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Como é feita uma anestesia local?

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O que é anestesia1 local?

Chama-se anestesia1 local ao bloqueio regionalizado da condução nervosa, conseguido quando são aplicadas localmente no tecido nervoso2 substâncias anestésicas em concentração apropriada. Quando aplicados a um tronco nervoso, os anestésicos locais impedem a transmissão de impulsos nervosos em todo território servido por esse nervo, o que costuma chamar-se anestesia1 loco-regional.

O que são anestésicos locais?

Os anestésicos locais são substâncias capazes de bloquear regionalmente, de forma totalmente reversível, a estimulação nervosa. Apesar da denominação de “locais”, os anestésicos utilizados nestas anestesias têm repercussões sistêmicas e afetam sobretudo o sistema cardíaco, o sistema respiratório3 e o sistema nervoso central4. Existem vários tipos de anestésicos locais que diferem na absorção, toxicidade5 e duração da ação. O primeiro anestésico local conhecido foi a cocaína. Em 1884 ela foi utilizada pela primeira vez, em cirurgias oftalmológicas e, posteriormente, em odontologia, espalhando-se desde então. Contudo, a cocaína cedo revelaria seu potencial de produzir vasoconstrição6 e criar dependência e em 1892 foi substituída pela procaína, a qual tem um poder anestésico similar e não apresenta esses inconvenientes. Aliás, de todos os anestésicos locais, a cocaína continua a ser o único capaz de gerar dependência. Posteriormente, foram introduzidos outros derivados, como a tetracaína (1932), a lidocaína (1943) e a cloroprocaína (1955). Mais adiante, ainda, foram sintetizadas a mepivacaína (1956), bupivacaína (1957), prilocaína (1959), etidocaína (1971) e ropivacaína (1989). Hoje em dia, além da Medicina, a anestesia1 local tem uma grande aplicação em Odontologia, para tratamentos dentários.

Como se realiza a anestesia1 local?

Geralmente os anestésicos locais são injetados na região do corpo que se deseja anestesiar e assim bloqueiam localmente as terminações nervosas, que passam a não mais captarem impulsos nervosos de dor ou das demais sensibilidades, sem afetar a consciência. O anestésico local também pode vir sob a forma de pomadas, cremes ou gel, para aplicações superficiais na pele7 ou mucosas8. É importante que o anestésico local atinja seu local de ação em concentração suficiente para produzir a perda da sensibilidade dolorosa, mas isso nem sempre ocorre, como em regiões inflamadas e infeccionadas, por exemplo, em virtude, sobretudo, de alterações do pH dos tecidos.

Quando se deve usar a anestesia1 local?

A anestesia1 local deve ser usada para cirurgias simples, que abrangem pequenas áreas, como retirar uma verruga, ou para realizar certas pequenas cirurgias plásticas ou suturar cortes na pele7. Geralmente é indicada, entre outras aplicações, na revisão de cicatrizes9, rinoplastias de pequeno porte, correção de orelhas10 de abano, blefaroplastias, lipoaspiração de pequenas áreas, pequena cirurgias superficiais, etc.

Quais são os efeitos colaterais11 dos anestésicos locais?

Os efeitos colaterais11 dos anestésicos locais habitualmente são de pequena intensidade. Embora esses fármacos sejam administrados em pequenas doses, eles acabam alcançando outros órgãos e é neles que podem produzir reações secundárias. As mais frequentes são: ansiedade; confusão mental; convulsões (raramente); depressão nervosa; depressão respiratória (quando usados em altas doses); vasodilatação; diminuição da frequência cardíaca e reações alérgicas.

ABCMED, 2013. Como é feita uma anestesia local?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/359079/como-e-feita-uma-anestesia-local.htm>. Acesso em: 16 jan. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
2 Tecido Nervoso:
3 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
4 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
5 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
6 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
8 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
9 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
10 Orelhas: Sistema auditivo e de equilíbrio do corpo. Consiste em três partes
11 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
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