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Urticária: o que é? Quais são as causas? E os sintomas? Tem como tratar e evitar?

terça-feira, 15 de outubro de 2013
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Urticária: o que é? Quais são as causas? E os sintomas? Tem como tratar e evitar?

O que é urticária?

A urticária é uma condição caracterizada pela formação de pápulas (vergões vermelhos) na pele, semelhantes às que são causadas pelo contato com a urtiga. Essa reação cutânea em geral é passageira, mas em algumas pessoas ela pode perdurar por longo tempo ou por toda a vida. A urticária pode ser aguda (episódio único, transitório e autolimitado ou de duração inferior a seis semanas) ou crônica (duração maior de seis semanas).

Quais são as causas da urticária?

O aparecimento da urticária se deve à ação da histamina liberada pelos mastócitos, um tipo de células responsáveis pela dilatação e permeabilidade dos pequenos vasos sanguíneos. A forma aguda normalmente é desencadeada por algum estímulo imunológico ou não imunológico. Os estímulos não imunológicos mais comuns são certos medicamentos; alguns tipos de alimentos; alguns inseticidas, corantes e conservantes; picadas de insetos; tecidos das roupas; exposição direta da pele ao frio ou ao calor intenso; água quente ou fria e exercícios físicos. Além disso, a hepatite, a mononucleose infecciosa e a rubéola, entre outras infecções virais, podem estar associadas ao aparecimento da urticária e ela pode até ser a primeira manifestação dessas moléstias. No entanto, às vezes é muito difícil detectar o fator desencadeante de um determinado episódio.

Quais são os principais sinais e sintomas da urticária?

A urticária é um distúrbio bastante comum. Cerca de 20 a 25% das pessoas já manifestaram pelo menos um episódio ao longo da vida. Os principais sinais e sintomas da urticária são elevações circulares, salientes, bem demarcadas e pruriginosas na pele, circundadas por vergões vermelhos e inchaço. Essas lesões são migratórias e podem desaparecer e ressurgir depois em outro local do corpo. A coceira e o ardor locais podem preceder as pápulas. O tamanho dessas lesões varia muito e elas podem ser isoladas ou confluírem para formar placas.

Como o médico diagnostica a urticária?

O diagnóstico da urticária deve começar pela história clínica do paciente, por seus hábitos alimentares, pelo uso de medicamentos e pelo exame físico das lesões, sendo complementado por exames de sangue e testes cutâneos que ajudem a identificar a causa e os fatores desencadeantes da enfermidade. Nos casos em que é impossível determinar esses fatores, a urticária é dita idiopática.

Como o médico trata a urticária?

O tratamento principal da urticária consiste em suspender completamente o contato com o agente desencadeante das crises, se for possível identificá-lo. Os medicamentos anti-histamínicos contribuem para aliviar os sintomas ao inibir a ação dos receptores de histamina, mas uma boa parte deles causa sonolência e letargia. Em casos mais graves, associados ao angioedema, pode ser necessário administrar corticoides ou mesmo adrenalina, nos casos mais graves.

Como prevenir a urticária?

  • Evite contatos com o agente desencadeante. Se ele for alguma substância comestível, evite usá-la.
  • Para prevenir o prurido intenso e outros incômodos, aplique compressas frias sobre as lesões.
  • Nas crises, evite banhos quentes, principalmente os de banheira.

Como evolui a urticária?

A maioria dos casos de urticária é autolimitada e desaparece espontaneamente. Em algumas vezes ela pode gerar angioedema nas pálpebras, lábios, orelhas, pés, mãos e genitais. Embora não sejam muito frequentes, os edemas nos lábios e/ou na glote podem obstruir a respiração e mesmo levar à morte e representam sempre uma situação de emergência/urgência médica.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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