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Proctocolectomia - como é o procedimento?

sexta-feira, 8 de outubro de 2021
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Proctocolectomia - como é o procedimento?

O que é a proctocolectomia?

A proctocolectomia é a remoção cirúrgica conjunta do cólon e do reto, as partes terminais do intestino grosso. Ela deve ser diferenciada da colostomia, que é a remoção cirúrgica apenas do cólon. Há duas modalidades possíveis de proctocolectomia, indicadas conforme o caso:

(1) Retirada do cólon e do reto e fechamento do ânus, com a produção de um pequeno furo no abdômen ao qual o íleo é anastomosado e pelo qual as fezes passam a ser eliminadas.

(2) Retirada do cólon e do reto, com construção a partir do íleo de uma bolsa que tenta substituir o cólon e anastomose do íleo ao ânus, por onde as fezes continuam a ser evacuadas.

Por que fazer uma proctocolectomia?

A proctocolectomia é um último recurso para pessoas com doença inflamatória intestinal que não tenham respondido aos tratamentos clínicos. Mesmo assim, os cirurgiões tentam abordagens que salvem o reto e o ânus antes de recorrer a uma proctocolectomia total.

Este procedimento também pode ser necessário para tratar certos defeitos de nascença do trato digestivo ou para eliminar certos tipos de câncer do reto ou do cólon, e para tratar a polipose adenomatosa familiar. Os médicos também podem realizar esta cirurgia em caráter de emergência se o cólon ou reto estiver ferido de modo irreparável.

A proctocolectomia cura a colite ulcerativa, pois a doença ataca apenas o intestino grosso e o reto. Assim, a doença não pode reaparecer, embora os sintomas extra-intestinais possam permanecer. A proctocolectomia também pode ser feita para tratar a doença de Crohn que tenha danificado o intestino grosso e causado complicações, mas não cura nem elimina a doença.

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Como é o procedimento da proctocolectomia?

Como preparação para a cirurgia, a condição clínica do paciente deve ser otimizada antes do procedimento, corrigindo eventuais desvios da anemia, coagulopatia, hipovolemia, desequilíbrios eletrolíticos ou ácido-básicos e quaisquer deficiências nutricionais.

Os corticoides devem ser suspensos, se possível. Se não for possível suspendê-los, a construção da bolsa deve ser adiada para um segundo estágio. A tolerância do paciente à anestesia geral prolongada deve ser avaliada antes da cirurgia. Os pacientes devem receber preparo intestinal oral e serem tratados com uma única dose de antibióticos intravenosos de amplo espectro no pré-operatório.

Quanto à cirurgia propriamente dita, existem diferentes procedimentos possíveis. Pacientes com doença de Crohn são geralmente recomendados para uma proctocolectomia com ileostomia terminal, na qual a extremidade do intestino delgado é conectada a um pequeno orifício feito na parede abdominal, chamado estoma, para descarregar os resíduos intestinais em uma bolsa externa de ostomia. O local típico para localizar essa abertura é na parte inferior do abdômen, à direita do umbigo.

Pacientes com colite ulcerativa podem ter a opção de se submeter a uma proctocolectomia com a criação de uma bolsa interna em J e anastomose íleo-anal, o que elimina a necessidade de usar permanentemente uma bolsa de ostomia.

Se a cirurgia estiver sendo feita para remover o câncer, o cirurgião também pode examinar os gânglios linfáticos regionais e remover alguns deles. Trata-se de uma cirurgia de longa duração, cerca de 6 a 8 horas.

E depois da proctocolectomia?

As pessoas podem viver sem cólon, mas precisarão usar uma bolsa externa ao corpo para coletar as fezes. No entanto, há também um procedimento cirúrgico que pode criar uma bolsa interna no intestino delgado que ocupa o lugar do cólon e, neste caso, não é necessária a bolsa externa e a evacuação continua sendo feita pelo ânus.

O paciente pode viver uma vida longa, ativa e produtiva com uma ileostomia. Em muitos casos, os pacientes com ileostomia podem participar das mesmas atividades que faziam antes da cirurgia, incluindo esportes, atividades ao ar livre, natação e outros esportes aquáticos, viagens e trabalho.

Alguns pacientes ainda podem sentir desejo de evacuar, mesmo após a cirurgia, o que é chamado de “reto fantasma”, equivalente ao “membro fantasma”, em que as pessoas que perderam um membro às vezes ainda sentem como se o membro amputado estivesse lá. Isto é completamente normal e não requer nenhum tratamento. Geralmente diminui e cessa com o passar do tempo.

A bolsa precisará ser esvaziada várias vezes ao dia. O paciente não terá nenhuma restrição alimentar específica com uma ileostomia, mas é importante que beba muito líquido para evitar a desidratação e a perda de eletrólitos. Deve comer alimentos ricos em pectina, como compota de maçã, banana e manteiga de amendoim, que ajudarão a aumentar a quantidade de fezes e a controlar a diarreia.

Uma dieta de líquidos claros deve ser iniciada quando a função intestinal é retomada. O tubo de drenagem é removido quando os ruídos intestinais voltam a estar presentes, geralmente no 4º ou 5º dia do pós-operatório. O paciente recebe alta hospitalar assim que se movimentar e que a ileostomia estiver funcionando bem.

Os pontos das suturas são removidos no sétimo dia pós-operatório se nenhuma infecção da ferida estiver presente. Os pacientes com problemas cutâneos na periferia do estoma devem ser acompanhados por uma enfermeira especialista no problema.

A reversão da ileostomia, quando for o caso, deve ser realizada após aproximadamente 12 semanas, depois da confirmação da integridade da bolsa.

Leia também sobre "Como evitar os vermes", "Microbioma intestinal humano", "Diarreia por vírus" e "Enterostomia".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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