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Angioedema crônico alérgico

segunda-feira, 27 de maio de 2024
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Angioedema crônico alérgico

O que é angioedema crônico alérgico?

O angioedema crônico alérgico é uma condição médica caracterizada por episódios recorrentes de inchaço súbito e pronunciado, geralmente em áreas como rosto, lábios, língua, garganta, mãos, pés ou genitais, desencadeados por uma causa alérgica específica.

No entanto, o angioedema crônico nem sempre é alérgico. Às vezes, pode estar relacionado a fatores genéticos, distúrbios autoimunes ou, em alguns casos, pode ser idiopático, o que significa que não há uma causa clara identificada para ele.

Angioedema crônico alérgico e edema de Quincke são termos que muitas vezes são usados de forma intercambiável, mas eles se referem a condições ligeiramente diferentes. O angioedema crônico alérgico é uma forma específica de angioedema que ocorre de forma recorrente, está associado a reações alérgicas específicas e pode ter um componente genético mais proeminente do que outras formas.

Portanto, embora o edema de Quincke e o angioedema crônico alérgico possam ser considerados termos relacionados e muitas vezes se sobreponham em sua apresentação clínica, o angioedema crônico alérgico é uma forma específica de angioedema que está associada a reações alérgicas recorrentes. O edema de Quincke, por sua vez, pode ser desencadeado por medicação ou, em alguns casos, pode ser hereditário.

Quais são as causas do angioedema crônico alérgico?

O angioedema crônico alérgico pode ser desencadeado por uma reação alérgica:

  1. a certos alimentos, como nozes, peixes, mariscos, leite, ovos, trigo, soja, etc.;
  2. a alguns medicamentos, entre os quais estão os antibióticos, aspirina, anti-inflamatórios não esteroidais e certos medicamentos para pressão arterial;
  3. a picadas de insetos, como abelhas, vespas e formigas;
  4. e a alérgenos ambientais, como pólen, ácaros, pelos de animais e mofo, que podem desencadear uma resposta alérgica que causa angioedema em pessoas sensíveis.

Em alguns casos, a causa exata do angioedema crônico alérgico pode não ser identificada. Pessoas com histórico familiar de angioedema ou outras condições alérgicas têm maior probabilidade de desenvolver angioedema crônico alérgico.

Leia sobre "Alergias alimentares", "Alergia às proteínas do leite de vaca", "Alergia a camarão".

Qual é o substrato fisiopatológico do angioedema crônico alérgico?

O angioedema crônico alérgico é precipitado por uma reação alérgica mediada por imunoglobulina E (IgE). É desencadeado pela exposição a alérgenos específicos, que o sistema imunológico reconhece erroneamente como uma substância perigosa. Os anticorpos IgE ligam-se aos mastócitos e basófilos, que são tipos de células do sistema imunológico encontrados em tecidos como a pele, as vias aéreas e o trato gastrointestinal e fazem a liberação de mediadores inflamatórios, causando a vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, permitindo assim a passagem de fluidos e proteínas para os tecidos circundantes. Como resultado, há um inchaço (edema) localizado.

Esse ciclo de reações alérgicas pode ocorrer repetidamente ao longo do tempo, resultando em episódios recorrentes de edema.

Quais são as características clínicas do angioedema crônico alérgico?

O principal sintoma de angioedema crônico alérgico é um inchaço recorrente da pele, repentino e pronunciado, que geralmente desaparece espontaneamente dentro de 24 a 48 horas. O inchaço ocorre de repente e pode se repetir ao longo do tempo, variando em gravidade.

Em certo número de casos, ele pode ser reconhecido como estando associado a uma resposta alérgica e pode ser acompanhado por coceira, sensação de queimação ou pressão ou dor na área afetada. O edema resultante pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum em regiões de pele final, como face, lábios, língua, garganta, mãos, pés e genitais e, em alguns casos, nos tratos gastrointestinal e respiratório.

Em geral, a situação não é grave e o edema responde bem aos anti-histamínicos, mas dependendo da localização do edema, os sintomas podem variar de leve a potencialmente fatais, especialmente se houver edema na região da garganta. Essa eventualidade, contudo, é muito rara, mas pode levar a dificuldade respiratória e requerer atenção médica imediata.

É frequente que os pacientes tenham um histórico de outras condições alérgicas, como rinite alérgica, asma ou urticária.

Como o médico diagnostica o angioedema crônico alérgico?

Vários passos são necessários para se estabelecer com precisão um diagnóstico de angioedema crônico alérgico:

  1. entrevista clínica;
  2. exame físico;
  3. testes alérgicos cutâneos;
  4. testes alérgicos de sangue (por exemplo, teste de IgE específico), que ajudarão a identificar possíveis alérgenos que estejam desencadeando os episódios de angioedema;
  5. e exclusão de outras causas médicas que possam causar inchaço.

Uma vez que o diagnóstico de angioedema crônico alérgico tenha sido feito, o médico pode recomendar monitoramento regular para acompanhar a frequência e a gravidade dos episódios, ajustar o plano de tratamento conforme necessário e ajudar a gerenciar quaisquer complicações.

Como o médico trata o angioedema crônico alérgico?

O tratamento pode envolver uma combinação de medidas preventivas e medicamentos para controlar os sintomas. Isso pode incluir identificar e evitar os alérgenos conhecidos e usar anti-histamínicos de segunda geração, como cetirizina, loratadina ou fexofenadina, que são a primeira linha de tratamento, para aliviar os sintomas.

Em casos graves ou quando os anti-histamínicos não são suficientes, corticosteroides orais podem ser prescritos para reduzir a inflamação. No entanto, o uso a longo prazo deve ser evitado devido aos efeitos colaterais.

Outra opção nos casos graves é o uso de epinefrina (adrenalina) para controlar o inchaço e prevenir complicações que ameaçam a vida. Especialmente quando há envolvimento das vias respiratórias, a epinefrina pode ser necessária para tratamento emergencial.

Identificar e evitar os fatores desencadeantes conhecidos (alimentos, medicamentos, picadas de insetos, etc.) é fundamental para prevenir novos episódios. Educar o paciente sobre a condição e fornecer um plano de ação para gerenciar crises de angioedema é crucial. Isso pode incluir o uso de auto-injetores de epinefrina para emergências.

Dependendo da gravidade dos sintomas e da presença de complicações, tratamentos de suporte adicionais podem ser necessários. Isso pode incluir terapia de fluidos intravenosos para manter a hidratação, oxigenoterapia para garantir uma boa oxigenação do sangue e, em casos extremos, suporte respiratório com intubação e ventilação mecânica.

Veja também sobre "Como acontece a anafilaxia", "Edema de Quincke", "Dermatite atópica" e "Alergia respiratória". 

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine, do NHS – National Health Services e da Cleveland Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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