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Valvulopatias cardíacas - entenda o que são

quarta-feira, 22 de maio de 2024
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Valvulopatias cardíacas - entenda o que são

O que são valvulopatias cardíacas?

As valvulopatias cardíacas são condições em que uma ou mais das válvulas do coração não funcionam corretamente. O coração humano possui quatro válvulas principais:

  1. válvula mitral
  2. válvula aórtica
  3. válvula tricúspide
  4. válvula pulmonar

No ventrículo direito, a válvula de entrada é a válvula tricúspide e a válvula de saída é a válvula pulmonar. No ventrículo esquerdo, a válvula de entrada é a válvula mitral e a válvula de saída é a aórtica. Todas são válvulas unidirecionais que garantem que o sangue flua em uma única direção através do coração, facilitando a oxigenação e o bombeamento eficiente do sangue para o resto do corpo.

Qualquer uma delas está sujeita a vários tipos de valvulopatias:

  • Na estenose valvular, a abertura da válvula se estreita, dificultando o fluxo sanguíneo através da válvula.
  • Na insuficiência valvular, a válvula não se fecha completamente, permitindo que o sangue vaze para trás (reflua) em vez de fluir na direção correta.
  • No prolapso valvular, as válvulas se tornam muito flexíveis e se projetam para dentro da cavidade cardíaca oposta quando o coração se contrai. Isso pode causar insuficiência valvular.

Quais são as causas das valvulopatias cardíacas?

As valvulopatias podem ser congênitas (presentes ao nascimento) ou adquiridas devido a doenças cardíacas, infecções, lesões ou outras condições médicas. Nas pessoas mais jovens as causas mais comuns são a febre reumática, a endocardite e os distúrbios congênitos.

Grande parte das valvulopatias é de natureza degenerativa e está associada ao envelhecimento. Ao longo de 70 anos, as válvulas cardíacas terão realizado o movimento de abrir e fechar mais de dois bilhões de vezes (2.575.440.000 de vezes, estimando-se uma frequência cardíaca média de 70 bpm), o que explica o seu envelhecimento, endurecimento e calcificação.

Outras possíveis causas são um traumatismo, doença coronária, hipertensão arterial, aneurismas e alguns tumores, bem como o uso de drogas e a exposição a radiações.

Leia mais sobre "Cardiopatia reumática", "Insuficiência da válvula mitral" e "Estenose aórtica".

Qual é o substrato fisiopatológico das valvulopatias cardíacas?

A fisiopatologia das valvulopatias pode variar dependendo do tipo específico de problema da válvula cardíaca envolvida. No entanto, ela envolve sempre a circulação do sangue.

Na estenose valvular, a válvula cardíaca está estreitada, o que dificulta o fluxo sanguíneo através dela e pode causar um aumento da pressão no lado do coração antes da válvula, eventualmente levando a hipertrofia ventricular, insuficiência cardíaca e outras complicações.

Na insuficiência valvular, a válvula cardíaca não se fecha adequadamente, permitindo que o sangue flua de volta para a câmara cardíaca de onde veio (regurgitação valvular). A insuficiência valvular leva a um volume aumentado de sangue na câmara cardíaca antes da válvula afetada e à dilatação da câmara, eventualmente levando à insuficiência cardíaca.

As malformações congênitas das válvulas cardíacas podem variar desde anormalidades estruturais leves até defeitos graves que requerem intervenção cirúrgica.

Quais são as características clínicas das valvulopatias cardíacas?

Os sintomas de cada uma das válvulas cardíacas se manifestam de modo diferente, mas independentemente do tipo específico da valvulopatia o resultado é geralmente uma carga aumentada no coração afetado. As valvulopatias podem ser assintomáticas durante muito tempo, com o coração trabalhando para compensar pequenos defeitos.

Os sintomas fundamentais, no entanto, ocorrem após certo lapso de tempo e se acentuam após a realização de esforços físicos. Eles incluem:

  • sensação de falta de ar;
  • fadiga;
  • dor torácica;
  • edema;
  • palpitações;
  • e síncope (desmaio).

Podem ainda causar arritmias, com sensação de palpitações, e quando a causa é uma infecção (uma endocardite, por exemplo) surge febre. As valvulopatias que afetam a válvula aórtica e a mitral são as mais importantes, pelo seu impacto no organismo.

Como o médico diagnostica as valvulopatias cardíacas?

O diagnóstico de valvulopatia frequentemente é feito por meio de ausculta cardíaca. A simples auscultação cardíaca permite a suspeita de muitos casos de valvulopatia. Uma radiografia de tórax permite constatar algumas alterações morfológicas do coração, se houver. O ecocardiograma fornece uma melhor definição da doença e da sua gravidade. Também pode ser útil a realização de um eletrocardiograma simples ou de esforço e, em alguns casos, uma cateterização cardíaca.

Como o médico trata as valvulopatias cardíacas?

O tratamento das valvulopatias pode variar desde monitoramento regular e tratamento medicamentoso até intervenções cirúrgicas para reparar ou substituir a válvula comprometida. Embora não existam medicamentos para tratar uma valvulopatia, um estilo de vida saudável e o uso de alguns fármacos podem aliviar os sintomas e prevenir complicações. Em conformidade com o caso clínico, pode ser recomendado o uso de antibióticos, anticoagulantes e/ou de medicamentos para controlar a pressão arterial.

O tratamento cirúrgico da valvulopatia consiste na reparação ou substituição da válvula por uma prótese valvular sintética ou biológica. Em alguns casos, é possível realizar esse procedimento mediante a introdução de um cateter, sem necessidade de cirurgia.

Como prevenir as valvulopatias cardíacas?

Muitas valvulopatias não são preveníveis, mas em relação às outras deve-se tratar prontamente toda amigdalite acompanhada de febre que dure mais do que 48 horas, para prevenir a febre reumática. Além disso, é importante manter controle da pressão arterial, do diabetes e da aterosclerose.

Deve-se evitar fumar, só consumir bebidas alcoólicas com moderação, manter uma dieta equilibrada, realizar exercício físico regularmente e manter um peso saudável.

Quais são as complicações possíveis com as valvulopatias cardíacas?

Se a doença não for convenientemente tratada, pode ocorrer infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, formação de coágulos sanguíneos ou morte súbita por parada cardíaca.

Veja sobre "Cardiopatias congênitas", "Insuficiência cardíaca" e "Sopro cardíaco".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Johns Hopkins Medicine.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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