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Rinite alérgica - como ela é?

sexta-feira, 22 de abril de 2022
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Rinite alérgica - como ela é?

O que é rinite alérgica?

A rinite alérgica, também chamada febre do feno e muitas vezes descrita popularmente como gripe alérgica, é uma doença alérgica crônica provocada pelo contato com alérgenos e que se caracteriza por uma inflamação da mucosa do nariz, da qual resulta a maior parte dos sintomas da condição.

Quais são as causas da rinite alérgica?

A rinite alérgica, como o próprio nome já prenuncia, é uma reação alérgica. Ela resulta de uma resposta exagerada do corpo ao contato com determinadas substâncias que o organismo identifica como estranhas, ditas alérgenos. A rinite alérgica tem características hereditárias, mas mesmo que nenhum dos pais apresente o distúrbio, ele pode se manifestar na geração subsequente e o filho de um casal alérgico tem 50% a 70% de chance de também sofrer de alergia.

Os fatores desencadeadores das crises são mais bem conhecidos que as causas delas. Entre eles estão:

  • ácaros existentes na poeira doméstica;
  • pelos de animais;
  • fungos;
  • descamação de pele;
  • mofo;
  • pólen;
  • perfume;
  • alguns alimentos;
  • medicamentos;
  • bactérias;
  • vírus;
  • mudanças bruscas de temperatura;
  • etc.

Em suma, a rinite alérgica é desencadeada pela combinação da genética herdada e de exposições a fatores ambientais, alguns deles de natureza sazonal.

Veja também sobre "Rinite vasomotora", "Atopia" e "Coriza".

Qual é o substrato fisiopatológico da rinite alérgica?

Entre outras funções, o nariz é responsável pela proteção inicial contra substâncias tóxicas e irritantes que inalamos. Ele é, na verdade, a primeira barreira enfrentada pelos alérgenos respiratórios no sentido de impedir que essas substâncias alcancem os pulmões.

A obstrução nasal faz parte dessa defesa, o que também provoca o bloqueio do agente agressor, mas também do ar que respiramos. Essa reação é normal e todas as pessoas, ao entrarem em contato com algumas substâncias tóxicas, apresentam tais sintomas, mas se for exagerada e duradoura, caracteriza a rinite alérgica.

A rinite alérgica é, pois, um mecanismo de defesa que tenta impedir que os agentes prejudiciais para a saúde cheguem até o pulmão.

Quais são as características clínicas da rinite alérgica?

Apesar de seu viés hereditário, não é obrigatório que a rinite esteja presente desde o nascimento. Pode ser que uma pessoa conviva por muitos anos em contato com determinada substância e apenas tardiamente venha a desenvolver sintomas. Embora possa ocorrer em qualquer fase do ano, a rinite alérgica ocorre mais comumente de modo sazonal, na primavera.

Seus sintomas principais são;

  • obstrução nasal (“nariz entupido”);
  • prurido e/ou espirros;
  • olhos lacrimejantes;
  • irritação no nariz, na boca, nos olhos, na garganta, na pele ou em qualquer outra região;
  • má percepção dos odores;
  • coriza;
  • tosse;
  • diminuição da audição e do olfato;
  • dor de garganta;
  • olhos inchados;
  • fadiga.

Muitas pessoas que têm rinite alérgica também têm asma, conjuntivite alérgica ou dermatite atópica.

Como o médico diagnostica a rinite alérgica?

O diagnóstico de rinite alérgica envolve análise do histórico do paciente, exame físico das passagens nasais e, às vezes, teste cutâneo para alergia.

Um diferencial deve ser feito com o resfriado, a gripe e a rinite aguda. Todas essas condições são causadas por vírus. A rinite alérgica, por sua vez, é induzida pela exposição a fatores alérgenos.

Como o médico trata a rinite alérgica?

A rinite alérgica não tem uma cura definitiva, mas há tratamentos capazes de amenizar bastante os sintomas. Os medicamentos que podem reduzir os sintomas são anti-histamínicos, descongestionantes nasais e corticoides.

As vacinas podem ser úteis em pacientes com rinite alérgica, mas o paciente deve ter o teste alérgico positivo para os antígenos usados nas vacinas. A aplicação das vacinas deve seguir critérios médicos e serão usadas por longo tempo. É provável que a necessidade do uso de medicamentos diminua, porém os cuidados ambientais deverão ser mantidos.

É comum que depois de repetidas crises os próprios pacientes se auto diagnostiquem e se auto mediquem, no entanto, devem estar advertidos de que certos remédios utilizados para controlar a enfermidade podem ter efeitos colaterais prejudiciais e, por isso, devem receber orientação médica.

Como prevenir a rinite alérgica?

Uma vez que a rinite alérgica tem um viés hereditário combinado com fatores ambientais, a pessoa afetada deve preocupar-se com esses últimos, que podem ser manejados com mais facilidade. Ela deve manter o ambiente limpo, evitando poeiras. Quando tiver de limpá-lo, deve fazê-lo com pano molhado para que a poeira não seja levantada. Deve também evitar objetos ou apetrechos que possam abrigar ácaros, como tapetes, cortinas, almofadas, bichos de pelúcia, etc., bem como eliminar ao máximo cheiros fortes e umidade excessiva. Isso não evita a doença, mas reduz significativamente as crises.

Outras coisas que ajudam muito são:

  • lavar o nariz com soro fisiológico pelo menos três vezes por dia;
  • parar de fumar;
  • usar produtos para higiene pessoal sem odores fortes, corantes ou substâncias artificiais;
  • manter o ambiente arejado.
Leia sobre "Rinite", "Alergias", "Sinusite ou Rinossinusite", "Asma" e "Alergia ocular".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do National Health Service – UK e da Cleveland Clinic – USA.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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