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Dormência no braço esquerdo — conheça as outras causas, porque nem sempre é infarto!

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Por que ocorre a dormência1 no braço esquerdo?

A dormência1 é uma sensação anormal que pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas que assume aspectos especiais quando sentida no braço esquerdo. A primeira coisa que vem à mente quando uma pessoa sente dormência1 no braço esquerdo é que ela possa estar prestes a sofrer um infarto do miocárdio2.

No entanto, nem sempre a dormência1 ou formigamento no braço indica infarto3, já que há outras razões menos graves e mesmo banais para este sintoma4. Problemas originados no pescoço5, ombro ou nervos periféricos também podem causar este sintoma4. Ainda assim, os testes para descartar um problema cardíaco devem vir em primeiro lugar, não porque o problema cardíaco seja a causa mais comum desse sintoma4, mas porque é a mais séria das causas possíveis e a que exige tratamento médico imediato.

Saiba mais sobre "Dormência1 ou formigamento" e "Infarto do miocárdio2".

Quais são as causas possíveis da dormência1 no braço esquerdo?

A dormência1 e o formigamento podem acontecer no braço esquerdo quando uma raiz nervosa é pressionada a nível da coluna cervical6 ou falta sangue7 no braço, devido a algum déficit circulatório nessa região do corpo. Ela pode ser apenas momentânea, por causa de um erro de postura, ou dever-se a doenças graves, como a diabetes mellitus8 e a hipertensão arterial9 ou até mesmo infarto do miocárdio2 ou acidente vascular cerebral10 (AVC).

Outras causas possíveis de dormência1 e formigamento no braço, incluem, entre outras:

  • Manter a mesma posição por um longo tempo, especialmente se alguma artéria11 é comprimida.
  • Traumatizar um nervo do pescoço5.
  • Pressão nos nervos da coluna cervical6.
  • Infecções12 por herpes zóster.
  • Níveis anormais de cálcio, potássio ou sódio no organismo.
  • Carências vitamínicas.
  • Uso de certos medicamentos.
  • Danos nos nervos devido a chumbo, álcool, tabaco ou drogas quimioterápicas.
  • Terapia de radiação.
  • Mordidas de animais.
  • Picadas de insetos, carrapatos, ácaros e aranhas.
  • Toxinas13 de frutos do mar.
  • Condições congênitas14 que afetam os nervos.

Quando se tratam de causas sistêmicas, os sintomas15 podem ocorrer em outros membros do corpo, concomitante ou alternativamente.

Leia mais sobre "Acidente vascular cerebral10", "Diabetes mellitus8", "Hipertensão arterial9" e "Herpes Zóster".

Quais são as principais características clínicas diferenciadas das diversas causas de dormência1 no braço esquerdo?

Quando a dormência1 ou formigamento afeta todo um lado do corpo, geralmente o rosto e o braço ou a perna e o braço, pode ser um sinal16 de AVC. Se a dormência1 se irradia para o braço esquerdo e vem acompanhada de dor ou aperto no peito17, aperto na garganta18, náuseas19, suor, palpitações20, tontura21 e mesmo desmaio é, quase certamente, devida a problemas cardiológicos, como angina22 ou início de um infarto3.

Muitos problemas de dormência1 e formigamento são causados por erros de postura, que podem ser facilmente corrigidos. Além disso, pessoas que costumam beber muito e que tenham deficiências de vitaminas também podem sofrer com esse problema. Uma alimentação rica em vitaminas do complexo B (carne, fígado23, ovos, leite, semente e cereais integrais, folhas escuras e queijo, por exemplo) pode ser eficaz contra a dormência1 e o formigamento.

Para saber se a dormência1 ou o formigamento são ou não preocupantes, é importante identificar a região do braço em que os sintomas15 acontecem:

  1. Se no dedo do meio, indicador ou polegar, pode ser sinal16 de síndrome24 do túnel do carpo.
  2. Se no dedo mindinho ou anular, geralmente os sintomas15 se devem à compressão do nervo do cotovelo.
  3. Se no braço, pode ser resultado da pressão em um conjunto de nervos do chamado “plexo braquial”.
  4. A dormência1 que denuncia um problema cardíaco, na maioria dos casos acontece na margem radial do braço, onde é o trajeto do osso do braço chamado "rádio25", e no dedo polegar.
Veja mais sobre "Derrame26 cerebral", "Dor no peito17", "Síncopes27 ou desmaios", "Náuseas19 e vômitos28" e "Tonturas29".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da Cleveland Clinic e da Mayo Clinic.

ABCMED, 2018. Dormência no braço esquerdo — conheça as outras causas, porque nem sempre é infarto!. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1321673/dormencia-no-braco-esquerdo-conheca-as-outras-causas-porque-nem-sempre-e-infarto.htm>. Acesso em: 14 nov. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
2 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
3 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
4 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Pescoço:
6 Coluna cervical: A coluna cervical localiza-se no pescoço entre a parte inferior do crânio e a superior do tronco no nível dos ombros. Ela é composta por sete vértebras cervicais unidas por ligamentos, músculos e por elementos que preenchem o espaço entre elas, os discos intervertebrais. No interior da coluna cervical está o canal vertebral por onde passa a medula espinhal, que comanda todos os nossos movimentos e sensações. Nesta região, a medula emite oito raízes nervosas que se ramificam para a cabeça, pescoço, membros superiores, ombros e parte anterossuperior do tórax.
7 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
8 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
9 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
10 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
11 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
12 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
13 Toxinas: Substâncias tóxicas, especialmente uma proteína, produzidas durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capazes de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
14 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
15 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
16 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
17 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
18 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
19 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
20 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
21 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
22 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
23 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
24 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
25 Rádio:
26 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
27 Síncopes: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
28 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
29 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
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