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Enterostomia - como é o procedimento? Quando deve ser feito? Como é a evolução?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
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Enterostomia - como é o procedimento? Quando deve ser feito? Como é a evolução?

O que é enterostomia?

Uma enterostomia é uma cirurgia na qual o cirurgião abre, na parede abdominal do paciente, uma passagem temporária ou permanente para seu intestino delgado, para permitir a drenagem das fezes ou inserir um tubo (uma sonda) para alimentação. A abertura é chamada de estoma, da palavra grega para boca.

As enterostomias são classificadas de acordo com a parte do intestino que é usada para criar o estoma: ileostomia, jejunostomia, colostomia. Frequentemente as pessoas usam a palavra ostomia como uma palavra que cobre todos esses tipos.

Saiba mais sobre "Ileostomia" e "Colostomia".

Por que fazer enterostomia?

As enterostomias visam criar uma nova abertura para a passagem de matéria fecal quando o funcionamento intestinal normal é interrompido ou quando doenças do intestino não podem ser tratadas com medicamentos ou cirurgias menos radicais. Algumas situações que podem exigir enterostomias incluem:

  1. Cura de segmentos intestinais inflamados (enterostomias temporárias).
  2. Tratamento de emergência de tiro ou de outras feridas penetrantes do abdômen que tenham perfurado os intestinos (caso Bolsonaro). Uma enterostomia é necessária para evitar que o conteúdo do intestino se espalhe pelo abdômen e cause uma peritonite (inflamação séria no interior da cavidade abdominal que pode levar à morte). Essas enterostomias são em geral temporárias.
  3. Colocação de um tubo para, através dele, administrar soluções nutricionais diretamente para o estômago ou no jejuno quando, por alguma razão, o alimento não pode ser ingerido pela boca.
  4. Remoção de seções doentes dos intestinos.
  5. Tratamento de câncer avançado ou outras causas de obstrução intestinal.

Uma série de outras condições também pode tornar uma pessoa incapaz de nutrir-se através das vias normais, como condições neurológicas, lesões na boca ou garganta, obstruções do estômago, câncer do esôfago ou estômago ou condições ulcerativas do trato gastrointestinal, sendo então indicada a alimentação por uma sonda introduzida por meio de enterostomia, se a parte terminal do trato gastrointestinal está livre. Este procedimento que utiliza o trato gastrointestinal é preferido à nutrição parenteral intravenosa, pois mantêm a função do intestino, fornece melhor imunidade e evita as complicações relacionadas à alimentação intravenosa.

Há uma variedade de produtos nutricionais entéricos, alimentação líquida com a qualidade nutricional dos alimentos sólidos. Pacientes com função gastrointestinal normal podem se beneficiar desses produtos. Outros pacientes devem ter aconselhamento nutricional, monitoramento e dietas nutricionais precisas desenvolvidas por um profissional de saúde.

Leia sobre "Perfuração intestinal", "Obstrução intestinal", "Nutrição enteral", "Nutrição parenteral" e "Íleo paralítico".

Quais são os principais tipos de enterostomia?

As enterostomias são realizadas como tratamentos de emergência para lesões traumáticas no abdômen ou como medidas finais para distúrbios graves do intestino. A maioria dos pacientes não se recusa a realizar a operação quando lhes é explicada a necessidade. Uma pequena minoria, no entanto, recusa as enterostomias por causa de fortes reações psicológicas à desfiguração pessoal e à necessidade de reaprender os hábitos intestinais. Os tipos principais de enterostomia são:

  • As ileostomias representam cerca de 25% das enterostomias. O cirurgião faz um estoma na parte inferior direita do abdômen e posiciona um aparelho para coletar o material fecal. O paciente é instruído a drenar a bolsa de vez em quando durante o dia. As ileostomias precisam ser esvaziadas frequentemente porque o alimento digerido contém grandes quantidades de água.
  • A jejunostomia é semelhante a uma ileostomia, exceto que o estoma é colocado na segunda seção do intestino delgado (jejuno) e não na primeira (íleo). As jejunostomias são realizadas com menos frequência que as ileostomias e são quase sempre procedimentos temporários.
  • A colostomia é uma abertura do intestino grosso na parede abdominal anterior. Esta abertura, muitas vezes em conjunto com um aparelho de estoma anexado (uma bolsa), fornece um canal alternativo para as fezes saírem do corpo, se o ânus natural não está disponível para esse trabalho (por exemplo, nos casos em que foi removido na luta contra o câncer colorretal ou colite ulcerativa). Dependendo das circunstâncias, uma colostomia pode ser reversível ou irreversível.
Veja mais sobre "Câncer colorretal", "Colite ulcerativa"  e "Aderências cirúrgicas".

Como evoluem as enterostomias?

Os resultados incluem a recuperação da cirurgia com poucas ou nenhuma complicação. Cerca de 95% das pessoas com enterostomias recuperam-se completamente e podem voltar às suas atividades normais, considerando-se saudáveis. Alguns pacientes, no entanto, precisam ser encaminhados a psicoterapeutas para lidar com a depressão ou outros problemas emocionais após a operação.

Quais são as complicações possíveis da enterostomia?

As enterostomias não são consideradas por si mesmas operações de alto risco. Numa jejunostomia, por exemplo, as possíveis complicações incluem irritação da pele causada pelo vazamento de fluidos digestivos sobre a pele ao redor do estoma, diarreia, desenvolvimento de abscessos, cálculos biliares ou no trato urinário, inflamação, odores desagradáveis que podem ser evitados por uma mudança na dieta, obstrução intestinal e prolapso intestinal (uma seção do intestino empurrado para fora do corpo).

Leia também sobre "Cálculos biliares" e "Cálculo renal".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da Cleveland Clinic, da Mayo Clinic, da United Ostomy Associations of America e do Johns Hopkins Medicine.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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