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Osteólise – conceito, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e prevenção

quinta-feira, 25 de julho de 2019
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Osteólise – conceito, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e prevenção

O que é osteólise?

A osteólise é uma reabsorção ativa da matriz óssea, com consequente redução da massa óssea, e pode ser interpretada como o inverso do processo de ossificação (osteogênese). Enquanto a osteogênese refere-se à formação natural de ossos saudáveis, o termo "osteólise" refere-se mais especificamente a um processo patológico de reabsorção óssea.

Quais são as causas da osteólise?

A osteólise pode ser interpretada como uma maior reabsorção dos ossos ao redor das próteses (principalmente de quadril ou joelho), após alguns anos de uso, mas também pode ser causada por patologias como tumores ósseos, doença de Paget, cistos periósteos ou uma inflamação crônica, como osteoartrite, por exemplo.

Saiba mais sobre "Tumores ósseos", "Doença de Paget", "Osteoartrite" e "Osteopenia".

Qual é o mecanismo fisiológico da osteólise?

Os osteoblastos promovem o crescimento ósseo e os osteoclastos fazem a remoção do tecido ósseo maduro, promovendo a renovação constante do tecido dos ossos. Os osteoblastos são células responsáveis pela síntese dos componentes orgânicos da matriz óssea. Os osteoclastos são células envolvidas na reabsorção e remodelagem do tecido ósseo. O equilíbrio do sistema ósseo depende da dinâmica balanceada entre a atividade dos osteoblastos e a dos osteoclastos.

Até a terceira década da vida ocorre um aumento de massa óssea, porque a produção de osso novo supera a perda óssea. A partir desta idade, a taxa de renovação vai sendo modificada e a formação de osso novo vai sendo suplantada pelas perdas, especialmente no sexo feminino. Isso ocorre porque a produção do estrogênio, que estimula a osteogênese, decresce a partir dessa idade, levando a uma perda de massa óssea de 1% ao ano e gerando a osteoporose.

Quais são as principais características clínicas da osteólise?

A osteólise é assintomática, apenas deixando os ossos mais vulneráveis a fraturas. A dor acontece quando a osteólise começa a afetar o tecido ao redor dos ossos ou os ossos sofrem fraturas.

Como o médico diagnostica a osteólise?

Para diagnosticar a osteólise, o médico pode precisar de exames de sangue e um ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Uma radiografia, que mostrará ossos finos e rarefeitos e quaisquer eventuais fraturas, se houver. Mais de uma radiografia deve ser feita ao longo do tempo para acompanhar a evolução do problema.
  • Uma tomografia computadorizada dos ossos também mostrará ossos finos e se o paciente tem ou não um tumor.
  • Uma ressonância magnética mostrará melhor os ossos, ligamentos e tendões.
  • O exame PET de escaneamento pode mostrar qualquer quebra de osso ou se, eventualmente, um câncer já tenha se espalhado para os ossos.
  • Por fim, uma biópsia óssea mostrará se a osteólise é causada por células cancerígenas ou não.
Leia sobre "Osteoporose", "Fraturas ósseas", "Fratura espontânea" e "Prevenção da Osteoporose".

Como o médico trata a osteólise?

O tratamento da osteólise depende do fator causador. Se a osteólise é causada por uma infecção, então os medicamentos podem ser prescritos para tratar a infecção. Os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides também podem ser prescritos para reduzir a dor e a inflamação.

Nos casos de fratura ou alterações degenerativas, se os medicamentos não proporcionarem nenhum alívio para o paciente e o desconforto aumentar, a cirurgia poderá ser necessária para corrigir a fratura.

Nos casos em que a artroplastia tenha sido realizada, pode ser feita uma cirurgia repetida para substituir o implante parcial ou totalmente. Não fazer isso pode levar ao afrouxamento da prótese e fratura periprotética, o que exigirá uma cirurgia de revisão mais complexa.

Como prevenir a osteólise?

Se o paciente tiver feito uma cirurgia para substituir uma articulação danificada, o médico poderá fazer radiografias e outros estudos de imagem para analisar a condição do implante e a estrutura óssea ao redor para verificar se há osteólise. O acompanhamento radiográfico será útil para saber se a osteólise está piorando ou não. O paciente pode tomar regularmente os medicamentos indicados pelo médico.

Exercícios aquáticos, sobretudo a natação e a hidroterapia, demonstraram reduzir significativamente a dor e o uso de analgésicos em pacientes com lesões degenerativas e após cirurgia de substituição total do quadril.

Exercícios em terra, como caminhadas, exercícios de alongamento e posturas de yoga, feitos sob supervisão, são úteis na prevenção da osteólise. Exercícios de alto impacto ou esportes de contato devem ser evitados, pois aumentam o risco de fraturas ósseas.

Veja também sobre "Artroplastia do quadril", "Fratura do colo do fêmur", "Artrite", "Caminhadas" e "Benefícios do alongamento".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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