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Tenho uma pele no ânus - o que pode ser? Conheça o plicoma anal

terça-feira, 17 de novembro de 2020
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Tenho uma pele no ânus - o que pode ser? Conheça o plicoma anal

O que é o plicoma anal?

O plicoma anal é uma saliência de pele localizada na porção externa do ânus, benigna, que pode ser confundida com uma hemorroida, embora seja diferente dela. Geralmente, o plicoma anal não tem outros sintomas associados, mas em alguns casos pode causar coceira ou dificultar a limpeza da região, e levar ao surgimento de infecções.

Quais são as causas do plicoma anal?

Não existe uma causa específica para a aparição dos plicomas, mas eles geralmente surgem após inflamações crônicas no ânus. O processo inflamatório faz com que a região inche e, ao desinchar, a pele não volta ao normal, gerando, assim, a flacidez e o excesso de pele que caracterizam o plicoma.

A inflamação pode ser causada por gravidez, hemorroidas, fissuras anais, doenças inflamatórias no intestino, irritações constantes como micoses ou dermatites, constipação, parto ou relações sexuais anais.

Leia sobre "Hemorroidas", "Doença de Crohn", "Colite ulcerativa", "Síndrome do intestino irritável" e "Sexo anal: quais os riscos".

Quais são as características clínicas do plicoma anal?

Os plicomas anais podem ter vários tamanhos, desde milímetros até poucos centímetros. Eles são mais comuns em mulheres e pessoas que estejam acima do peso.

Eles não causam dor nem apresentam outros sintomas associados e são percebidos durante a higienização do ânus ou o ato sexual anal. No entanto, em alguns casos, a imperfeição pode causar coceira e contribuir para o acúmulo de resíduos de fezes. Quando isso acontece, é mais fácil e comum o surgimento de inflamação e/ou infecções na região.

Ao contrário das hemorroidas, os plicomas nunca sangram.

Como o médico diagnostica o plicoma anal?

O diagnóstico deve ser feito por meio de um exame da região perianal. O plicoma corresponde a uma “pele solta no ânus”. Se houver alguma suspeita quanto à natureza benigna da lesão, pode ser feita uma biópsia, quando uma amostra minúscula do plicoma é retirada para ser analisada. Um diagnóstico diferencial deve ser estabelecido com hemorroidas, verrugas causadas pelo HPV e tumores.

Muita gente confunde plicomas com hemorroidas, mas o plicoma é um simples excesso de pele e a hemorroida é um vaso inchado e inflamado que causa sangramento e dor. As verrugas (condilomas) costumam surgir entre 1 e 6 meses após o contágio por HPV, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal. Elas são os chamados condilomas, popularmente conhecidas como “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”.

Como o médico trata o plicoma anal?

O tratamento nem sempre é necessário, mas caso o plicoma seja muito grande e incomodativo, pode ser necessário remover o excesso de pele através de laser, cirurgia ou crioterapia. A cirurgia para retirada do plicoma é simples e, na maioria das vezes, realizada com anestesia local. Não é necessária preparação prévia. O procedimento é feito principalmente por razões estéticas ou funcionais, uma vez que o plicoma raramente acarreta problemas de saúde. Após a cirurgia o paciente pode voltar às suas atividades normais, preservando-se, contudo, de atividades pesadas e exercícios físicos, os quais só devem ser retomados após a completa cicatrização da ferida. A evacuação pode ocorrer normalmente após a cirurgia, tendo-se apenas o cuidado de que as fezes não estejam excessivamente ressecadas. As primeiras evacuações podem causar alguma dor ou desconforto, que se esvaem com o tempo.

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Como prevenir o plicoma anal?

Para prevenir o aparecimento dos plicomas, o paciente deve evitar hábitos intestinais ruins, como a formação de fezes endurecidas e ressecadas, e manter uma alimentação rica em fibras e uma hidratação adequada.

Quais são as complicações possíveis com o plicoma anal?

Quando a cicatrização não é feita de maneira correta, a retirada do plicoma pode acarretar fissuras anais, principalmente em pacientes com maus hábitos intestinais e fezes ressecadas. Caso isso ocorra, deverá ser feito um tratamento específico para a correção do problema.

Leia também sobre "Fissuras anais", "Trombose hemorroidária", "Parasitoses" e "Oxiuríase".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do CCD – Centro de Cirurgia Digestiva, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Journal of Coloproctology.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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