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Tabagismo - como as pessoas se viciam e mantêm o vício no tabaco? O que elas podem fazer para se livrar desse mal?

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O que é o tabagismo?

O tabagismo é o ato de consumir cigarros (ou outros produtos que contenham tabaco), cuja droga ou princípio ativo é a nicotina. Em outras palavras, o tabagismo, na sua maior parte, é a prática de fumar tabaco e inalar fumaça de tabaco. Tem-se notícia dessa prática desde 5.000 a 3.000 a.C., mas ela se espalhou pela Eurásia no final do século 17, a partir de onde seguiu rotas comerciais comuns. Em alguns lugares, a prática chegou até à realeza e incorporou-se em várias camadas da sociedade, mas também sofreu críticas desde o início.

A nicotina, substância que causa inúmeros prejuízos ao organismo, gera uma dependência psicológica e física difícil de abolir. Por isso, o tabagismo pode ser considerado um vício.

Como as pessoas se viciam e mantêm o vício no tabaco?

A maioria dos fumantes começou a fumar na adolescência ou início da idade adulta. Durante os primeiros estágios do vício, uma combinação de prazer com a pressão social dos colegas atua como reforço positivo e pode compensar os sintomas1 desagradáveis do uso inicial, que incluem tipicamente náuseas2 e tosse. Outros fatores muito poderosos são a propaganda de cigarros e a imitação de pais, irmãos e amigos fumantes.

Depois que um indivíduo já fuma há alguns anos, evitar os sintomas1 de abstinência e o reforço negativo tornam-se as principais motivações para continuar. No Brasil, há poucos anos, a propaganda procurava associar o cigarro ao charme e a aventuras atraentes, o que significava um estímulo a mais para que o indivíduo fumasse. Mais recentemente, o cigarro passou a ser associado a doenças e incapacidades, o que levou a uma significativa redução no número de fumantes, que, contudo, ainda é muito alto.

Saiba mais sobre "Síndrome3 de abstinência".

Qual é o mecanismo de ação do tabaco?

Fumar é o meio mais comum de consumo de tabaco e o tabaco é a substância mais comumente fumada. O produto agrícola — as folhas do fumo — é frequentemente misturado com aditivos e depois queimado. A fumaça resultante é então inalada e as substâncias ativas são absorvidas pelos alvéolos pulmonares4 ou pela mucosa5 oral e caem na corrente sanguínea.

Muitas dessas substâncias desencadeiam reações químicas nas terminações nervosas, aumentando a frequência cardíaca, o estado de alerta e o tempo de reação, entre outras coisas. A dopamina6 e as endorfinas liberadas são frequentemente associadas ao prazer. A nicotina absorvida tem padrões de ativação neuronal semelhantes aos da cocaína, embora menos intensos que eles.

A estimulação de nicotina acetilcolina7 em si mesma não é viciante, no entanto, a dopamina6 liberada está associada ao comportamento de reforço do vício. Quando o tabaco é fumado, a maior parte da nicotina é queimada, mas uma dose suficiente para causar dependência somática e psicológica permanece.

Por que o tabagismo é prejudicial?

O tabaco pode ser usado de diversas maneiras de acordo com sua forma de apresentação: inalado (cigarro, charuto, cigarro de palha), aspirado (rapé) e mascado (fumo-de-rolo), porém sob todas as formas ele é maléfico à saúde8. A fumaça do cigarro é uma mistura de mais de 4.700 substâncias tóxicas que atuam desfavoravelmente sobre diversos sistemas e órgãos do corpo. Mais de 60 dessas substâncias são potencialmente cancerígenas.

O tabagismo participa em cerca de 50 doenças diferentes, tais como: câncer9 de pulmão10, boca11, laringe12, esôfago13, estômago14, pâncreas15, rim16 e bexiga17, hipertensão18, infarto19, angina20 e derrame21, entre outras. Além dessas, é responsável por muitas doenças respiratórias obstrutivas como a bronquite crônica e o enfisema22 pulmonar.

O tabaco diminui as defesas do organismo e com isso o fumante tende a aumentar a incidência23 de adquirir doenças como a gripe24, a tuberculose25 e outras doenças infecciosas. O tabaco também causa impotência26 sexual e é, de longe, a droga lícita que mais mata e mais prejuízos causa ao organismo.

Essas mesmas desvantagens são sofridas pelos chamados “fumantes passivos”, ou seja, por aquelas pessoas que convivem com fumantes, sobretudo em ambiente fechados, e aspiram a fumaça exalada por eles.

Leia sobre "Fumante passivo", "Câncer9 de pulmão10" e "Enfisema22 pulmonar".

Como parar de fumar?

Quem fuma sofre de uma dependência química, assim, quem tenta deixar de fumar se defronta com uma crise de abstinência que implica em grandes desconfortos e traz sofrimento. A pessoa determinada a parar deve ser capaz de enfrentar essa dificuldade que, no entanto, dura apenas alguns dias e cujos benefícios já começam a ser sentidos de imediato.

Se a pessoa não conseguir parar de fumar sozinha, deve procurar uma ajuda especializada, que tem por base o modelo cognitivo27 comportamental (terapia cognitivo27-comportamental). O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas1 da síndrome3 de abstinência à nicotina. Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente e sim em associação com outras providências. Os medicamentos disponíveis constam de adesivo transdérmico, goma de mascar e uso oral do Cloridrato de Bupropiona (que deve ser prescrito por um médico especializado no assunto). Independentemente de qualquer recurso auxiliar, a força de vontade e a determinação de enfrentar algum incômodo são fatores decisivos.

A nicotina, considerada uma droga bastante danosa, atua no sistema nervoso central28 como a cocaína, a heroína e o álcool, com uma diferença: é mais rápida em sua ação. Leva entre 7 a 19 segundos para chegar ao cérebro29. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis para o paciente.

Ao parar de fumar, ele pode apresentar alguns sintomas1 desagradáveis, tais como: dor de cabeça30, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono, dificuldade de concentração, tosse, indisposição gástrica e outros. Esses sintomas1 caracterizam a síndrome3 de abstinência da nicotina, mas não acontecem com todas as pessoas que param de fumar e, quando acontecem, tendem a desaparecer em uma a duas semanas.

O sintoma31 mais intenso e mais difícil é a chamada “fissura" por fumar (grande vontade em fumar). Porém, ela também diminui aos poucos, mas tende a ficar mais tempo que os outros sintomas1. A recaída se caracteriza pelo retorno ao consumo de cigarros após parar de fumar. Na condição de tabagista, o paciente vai ao longo de sua vida estabelecendo associações com seu cotidiano e o comportamento de fumar. Ao deixar de fumar e realizar determinadas ações que se tornaram condicionamentos, o desejo de fumar poderá surgir e a recaída ocorrer. Por isso, a determinação e a persistência são fundamentais para vencer o vício e não deixar que ele tome conta do indivíduo novamente.

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, pois a qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar. Quase todas as pessoas que abandonam o cigarro lamentam não ter feito isso antes. Os efeitos benéficos do parar de fumar acontecem tanto a curtíssimo como a longo prazo: após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal; após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue32; após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue32 se normaliza; após 12 a 24 horas, os pulmões33 já funcionam melhor; após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar34 já degusta melhor a comida e com mais prazer; após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação35 melhora; após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio36 é reduzido à metade e após 10 anos, o risco de sofrer infarto19 será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Veja mais sobre "Parar de fumar" e "Cigarro eletrônico".

Os riscos da recaída

“Parar de fumar é muito fácil. Eu já parei 19 vezes!”

Sim, um dos riscos de quem deseja parar de fumar é a recaída. Do total de pessoas que fazem tratamento para deixar o cigarro, cerca de 30% voltam a fumar. Dessas, cerca de 60% das recaídas ocorre nos três primeiros meses de tratamento. O índice cai para 17%-20% no período de um ano e para apenas 1,5% após 1 ano.

As pessoas com maior risco de recaída são aquelas com alto grau de dependência (20 ou mais cigarros/dia), início precoce de uso (antes dos 17 anos), convivência com fumantes, histórico de depressão e abuso de álcool ou drogas.

Algumas dicas para evitar as recaídas:

  1. Evite a primeira tragada.
  2. Não fique próximo a quem esteja fumando.
  3. Mantenha-se ocupado todo o tempo.
  4. Substitua o cigarro por outra coisa, como um chiclete ou uma bala.
  5. Procure outra pessoa que faça o mesmo programa de largar o vício ao mesmo tempo que você. Procurem apoiar-se mutuamente.
  6. Estabeleça metas parciais e dê-se alguma recompensa sempre que atingir essas metas.
  7. Lembre-se, a cada momento, o quão melhor você está desde que deixou de fumar.
  8. Considere-se um vencedor ao deixar este mau hábito de lado.
Leia também sobre "Dependência de cocaína", "Alcoolismo" e "Quinze sinais37 que apontam para a dependência às drogas".

 

ABCMED, 2019. Tabagismo - como as pessoas se viciam e mantêm o vício no tabaco? O que elas podem fazer para se livrar desse mal?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/vida-saudavel/1338903/tabagismo-como-as-pessoas-se-viciam-e-mantem-o-vicio-no-tabaco-o-que-elas-podem-fazer-para-se-livrar-desse-mal.htm>. Acesso em: 16 set. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
3 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
4 Alvéolos Pulmonares: Pequenas bolsas poliédricas localizadas ao longo das paredes dos sacos alveolares, ductos alveolares e bronquíolos terminais. A troca gasosa entre o ar alveolar e o sangue capilar pulmonar ocorre através das suas paredes. DF
5 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
6 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
7 Acetilcolina: A acetilcolina é um neurotransmissor do sistema colinérgico amplamente distribuído no sistema nervoso autônomo.
8 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
9 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
10 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
11 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
12 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
13 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
14 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
15 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
16 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
17 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
18 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
19 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
20 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
21 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
22 Enfisema: Doença respiratória caracterizada por destruição das paredes que separam um alvéolo de outro, com conseqüente perda da retração pulmonar normal. É produzida pelo hábito de fumar e, em algumas pessoas, pela deficiência de uma proteína chamada Antitripsina.
23 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
24 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
25 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
26 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
27 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
28 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
29 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
30 Cabeça:
31 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
32 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
33 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
34 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
35 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
36 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
37 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
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