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Doenças dos ossos

segunda-feira, 9 de outubro de 2023
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Doenças dos ossos

O que são doenças dos ossos?

As doenças dos ossos são condições médicas que comprometem o sistema esquelético do corpo humano. Essas doenças podem afetar os ossos de várias maneiras, incluindo sua estrutura, densidade, resistência e função.

Existem muitos tipos diferentes de doenças dos ossos e elas podem ser causadas por uma variedade de fatores, como genética, envelhecimento, deficiências nutricionais e traumatismos, ou serem ocasionadas por condições médicas subjacentes.

Quais são as principais doenças dos ossos?

Osteoporose

osteoporose é uma condição em que os ossos se tornam frágeis e porosos, em virtude da perda de massa óssea, aumentando o risco de fraturas. Os ossos mais frequentemente fraturados são os da coluna vertebral, do quadril e dos punhos. A perda de massa óssea, na maioria das vezes, é silenciosa e progressiva, não levando a sintomas facilmente identificáveis.

Segundo a International Osteoporosis Foundation, a condição pode se instalar em qualquer idade, mas uma em cada duas mulheres e um em cada três homens, acima de 60 anos, sofrerá uma fratura decorrente da osteoporose. Na maioria das vezes, o primeiro sinal de osteoporose é uma fratura. Em alguns casos mais raros, pode-se encontrar uma diminuição da estatura como o único sinal visível de que uma pessoa tem osteoporose e já apresentou fraturas na coluna vertebral.

Artrite

Artrite é um termo geral que se refere à inflamação das articulações, mas algumas formas de artrite, como a artrite reumatoide, podem afetar os ossos circundantes. Existem muitos tipos diferentes de artrite, mas os dois mais comuns são: (1) a osteoartrite e (2) a artrite reumatoide.

A osteoartrite é a forma mais comum de artrite; geralmente está associada ao envelhecimento e ao desgaste das articulações ao longo do tempo. Nesta condição, a cartilagem que reveste as articulações começa a se deteriorar, levando a sintomas como dor, rigidez, inchaço e diminuição da amplitude de movimento nas articulações afetadas. A osteoartrite pode afetar qualquer articulação do corpo, mas é mais comum nas articulações que suportam peso, como os joelhos, quadris e coluna vertebral.

A artrite reumatoide é uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca erroneamente as articulações, causando inflamação crônica. Esta forma de artrite afeta várias articulações ao mesmo tempo e pode ser progressiva se não for tratada adequadamente.

Existem muitos outros tipos de artrite, incluindo artrite psoriática, artrite séptica (causada por uma infecção), artrite idiopática juvenil e ainda outros.

Fraturas ósseas

Uma fratura óssea é a perda da continuidade (quebra) de um osso, que o divide em dois ou mais fragmentos. Embora haja várias causas de fraturas devidas a acidentes, cerca de 40% delas acontecem no ambiente doméstico. Algumas fraturas são tão simples que nem chegam a ser percebidas ou resolvem-se espontaneamente, mas outras podem ser tão graves que acarretam risco de morte.

As fraturas podem ocorrer arbitrariamente a qualquer pessoa, mas são mais frequentes em mulheres após a menopausa, devido à osteoporose, e em idosos, devido ao maior número de quedas e à fragilidade óssea e muscular. As principais causas de fraturas são traumatismos que incidem sobre os ossos, forçando-os além das suas capacidades de deformação. Eles acontecem, sobretudo, em quedas, pancadas e acidentes, mas há também fraturas patológicas que ocorrem devido a impactos mínimos ou até espontaneamente, em decorrência de osteoporose ou de tumores ósseos.

Usa-se chamar de politraumatizado ao paciente que tenha sofrido ao mesmo tempo várias fraturas num mesmo ou em diversos ossos. Por outro lado, fraturas cominutivas são aquelas em que o osso se parte em vários pequenos fragmentos.

Doenças metabólicas dos ossos

Essas doenças incluem várias condições diferentes:

  • A osteoporose é uma delas e geralmente ocorre em mulheres na pós-menopausa, devido à baixa hormonal, mas também pode afetar homens idosos e mesmo pessoas mais jovens com fatores de risco.
  • A osteogênese imperfeita (osteogênese = formação dos ossos) é uma doença genética em que os ossos tendem a fraturar facilmente.
  • A doença de Paget é uma doença metabólica dos ossos que leva a uma remodelação anormal dos ossos.
  • O hiperparatireoidismo ocorre devido à remoção excessiva de cálcio dos ossos, levando à fragilidade óssea.
  • O raquitismo afeta principalmente crianças em crescimento e é causado por deficiência de vitamina D, cálcio e/ou fósforo, resultando em ossos fracos e deformados.
  • A hipofosfatasia é uma doença rara e hereditária causada por deficiência da enzima fosfatase alcalina, levando a ossos fracos, deformações ósseas e problemas dentários.
  • A acromegalia resulta da produção excessiva de hormônio do crescimento após a maturidade dos ossos. Isso pode levar ao aumento do tamanho dos ossos e a várias complicações metabólicas.
  • A hipercalcemia familiar benigna é uma condição genética rara que causa níveis anormalmente altos de cálcio no sangue, o que pode levar à formação de cálculos renais e problemas ósseos.
  • A doença de Gaucher é uma doença hereditária que pode levar ao acúmulo de lipídios nos ossos, resultando em fragilidade e dor óssea.
  • A fibrodisplasia ossificante progressiva é uma doença rara e grave na qual os tecidos conjuntivo e muscular se transformam em ossos, causando rigidez e limitação de movimento.

Doenças inflamatórias dos ossos

Existem várias doenças inflamatórias dos ossos, algumas das quais incluem:

  • Artrite reumatoide, doença autoimune que afeta as articulações.
  • Espondilite anquilosante, uma forma de artrite que afeta principalmente a coluna vertebral, podendo levar à fusão das vértebras.
  • Artrite psoriática, que pode afetar as articulações, causando inflamação e danos ósseos.
  • Osteomielite, que é uma infecção óssea geralmente causada por bactérias.
  • A condromalácia patelar, uma condição em que a cartilagem sob a patela fica inflamada e danificada.
  • Algumas doenças autoimunes sistêmicas, como o lúpus, que podem causar inflamação nos ossos.
  • Osteocondrite dissecante, que pode resultar em inflamação e eventualmente em pedaços soltos de cartilagem.
  • Doença de Behçet, uma doença inflamatória rara que pode afetar as articulações, causando inflamação e dor articular.

Doenças tumorais ósseas

São tumorações benignas e malignas que se originam nos ossos, como o osteossarcoma, o condrossarcoma, o mieloma múltiplo, o tumor de células gigantes, o encondroma e outros.

Há, ainda, a ocorrência de tumores metastáticos, que embora não sendo um tumor ósseo primário, danifica os ossos. Os tumores que mais frequentemente metastatizam para os ossos incluem câncer de mama, próstata, pulmão e rim. Os tumores primários ou metastáticos fragilizam os ossos e facilitam as fraturas.

Doenças genéticas dos ossos

São condições hereditárias que afetam o desenvolvimento e a saúde dos ossos, como:

  • a osteogênese imperfeita;
  • a acondroplasia (um tipo de nanismo);
  • a displasia fibrosa;
  • a distrofia muscular de Duchenne, que pode afetar os ossos, causando fraqueza muscular progressiva e deformidades ósseas;
  • a hemofilia, que pode desenvolver sangramento nas articulações, o que pode levar a danos nos ossos e articulações;
  • a osteopetrose, que pode resultar em uma maior susceptibilidade a fraturas;
  • e outras.

Doenças nutricionais dos ossos

Deficiências de cálcio, vitamina D e outros nutrientes podem levar a problemas ósseos, como raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos.

Doenças autoimunes dos ossos

Alguns distúrbios autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico, podem afetar os ossos e as articulações.

Leia sobre "Nanismo", "Acondroplasia", "Hormônio do crescimento" e "Crescimento infantil".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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