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Como é a oxiuríase?

Wednesday, December 12, 2012
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Como é a oxiuríase?

O que é oxiuríase?

A oxiuríase (ou enterobiose) é causada por helmintos pequenos (15 milímetros a 2 centímetros), os Enterobius vermicularis, que parasitam principalmente o intestino. Ocorrem no mundo todo, principalmente em locais em que a higiene é mais precária, mas também onde haja um bom sistema de saneamento.

Os oxiúros são vermes visíveis a olho nu, de coloração branca e com pelos finos. O tempo transcorrido entre a ingestão dos ovos até o primeiro aparecimento dos vermes na região do ânus (incubação) é de 4 a 6 semanas.

Quais são as causas da oxiuríase?

O verme causador da oxiuríase é o nematódeo Enterobius vermicularis, o qual afeta principalmente as crianças, uma vez que elas ainda não possuem noções básicas de higiene pessoal. Os ovos eliminados podem permanecer até por três semanas no meio ambiente e depois de ingeridos eclodirem no intestino delgado e alcançarem o intestino grosso, onde os vermes ficam até atingir a maturidade sexual. A transmissão da doença pode dar-se de forma direta, principalmente na criança, devido à sua tendência de coçar a região anal e, posteriormente, colocar a mão infectada na boca. Também pode acontecer de forma indireta através da contaminação da água, alimentos ou objetos. Ovos eventualmente aspirados do ar são posteriormente engolidos e cumprem daí em diante o ciclo normal do verme.

Quais são os sinais e sintomas da oxiuríase?

Nas infestações mais brandas a oxiuríase pode ser assintomática. Quando há sintomas, o mais característico deles é o prurido na região anal, que acontece sobretudo nas crianças e à noite. Esse prurido é devido à migração das fêmeas, que normalmente depositam seus ovos entre as pregas da região anal.

Outros sintomas são: cólicas abdominais, irritabilidade, diarreia, náuseas, emagrecimento, vômitos, dores abdominais, alterações do humor e perturbações do sono. Podem aparecer também na região anal (como decorrência do ato de coçar-se), lesões na mucosa, dermatite, infecções secundárias e, eventualmente, evacuações sanguinolentas. O fato de coçar reiterada e violentamente a região anal, como pode acontecer às crianças, pode dar origem a ferimentos e infecções. Nas mulheres, em virtude da proximidade da vagina com o ânus, os oxiúros podem se mover para dentro dela e atingir o útero, trompas de falópio, ovários e cavidade peritoneal, causando infecções e, em casos mais graves, podendo obstruir as trompas e provocar esterilidade.

Como o médico diagnostica a oxiuríase?

O diagnóstico da oxiuríase é feito pela presença dos ovos e de fêmeas do verme em material retirado da região anal do paciente com auxílio de uma fita adesiva transparente.

Como o médico trata a oxiuríase?

O tratamento da oxiuríase consiste no uso de fármacos orais específicos, bastante eficazes, tomados em dose única e em lavagens intestinais com água morna. Os medicamentos mais eficientes no tratamento da oxiuríase são o albendazol e o mebendazol. A higienização e os cuidados pessoais e com o ambiente são fatores importantes para evitar a reinfestação pelo verme. O tratamento deve ser repetido alguns dias depois, para reforçar a cura, uma vez que os medicamentos matam os vermes adultos, mas não os ovos, que podem eclodir posteriormente.

A comichão (coceira) pode ser tratada com cremes ou unguentos aplicados sobre a área perianal, duas ou três vezes por dia. Deve-se estar ciente de que pode haver reinfecções de indivíduos já curados.

Como prevenir a oxiuríase?

Lavar bem as mãos das crianças depois de irem ao banheiro ou de manusearem a região anal. E sempre antes das refeições.

Como evolui a oxiuríase?

A oxiuríase é uma infestação benigna. O seu tratamento ajuda a aliviar os incômodos sintomas desta verminose.

Em casos de infecção, o ideal é que todos os membros da família sejam medicados porque a reinfecção pode passar de uma pessoa para outra.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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