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A importância das gorduras para o organismo humano

Monday, September 28, 2020
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A importância das gorduras para o organismo humano

O que são gorduras?

As gorduras fazem parte dos lipídios, que são um dos três macronutrientes essenciais para o ser humano (os outros dois são as proteínas e os carboidratos).

O termo geralmente se refere especificamente aos triglicerídeos, que são os principais componentes dos óleos vegetais e da carne dos animais e humanos. O termo “gorduras” também costuma ser usado de forma mais ampla para se referir aos lipídios.

As gorduras são insolúveis em água, mas solúveis em vários outros solventes, como álcool, formol, etc. As gorduras são uma fonte secundária de energia (a fonte primária é a glicose) e estão presentes em pequenas quantidades na dieta humana normal, através do leite, manteiga, sebo, banha, bacon e óleos de cozinha, além de carnes. O corpo humano pode produzir a gordura de que necessita a partir de outros ingredientes alimentares, exceto alguns ácidos graxos essenciais, que precisam vir de fora e serem incluídos na alimentação.

Leia sobre "Carboidratos", "Papel dos alimentos ricos em proteínas", "Colesterol no organismo" e "Whey Protein (Proteína do Soro)".

Quais são os tipos de gorduras?

Existem três tipos de gorduras nos alimentos: (1) saturadas, (2) monoinsaturadas e (3) poli-insaturadas. Elas são assim classificadas graças a algumas diferenças químicas, as quais repercutem nas suas ações clínicas. Há ainda a gordura trans, que é a transformação do óleo vegetal em gordura sólida. É encontrada principalmente em alimentos industrializados, pois serve para dar consistência e crocância aos alimentos.

Quais são as funções da gordura no organismo?

A gordura é tão essencial para o organismo quanto as proteínas e os carboidratos. Os alimentos que contêm gorduras são uma fonte importante de energia e desempenham funções estruturais e metabólicas fundamentais, incluindo armazenamento de energia e impermeabilização e isolamento térmico do corpo, por exemplo. Algumas vitaminas, também essenciais, requerem gordura para se dissolverem na corrente sanguínea e executar suas funções.

Quando se trata de alimentação, as gorduras costumam ter uma má reputação, porque elas desempenham um papel favorecedor nas doenças cardiovasculares, no diabetes, no câncer e na obesidade. No entanto, nem todas as gorduras realizam o mesmo papel. Algumas são melhores que outras e algumas, quando consumidas com moderação, podem até ajudar a promover uma boa saúde. Essa visão da gordura como “vilã da alimentação” vem sendo modificada; hoje já se apontam os carboidratos como grandes colaboradores para o crescimento da diabetes mellitus tipo 2, da obesidade e de alguns tipos de câncer no mundo. E a tendência é o encontro de um equilíbrio de ingestão entre os três principais macronutrientes do organismo.

Gorduras “más” e gorduras “boas”

As gorduras saturadas e a gordura trans são consideradas potencialmente prejudiciais à saúde. A maioria dos alimentos que contêm esses tipos de gorduras são sólidos à temperatura ambiente, como a manteiga, a margarina e a gordura de boi ou porco. A gordura trans deve ser de todo evitada, enquanto as gorduras saturadas devem ser consumidas com moderação.

A maioria das gorduras saturadas são gorduras de origem animal. As fontes de gordura saturada incluem cortes gordurosos de boi, porco e cordeiro, carne de frango escura e pele de frango, laticínios como leite integral, manteiga, queijo, creme de leite e sorvete e óleos tropicais e banha. Comer muita gordura saturada pode aumentar os níveis de colesterol no sangue e o risco de doenças cardíacas.

A gordura trans aparece em alimentos que contêm óleos vegetais parcialmente hidrogenados e são as piores gorduras para a saúde. Elas podem ser encontradas em alimentos fritos, margarina, gordura vegetal, produtos assados (biscoitos, bolos, doces) e salgadinhos processados.

As gorduras monoinsaturada e poli-insaturada são as gorduras mais “saudáveis” e são as melhores escolhas para a dieta de todo dia. Os alimentos que contêm principalmente essas gorduras tendem a ser líquidos quando estão em temperatura ambiente, como o óleo vegetal, por exemplo. Pesquisas têm mostrado consistentemente que comer alimentos que contêm gordura monoinsaturada pode melhorar o nível de colesterol no sangue e diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Esses alimentos incluem nozes, amêndoas, castanha de caju, amendoim, óleos vegetais, manteiga de amendoim ou de amêndoa e abacate.

As gorduras poli-insaturadas são conhecidas como “gorduras essenciais” porque o corpo não pode produzi-las e precisa obtê-las dos alimentos. Alimentos e óleos vegetais são a principal fonte dessa gordura. Ela também pode diminuir o risco de doenças cardíacas, reduzindo os níveis de colesterol no sangue.

Um certo tipo dessa gordura, o ácido graxo ômega-3, parece não apenas diminuir o risco de doença arterial coronariana, mas também ajudar a reduzir os níveis de pressão arterial. O ácido graxo ômega-3 pode ser encontrado no salmão, no arenque, em sardinhas e trutas, em nozes, sementes de chia e óleo de canola. Outras formas de gordura poli-insaturada podem ser encontradas no tofu, na soja torrada, na manteiga de noz de soja, nas nozes e nas sementes (sementes de girassol, sementes de abóbora e margarina soft).

Veja também os artigos:
» O que é uma alimentação saudável?
» Indústria do açúcar pode ter manipulado resultado de pesquisa sobre doenças coronarianas e o consumo de açúcar, colocando a culpa nas gorduras saturadas
» Crianças devem consumir no máximo 25 gramas de açúcar adicionado por dia, segundo nova recomendação da American Heart Association.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site do NHS – National Health Service.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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