite, o excesso de gases no estômago ou no intestino, as úlceras, as doenças pélvicas inflamatórias, as hérnias, os cálculos ureterais ou vesicais, a endometriose, o refluxo gastroesofágico e os tumores. A dor abdominal também pode ser causada por um problema em outra parte do corpo, como as cólicas menstruais, os estiramentos musculares, as doenças pélvicas inflamatórias, as pneumonias, a gravidez ectópica e as infecções do trato urinário.

Como manejar a dor abdominal?

Sempre é necessário encontrar a causa da dor e tratá-la adequadamente. Em alguns casos a causa da dor abdominal é simples e facilmente reconhecível, mas em outros ela pode ser grave e sua causa ser muito difícil de reconhecer, senão impossível. Algumas dores abdominais surgem e desaparecem sem que se possa determinar suas causas. Afortunadamente, a maioria das dores abdominais é simples e apenas requer tratamento caseiro. No entanto, algumas dores abdominais devem preocupar porque podem indicar problemas que requerem tratamento médico imediato, como as que vêm associadas à febre, vômitos persistentes, dificuldades de evacuar, dor ao urinar, abdômen sensível ao toque, quando a dor resulta de algum traumatismo abdominal ou se a dor de causa desconhecida persistir por alguns dias. O paciente sempre deve procurar pronto atendimento se estiver vomitando ou evacuando sangue, se tiver dificuldades respiratórias ou se for uma gestante.

Como diagnosticar a dor abdominal?

As características clínicas da dor abdominal ajudam a determinar suas causas e devem ser relatadas com detalhes ao médico. A dor pode ser generalizada ou localizada, urente (que queima), em cólica, em pontadas, irradiada ou não. A dor pode localizar-se predominantemente em qualquer um dos quatro quadrantes do abdômen, de acordo com o órgão atingido e pode ser fraca, moderada ou intensa. Pode iniciar com pouca intensidade e ir agravando-se progressivamente ou começar de maneira súbita, com grande intensidade. Por outro lado, pode ser contínua ou intermitente e se acompanhar ou não de febre, vômitos e outros sintomas. Às vezes obedece a certas circunstâncias ou atividades que as exacerba ou atenua ou são mais frequentes em determinados períodos do dia. É importante também saber que tipo de medicamentos as alivia ou intensifica.

Cada uma das diversas combinações possíveis dessas características sugere um tipo de patologia. Por exemplo, dores abdominais leves e generalizadas podem indicar má digestão; fortes cólicas generalizadas que aumentam de intensidade sugere obstrução intestinal; uma dor localizada no quadrante direito inferior do abdômen inclina o diagnóstico no sentido de apendicite e as cólicas abdominais que vão e vêm intermitentemente podem sinalizar problemas menstruais ou simples acúmulo de gases, etc. Certas medidas executadas pelo médico (pesquisa das características dos sintomas) podem ajudá-lo a compreender mais sobre a dor. Depois de uma avaliação inicial o médico pode solicitar exames de fezes e/ou urina, radiografias simples ou contrastadas, endoscopia, ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, etc, conforme a patologia suspeitada.

Como o médico trata a dor abdominal?

Em casos de dor abdominal, duas tarefas se impõem ao médico: aliviar a dor e tratar a enfermidade subjacente. As dores são aliviadas com analgésicos orais, injetáveis ou venosos, conforme a sua natureza e intensidade. Muitas vezes o médico associará também relaxantes musculares, antiespasmódicos e/ou anti-inflamatórios, conforme o caso. Deve-se ter em mente que tratar a dor não é a mesma coisa que tratar a sua causa. Tratar a causa da dor implica em tratar a enfermidade subjacente a ela pelos meios apropriados a cada caso. Algumas vezes, a cirurgia será necessária.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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