AbcMed

Aromaterapia: entenda o que é a terapia com óleos essenciais

terça-feira, 12 de março de 2024
Avalie este artigo
Aromaterapia: entenda o que é a terapia com óleos essenciais

O que é aromaterapia?

Segundo a International Federation of Aromatherapists, a aromaterapia, também chamada de terapia com óleos essenciais, é “uma antiga arte e ciência de misturar óleos essenciais extraídos de plantas e outros compostos vegetais para equilibrar, harmonizar e promover a saúde do corpo e da mente”. Ela é, pois, uma prática terapêutica que utiliza os aromas de óleos essenciais extraídos de plantas para promover o bem-estar físico, mental e emocional.

Os óleos essenciais são compostos voláteis e altamente concentrados extraídos de diferentes partes de plantas, como flores, folhas, cascas, raízes e sementes. Cada óleo essencial possui propriedades específicas e acredita-se que eles possam ter efeitos terapêuticos quando inalados, aplicados na pele ou até mesmo ingeridos, em alguns casos específicos.

Tem-se registros dessa prática feitos há mais de 2.000 anos a.C. Contudo, o termo “aromaterapia” foi publicado pela primeira vez por Maurice René de Gattefossé, químico francês, em 1920.

Por que utilizar a aromaterapia?

Todos sabem que os cheiros têm uma grande influência sobre as pessoas, especialmente sobre sua parte emocional. A variedade de perfumes existentes comercialmente atestam esta realidade. Diferentes cheiros podem levar a diferentes comportamentos. Há cheiros aversivos, atrativos, estimulantes, relaxantes, calmantes, etc. E, além disso, é possível que alguns deles tenham ações fisiológicas.

A aromaterapia é considerada por alguns como uma forma de medicina alternativa, sendo frequentemente utilizada como uma forma complementar de cuidados de saúde para aliviar sintomas, como estresse, ansiedade, dores musculares, insônia e outros problemas relacionados ao bem-estar.

Seus entusiastas alegam que ela tem efeitos favoráveis para quem sofre náuseas, dores no corpo, ansiedade, fadiga, insônia, dores musculares, problemas menstruais e da menopausa, queda de cabelo e muitas outras condições médicas, mas esses e outros usos não são apoiados por evidências científicas sólidas.

A aromaterapia é reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma linha complementar de tratamentos de saúde. No Brasil, ela faz parte das “Práticas Integrativas e Complementares” utilizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Embora muitas pessoas relatem benefícios pessoais com a aromaterapia, ela não deve substituir os tratamentos médicos convencionais.

Veja sobre “Homeopatia”, “Acupuntura”, “Musicoterapia” e “Meditação”.

Como funciona a aromaterapia?

Cada óleo essencial tem propriedades específicas e a escolha do óleo depende do objetivo terapêutico. Por exemplo, a lavanda é conhecida por suas propriedades calmantes, enquanto o óleo essencial de eucalipto é associado à respiração mais fácil. Acredita-se ainda que, dependendo do óleo, o resultado pode ser relaxante ou estimulante, e que determinados óleos estimulariam o corpo a produzir substâncias que combatem a dor.

Quando aplicados na pele, os óleos essenciais são absorvidos e podem ter efeitos locais e sistêmicos. Alguns dos óleos essenciais têm propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e relaxantes, e ainda, segundo defensores da aromaterapia, os aromas podem afetar o humor, as emoções e até mesmo a memória, ativando o sistema límbico no cérebro.

Além disso, diz-se que a inalação desses óleos poderia afetar o sistema nervoso autônomo, influenciando a frequência cardíaca, a pressão arterial e a respiração.

Como usar a aromaterapia?

As essências aromáticas podem ser usadas de diversas maneiras.

  1. Difusores de óleo essencial: por meio de um difusor, o óleo essencial pode dispersar os aromas no ambiente. Algumas gotas de óleo essencial podem ser adicionadas à água para fazer com que o difusor propague a fragrância pelo ambiente.
  2. Inalação direta: a pessoa pode colocar algumas gotas de óleo essencial em um lenço ou almofada e inalar profundamente, ou adicionar algumas gotas em suas mãos, esfregá-las e inalar.
  3. Banho aromático: usando óleos essenciais solúveis em água, a pessoa pode adicionar algumas gotas de óleo essencial à água do banho.
  4. Massagem: a pessoa pode misturar óleos essenciais com um óleo próprio de massagem e aplicar suavemente na pele para desfrutar também dos benefícios terapêuticos da aromaterapia.
  5. Sprays de ambiente: pode-se misturar água com algumas gotas de óleo essencial em um frasco de spray e borrifar o ambiente, para aromatizar o espaço ao redor.
  6. Compressas: algumas gotas de óleo essencial podem ser adicionadas à água quente que aquecerá uma compressa e a mesma pode ser aplicada sobre a testa, pescoço ou qualquer outra área desejada.
  7. Incorporação em produtos de cuidados pessoais: algumas gotas de óleo essencial podem ser adicionadas aos produtos de cuidados pessoais, como xampus, condicionadores, loções, etc.
  8. Aromaterapia de almofadas ou travesseiros: algumas gotas de óleo essencial podem ser colocadas em uma almofada ou travesseiro antes de dormir.
  9. Aromaterapia para meditação: a utilização de óleos essenciais calmantes pode ajudar a criar um ambiente mais propício à prática da meditação.

Os óleos essenciais são altamente concentrados e algumas pessoas podem ser sensíveis a certos óleos. É, pois, recomendável fazer um teste de contato antes de aplicá-los diretamente na pele.

Leia sobre “Medicina preventiva”, “Método de Busquet”, “Alimentação saudável” e “Atividade física”.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic, da Cleveland Clinic e do WebMD.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários