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Gravidez de alto risco

Wednesday, April 24, 2024
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Gravidez de alto risco

O que é gravidez de alto risco?

Fala-se em gravidez de risco em referência àquelas em que existem condições médicas ou obstétricas que aumentam o risco de complicações para a mãe, o feto ou ambos durante a gestação, no parto ou no período pós-parto. Essas condições podem ser preexistentes à gravidez ou surgir durante a gestação.

Quais são as causas possíveis de uma gravidez se tornar uma gravidez de alto risco?

Uma gravidez pode se tornar de alto risco devido a uma variedade de fatores que podem ser relacionados à saúde da mãe, ao desenvolvimento fetal ou a condições externas. Aqui estão algumas das causas possíveis:

  1. Mulheres com menos de 18 anos ou mais de 35 anos.
  2. Doenças preexistentes, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, renais ou autoimunes.
  3. Mulheres que tiveram complicações durante gestações anteriores, como pré-eclâmpsia, parto prematuro ou abortos espontâneos recorrentes.
  4. Gravidezes gemelares, trigemelares ou com mais fetos.
  5. Anormalidades cromossômicas, defeitos congênitos ou restrição de crescimento fetal.
  6. Estilo de vida da mãe, como tabagismo, consumo de álcool, uso de drogas ilícitas ou obesidade.
  7. Determinadas condições que surgem durante a gravidez, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, placenta prévia, descolamento prematuro da placenta ou trabalho de parto prematuro.
  8. Acesso limitado aos cuidados pré-natais adequados, falta de suporte social, condições de vida precárias e estresse podem aumentar o risco de complicações durante a gravidez.

Qual é o substrato fisiopatológico da gravidez de alto risco?

A fisiopatologia subjacente pode variar dependendo das condições específicas para que uma gravidez seja considerada de alto risco. Por exemplo: na hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, embora a fisiopatologia exata não seja totalmente compreendida, sabe-se que envolve uma disfunção do endotélio vascular, inflamação sistêmica e anomalias na perfusão placentária.

No diabetes gestacional, a fisiopatologia envolve uma resistência à insulina, levando a níveis elevados de glicose no sangue, o que pode resultar em crescimento fetal excessivo (macrossomia), aumentando o risco de parto difícil e complicações neonatais.

A presença de doenças crônicas preexistentes, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças cardíacas, renais ou autoimunes, entre outras, podem aumentar o risco durante a gravidez devido aos efeitos dessas doenças nos sistemas cardiovascular, renal, metabólico e outros.

Na gravidez múltipla, a fisiopatologia está relacionada ao aumento da carga sobre o sistema cardiovascular da mãe e ao aumento do risco de parto prematuro e complicações associadas aos bebês. A restrição do crescimento fetal pode ocorrer quando o feto não atinge seu potencial genético de crescimento. Se a placenta se implanta anormalmente perto ou sobre o colo do útero, isso pode levar a sangramento vaginal durante a gravidez, o que pode ser grave e representar um risco para a mãe e o feto.

Anomalias cromossômicas ou genéticas do feto (como síndrome de Down ou outras anomalias cromossômicas) podem aumentar o risco de complicações durante a gravidez, incluindo aborto espontâneo, parto prematuro e anomalias congênitas.

Leia sobre "Depressão pós-parto", "Psicose pós-parto" e "Hemorragia pós-parto".

Como o médico avalia que uma gravidez é de alto risco?

Os médicos avaliam o risco de uma gravidez com base em uma variedade de fatores, que podem incluir:

  • Revisão do histórico médico da paciente, incluindo quaisquer condições médicas pregressas, complicações em gestações anteriores, cirurgias prévias e histórico familiar de complicações durante a gravidez.
  • Realização de um exame físico completo para avaliar a saúde geral da paciente.
  • Solicitação de exames laboratoriais e de imagem, como testes de glicose, perfil lipídico, hemograma completo, exames de função renal e hepática, entre outros, além de exames de imagem, como ultrassonografia, para avaliar o desenvolvimento fetal e a saúde da placenta.
  • Avaliação de quaisquer fatores de risco específicos que possam aumentar a probabilidade de complicações durante a gravidez, como idade materna avançada ou muito precoce, gravidez múltipla, história de pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional, entre outros.
  • Atenção a sinais e sintomas que possam indicar complicações durante a gravidez, como hipertensão arterial, proteinúria, edema (inchaço), sangramento vaginal, contrações uterinas prematuras, entre outros.
  • Realização de testes de monitoramento fetal, como cardiotocografia ou ultrassonografia doppler, para avaliar o bem-estar do feto e detectar quaisquer sinais precoces de problemas.

Quais são os cuidados especiais que o médico deve ter com uma gravidez de alto risco?

É importante que as mulheres com possibilidade de terem uma gestação de alto risco recebam cuidados pré-natais especiais e adequados e sejam monitoradas de perto durante a gravidez para reduzir os riscos. O manejo clínico deve ser direcionado para monitorar e gerenciar esses riscos e para garantir a melhor saúde possível para a mãe e o feto.

Os cuidados especiais para uma gravidez de alto risco variam de acordo com as condições específicas que contribuem para o risco. No entanto, algumas medidas comuns são:

  • Monitoramento mais frequente durante a gravidez, com consultas pré-natais mais frequentes, exames de ultrassonografia mais regulares para avaliar o crescimento fetal e a saúde da placenta e testes de monitoramento fetal, como cardiotocografia.
  • Manejo de condições médicas preexistentes, como diabetes, hipertensão arterial ou doenças cardíacas. Para isso, o médico deve trabalhar em conjunto com outros especialistas, para garantir que essas condições estejam sendo controladas de maneira adequada.
  • Em casos de restrição de crescimento fetal ou gravidez múltipla, o médico deve monitorar de perto o crescimento e desenvolvimento fetais por meio de exames de ultrassonografia e outras medidas para garantir que o bebê esteja recebendo nutrientes e oxigênio adequados.
  • Se surgirem complicações durante a gravidez, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, placenta prévia, descolamento prematuro da placenta ou trabalho de parto prematuro, o médico deverá tomar medidas para avaliar e gerenciar essas complicações de maneira adequada.
  • Os médicos devem oferecer suporte psicológico e emocional, além de informações claras e apoio durante todo o processo.
  • E devem discutir com a paciente as opções de parto, se cesariana ou parto normal, levando em consideração o risco específico associado à sua gravidez.

Esses são apenas alguns exemplos dos cuidados especiais que os médicos podem adotar para gestações de alto risco. Cada caso é único e o plano de cuidados será individualizado com base nas necessidades específicas da paciente e das condições que tornam a gravidez de alto risco.

Veja também sobre "Pré-natal", "Ultrassonografia na gravidez", "Cesárea", "Parto vaginal", "Trabalho de parto" e "Prematuridade".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Biblioteca Virtual em Saúde, da Fiocruz e da Rede D’Or São Luiz.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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