AbcMed  -  Sinais, Sintomas e Doenças
A gastrite1 atrófica2 autoimune3 é uma rara afecção4 hereditária, autossômica5 dominante, em que ocorre um adelgaçamento da parede gástrica, especialmente da mucosa6, que cursa com redução da secreção ácida e da produção do fator intrínseco7 (uma glicoproteína produzida pelas células8 parietais do estômago9, necessária para a absorção de Vitamina10 B12).
1 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
2 Atrófica: Relativa à atrofia, atrofiada. Que atrofia; que mingua, atrofiador, atrofiante. Que se torna mais debilitada e menos intensa.
3 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
4 Afecção: Qualquer alteração patológica do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
5 Autossômica: 1. Referente a autossomo, ou seja, ao cromossomo que não participa da determinação do sexo; eucromossomo. 2. Cujo gene está localizado em um dos autossomos (diz-se da herança de características). As doenças gênicas podem ser classificadas segundo o seu padrão de herança genética em: autossômica dominante (só basta um alelo afetado para que se manifeste a afecção), autossômica recessiva (são necessários dois alelos com mutação para que se manifeste a afecção), ligada ao cromossomo sexual X e as de herança mitocondrial (necessariamente herdadas da mãe).
6 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
7 Fator intrínseco: Glicoproteína produzida pelas células parietais do estômago, ele é necessário para a absorção de Vitamina B12 no íleo terminal.
8 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
9 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
10 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
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Forame1 oval é um orifício no septo entre os dois átrios cardíacos2, direito e esquerdo. Ele está presente apenas na vida fetal. Após o nascimento, essa comunicação entre o átrio direito3 e o esquerdo se fecha espontaneamente em algumas horas, na maioria das vezes. Porém, em cerca de 1/3 das pessoas ela pode permanecer parcialmente aberta na vida adulta, permitindo a passagem de sangue4 do lado direito para o lado esquerdo do coração5. Essa alteração recebe o nome de forame1 oval patente.
1 Forame: Mesmo que forâmen. Abertura, buraco, furo, cova. Na anatomia geral, é um orifício, abertura ou perfuração através de um osso ou estrutura membranosa.
2 Átrios Cardíacos: Câmaras do coração às quais o SANGUE circulante retorna.
3 Átrio Direito: Câmaras do coração às quais o SANGUE circulante retorna.
4 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
5 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
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A esteatose1 alcoólica é uma condição que pode ocorrer mesmo em indivíduos que não são alcoólatras e apenas bebem moderadamente. Essas pessoas têm potencial evolutivo de chegar à cirrose2 hepática3, passando por uma hepatite4 alcoólica, se continuarem consumindo álcool após o diagnóstico5 de esteatose1 alcoólica.
1 Esteatose: Degenerescência gordurosa de um tecido.
2 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
3 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
4 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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As doenças dos pés são afecções1 que acometem qualquer osso, articulação2, músculo, tendão3 ou ligamento4 do pé. Geralmente, os problemas nos pés começam neles mesmos, mas podem também ser reflexo de doenças sistêmicas como diabetes5, hanseníase, gota6, artrites, etc.
1 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
2 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
3 Tendão: Tecido fibroso pelo qual um músculo se prende a um osso.
4 Ligamento: 1. Ato ou efeito de ligar(-se). Tudo o que serve para ligar ou unir. 2. Junção ou relação entre coisas ou pessoas; ligação, conexão, união, vínculo. 3. Na anatomia geral, é um feixe fibroso que liga entre si os ossos articulados ou mantém os órgãos nas respectivas posições. É uma expansão fibrosa ou aponeurótica de aparência ligamentosa. Ou também uma prega de peritônio que serve de apoio a qualquer das vísceras abdominais. 4. Vestígio de artéria fetal ou outra estrutura que perdeu sua luz original.
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
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A esteatose1, também chamada “doença hepática2 gordurosa”, é a acumulação de gordura3 no fígado4. Existem dois tipos de esteatose1, de acordo com as causas: (1) a esteatose1 alcoólica, que ocorre em indivíduos que bebem álcool sem moderação e (2) a esteatose1 metabólica, também chamada doença hepática2 gordurosa não alcoólica (DHGNA). Essa última condição pode ocorrer mesmo em indivíduos que não fazem uso de bebidas alcoólicas.
1 Esteatose: Degenerescência gordurosa de um tecido.
2 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
3 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
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A doença de Cushing é diferente da síndrome de Cushing1, não tanto quanto aos sintomas2, mas quanto à causa e, consequentemente, ao tratamento. A doença de Cushing é a estimulação excessiva das glândulas3 suprarrenais, que passam a produzir cortisol e corticosteroides em mais altas doses que o normal. A síndrome de Cushing1 é um conjunto de sinais4 e sintomas2 semelhante aos da doença de Cushing, mas causada por algum outro motivo, dentre vários possíveis, que não um tumor5 da hipófise6.
1 Síndrome de Cushing: A síndrome de Cushing, hipercortisolismo ou hiperadrenocortisolismo, é um conjunto de sinais e sintomas que indicam excesso de cortisona (hormônio) no sangue. Esse hormônio é liberado pela glândula adrenal (também conhecida como suprarrenal) em resposta à liberação de ACTH pela hipófise no cérebro. Níveis elevados de cortisol (ou cortisona) também podem ocorrer devido à administração de certos medicamentos, como hormônios glicocorticoides. A síndrome de Cushing e a doença de Cushing são muito parecidas, já que o que a causa de ambas é o elevado nível de cortisol no sangue. O que difere é a origem dessa elevação. A doença de Cushing diz respeito, exclusivamente, a um tumor na hipófise que passa a secretar grande quantidade de ACTH e, consequentemente, há um aumento na liberação de cortisol pelas adrenais. Já a síndrome de Cushing pode ocorrer, por exemplo, devido a um tumor presente nas glândulas suprarrenais ou pela administração excessiva de corticoides.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
4 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
5 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
6 Hipófise:
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A dor é uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável, geralmente angustiante, que ocorre em diferentes graus de intensidade, do desconforto leve à agonia intensa. É difícil conceituá-la mais especificamente, embora todo mundo saiba o que seja, por experiência própria.   [Mais...]
Derrame1 pericárdico (ou derrame1 cardíaco) é o acúmulo anormal de fluido entre as membranas que envolvem o coração2. Devido ao pouco espaço existente entre elas, o acúmulo excessivo de fluido comprime o coração2 e causa aumento da pressão sobre o coração2, podendo afetar negativamente suas funções.
1 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
2 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
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O micetoma é uma infecção1 granulomatosa progressiva crônica da pele2 e do tecido subcutâneo3, lentamente destrutiva, ocorrendo quase sempre nas extremidades inferiores, em geral envolvendo unilateralmente um dos pés.
1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
3 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
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As paratireoides são quatro pequenas glândulas endócrinas1, que medem cerca de 3 x 6 milímetros, com peso total de, aproximadamente, 0,4 gramas, localizadas atrás da tireoide2, bem juntas a ela. Elas fabricam e liberam o paratormônio (PTH), que é o principal responsável pelos níveis de cálcio e fósforo no sangue3, entre outras funções.
1 Glândulas endócrinas: Grupo de células especializadas em liberar hormônios na corrente sangüínea. Por exemplo, as células das ilhotas pancreáticas que secretam insulina são glândulas endócrinas.
2 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
3 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
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