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Couperose: o que é isso?

sexta-feira, 11 de novembro de 2022
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Couperose: o que é isso?

O que é couperose?

A couperose não é considerada uma doença, mas uma variedade anatômica que consiste principalmente em um problema estético. Trata-se de um estado da pele ligado a problemas de microcirculação. Afeta basicamente os vasos sanguíneos da pele do rosto, consistindo na formação de pequenas varizes ou veias varicosas em diferentes partes do rosto, emprestando a elas uma aparência avermelhada.

Todas as pessoas podem apresentar esse tipo fisiológico de vermelhidão, mas elas costumam ser passageiras. Quando não o são, fala-se em couperose. A couperose pode ser encontrada em todo o tipo de pele e muitas vezes é confundida com a rosácea.

Quais são as causas da couperose?

A causa exata da couperose é desconhecida. Essa condição tende a iniciar-se em adultos jovens e é predominante no sexo feminino. Pensa-se que poderão estar envolvidos vários fatores, tais como: a exposição à radiação ultravioleta, anomalias no sistema imunológico, hiperreatividade vascular e uma reação inflamatória exagerada a microrganismos.

O seu aparecimento é favorecido por fatores como:

  • emoções intensas;
  • ingestão de álcool, café ou comidas picantes;
  • tabaco;
  • transtornos digestivos;
  • uma exposição excessiva à radiação solar;
  • o uso continuado de corticoides tópicos;
  • fatores climáticos extremos (calor intenso, vento, frio extremo);
  • mudanças bruscas de temperatura;
  • situações de estresse;
  • alterações hormonais;
  • pequenos traumatismos;
  • aplicação no rosto de produtos irritantes;
  • uso de alguns medicamentos;
  • participação hereditária.
Veja também sobre "Colagenoses", "Acne: o tormento dos adolescentes" e "Isotretinoína: prós e contras".

Qual é o substrato fisiológico da couperose?

A couperose é uma dilatação de pequenos vasos capilares pouco elásticos, sobretudo nas maçãs do rosto e no nariz. O resultado disso é o surgimento de pequenas vermelhidões, irritações e capilares dilatados em forma de filamentos, de aparência avermelhada ou púrpura (telangiectasias).

Se a pessoa tem pele clara, fina e muito sensível, o aparecimento de algumas dessas marcas da couperose é quase inevitável. A pele com tendência para ter couperose costuma ser hipersensível e caracteriza-se pela vermelhidão em zonas como as maçãs do rosto ou as asas do nariz. Se a circulação aumenta bruscamente, por alguma razão interna ou externa, aparece o avermelhamento na pele e este se mantém, precisamente porque os vasos sanguíneos são inelásticos e é muito difícil para eles voltarem ao seu estado normal.

Quais são as características clínicas da couperose?

A couperose costuma ser leve e não causar demasiadas complicações, mas pode acarretar sérios problemas se não for devidamente tratada. No geral, ela provoca manchas vermelhas no rosto que podem tornar-se incômodas e desconfortáveis. O mais comum é que as zonas avermelhadas apareçam nas bochechas, no queixo ou no nariz, mas também podem surgir em qualquer parte do rosto ou do colo.

A pele muito sensível fica avermelhada durante o dia, tem pequenos vasinhos visíveis e, às vezes, aparecem lesões assemelhadas à acne. Ela envolve vasos sanguíneos e glândulas sebáceas e progride segundo algumas etapas, embora nem sempre regularmente.

A primeira delas caracteriza-se por uma labilidade vascular, em que ocorrem fenômenos de vasodilatação e vasoconstrição e, nas pessoas mais jovens, se manifesta por uma facilidade em corar. Numa fase posterior, os vasos mantêm-se dilatados, perdendo a capacidade de constrição, constituindo a vermelhidão (couperose). Nesta fase podem aparecer os pequenos vasos sanguíneos perceptíveis a olho nu.

A seguir, as glândulas sebáceas aumentam de tamanho e podem dar lugar ao desenvolvimento de microrganismos que conduzem ao aparecimento de uma fase inflamatória, com o surgimento de pápulas e pústulas semelhantes às da acne.

Sintomas como sensação de calor, formigamento, ardência e sensação de repuxamento facial podem ser verificados em qualquer etapa, embora possam se tornar agudos na fase inflamatória.

Como manejar a couperose?

Embora a couperose não seja uma doença, é conveniente sempre consultar o médico porque ela pode ser a fase inicial de algum problema mais sério, como a rosácea, por exemplo.

A couperose não tem uma solução definitiva, mas pode ser bem controlada. Existem recursos naturais capazes de prevenir ou “tratar” a pele com couperose, como o ácido azelaico, a flor de açafrão, o óleo de amêndoas doces, a toranja ou flor de lótus, dentre outros.

O ácido azelaico é obtido a partir de trigo, centeio e cevada e tem extraordinárias propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e despigmentantes. A flor de açafrão, por seu turno, acalma as peles mais sensíveis e reduz a inflamação que pode provocar vermelhidão, ardor e sensação de queimação.

Como prevenir a couperose?

A melhor maneira de prevenir a couperose é evitar os fatores desencadeantes, como a exposição a oscilações de temperatura intensas, a exposição ao sol sem a proteção adequada, evitar maus hábitos como beber ou fumar e ter uma alimentação rica em alimentos antioxidantes e vitaminas.

Quais são as complicações possíveis com a couperose?

Em cerca de 50% dos casos, pode surgir uma lesão nos olhos denominada rosácea ocular, com danos à córnea. Nas formas mais graves, a pele fica mais espessa e aparecem nódulos inflamatórios que aumentam o tamanho do nariz, deixando-o com aspecto disforme e bulboso.

Leia sobre "Lúpus eritematoso", "Manchas escuras na pele" e "Rubor facial espontâneo".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Sociedade Brasileira de Dermatologia e dos Anais Brasileiros de Dermatologia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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