Entendendo a prematuridade e os cuidados necessários com os prematuros

O que é prematuridade?
Uma gestação normal geralmente dura de 37 a 42 semanas. Sendo assim, todo bebê nascido de um parto cuja gestação tenha durado menos de 37 semanas completas deve ser considerado prematuro. Fala-se de prematuridade extrema quando o parto ocorre antes de 28 semanas de gestação. Uma prematuridade de 24 semanas ou menos, peso de 500 gramas, comprimento menor que 30 centímetros é incompatível com a vida.
Quais são as causas da prematuridade?
Apenas 30% dos casos de nascimentos prematuros têm explicação científica, do restante não se conhece os motivos.
Entre as principais causas conhecidas citam-se:
- Rotura prematura da bolsa amniótica.
- Hipertensão crônica.
- Pré-eclampsia.
- Insuficiência istmo-cervical (incompetência do colo do útero).
- Deslocamento prematuro da placenta.
- Placenta prévia.
- Malformações e infecções uterinas.
- Gestação múltipla.
- Malformações fetais.
Entre os fatores de risco podem alinhar-se:
- Mulheres que já tiveram um parto prematuro anteriormente.
- Grávidas de gêmeos ou múltiplos.
- Gestantes com problemas de colo do útero ou do próprio útero.
- Ausência de controle pré-natal.
- Uso de fumo, álcool e/ou drogas durante a gestação.
- Estresse.
- Infecções do trato urinário.
- Sangramento vaginal.
- Diabetes mellitus.
- Obesidade.
- Pressão alta ou pré-eclâmpsia.
- Distúrbios de coagulação sanguínea.
- Algumas anomalias congênitas do bebê.
- Gestações muito próximas uma das outras.
- Fertilização in vitro.
- Idade menor do que 17 anos ou acima de 35 anos.
Quais são os principais sinais e sintomas do parto prematuro?
O trabalho de parto prematuro se anuncia por sinais e sintomas idênticos aos do parto a termo: contrações a cada 10 minutos ou menos; mudanças de aspecto da secreção vaginal; cólicas abdominais com ou sem diarreia; pressão pélvica; aumento da vontade de urinar e dor lombar.
Quais são os cuidados especiais com o bebê prematuro?
Os cuidados necessários com os prematuros dependem da idade gestacional do bebê e a situação em que ele nasceu. Ainda pode existir uma imaturidade do intestino, rins, coração, pulmões, sistema imunológico e outros órgãos. O prematuro pode não conseguir, por exemplo, respirar sozinho ou mesmo sugar o leite da mãe. Quase tudo tem de ser feito com a ajuda de aparelhos, em UTIs neonatais, na maioria das vezes.
- Logo após o nascimento o bebê deve ser limpo e os médicos devem se certificar de que ele esteja respirando. Vários exames podem ser necessários para avaliar o seu estado da saúde.
- O bebê deverá ser colocado em uma incubadora, pois eles perdem calor rapidamente.
- Geralmente o bebê pode ir para casa quando atinge mais de 2 kg de peso corporal.
- Manter as vias aéreas desobstruídas e evitar aspiração do conteúdo gástrico.
- Monitorar a frequência cardíaca e respiratória.
- Fazer oxigenioterapia.
- Estar atento à alimentação porque o bebê prematuro pode não solicitá-la como o bebê a termo.
- Cuidar assiduamente das questões de higiene do bebê.
- As vacinas são importantes para fortalecer o sistema imunológico do bebê e devem ser dadas regularmente.
- É ainda mais importante que os bebês prematuros não tenham contato com fumaça de cigarro.
As consequências do parto prematuro para a mães são variáveis e dependem das causas que tenham dado origem ao parto prematuro.
Como evolui o bebê prematuro?
O bebê prematuro pode ter um pequeno atraso no seu desenvolvimento neurológico, mas o mesmo se compensa com o passar do tempo. Costuma até acontecer que tenham um desenvolvimento maior porque conviveram num “útero social”, rico em estímulos, em um período que outros bebês viveram em um “útero biológico”, inteiramente fechado.
Os bebês prematuros podem conservar algumas sequelas da doença que motivou a prematuridade ou que ocorreram logo após o nascimento.
Como prevenir o parto prematuro?
- Procure conversar com seu médico mesmo antes de engravidar para que ele possa ajudá-la a contornar possíveis causas de prematuridade.
- Inicie o pré-natal o quanto antes.
- Informe ao médico o seu histórico de saúde e o do pai do bebê.
- Mantenha-se atenta para sangramentos e quaisquer outros corrimentos vaginais.
- Certifique-se periodicamente de que sua pressão arterial esteja dentro do normal.
- Mantenha uma dieta equilibrada e uma faixa de peso adequada.
- Evite bebidas alcoólicas, mesmo em doses moderadas.
- Não fume.
- Não use medicamentos sem prescrição médica.
- Exercite-se sempre, de preferência com acompanhamento profissional.
