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Coreia de Sydenham

segunda-feira, 25 de setembro de 2023
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Coreia de Sydenham

O que é a Coreia de Sydenham?

A coreia de Sydenham, também conhecida como coreia de São Vito ou dança de São Vito, é uma condição médica rara que afeta principalmente crianças e adolescentes, mais frequente em meninas que em meninos. Ela é considerada uma manifestação neurológica tardia da febre reumática, que é uma complicação incomum de infecções por estreptococos do grupo A, como a faringite estreptocócica.

O substantivo coreia provém do termo grego khoreu, que alude às danças realizadas pelos coros dos teatros gregos, de onde vem também a palavra coreografia. A descrição mais famosa da doença foi feita em San Vito, na Itália, em 1686.

Quais são as causas da Coreia de Sydenham?

As causas da coreia de Sydenham estão relacionadas à febre reumática e ao sistema imunológico. A causa subjacente da coreia de Sydenham é uma infecção bacteriana por Streptococcus pyogenes, que é a bactéria responsável pela faringite estreptocócica ou amigdalite estreptocócica. Se essa infecção não for tratada adequadamente com antibióticos, o sistema imunológico pode reagir de forma anormal à infecção, levando ao desenvolvimento da febre reumática e, eventualmente, à coreia de Sydenham.

Algumas pessoas podem também terem uma predisposição genética especial para desenvolver a doença. Isso significa que, mesmo após uma infecção estreptocócica, nem todos os indivíduos desenvolverão essa condição. A genética desempenha um papel importante na determinação da suscetibilidade a todas as doenças autoimunes, inclusive à coreia de Sydenham.

Qual é o substrato fisiopatológico da Coreia de Sydenham?

A fisiopatologia da coreia de Sydenham não é compreendida. Acredita-se que essa enfermidade seja causada por uma reação autoimune desencadeada pela infecção estreptocócica. O sistema imunológico começa a atacar erroneamente as próprias estruturas do corpo, incluindo o sistema nervoso central. Isso resulta em inflamação e danos no cérebro, levando aos sintomas característicos da coreia de Sydenham, como movimentos involuntários e outras anormalidades neurológicas.

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Quais são as características clínicas da Coreia de Sydenham?

Geralmente a coreia de Sydenham começa de forma súbita, algumas semanas a meses após um episódio de febre reumática não tratada ou inadequadamente tratada. Os principais sintomas da coreia de Sydenham incluem movimentos involuntários, rápidos e irregulares dos músculos, especialmente nos membros e no rosto. Esses movimentos são conhecidos como coreia e podem ser acompanhados por outros sintomas neurológicos, como fraqueza muscular, dificuldade de coordenação, instabilidade emocional e alterações no comportamento.

Como o médico diagnostica a Coreia de Sydenham?

O diagnóstico da coreia de Sydenham é feito com base em uma avaliação médica completa que deve constar de uma história clínica detalhada, incluindo o histórico médico familiar do paciente, exame físico completo e exames gerais e específicos de laboratório e de imagens.

Os testes de estreptococos devem ser usados para verificar se o paciente teve uma infecção estreptocócica recente. Os exames de sangue, além de fazerem parte da rotina em qualquer enfermidade, podem ser usados para medir os níveis de anticorpos contra o estreptococo. Em alguns casos menos típicos, exames de imagem, como ressonância magnética cerebral, podem ser realizados para descartar outras condições neurológicas e avaliar se há anormalidades estruturais no cérebro.

Como o médico trata a Coreia de Sydenham?

O tratamento da Coreia de Sydenham envolve a administração de medicamentos para controlar os sintomas. Isso pode incluir o uso de medicamentos para reduzir a gravidade dos movimentos involuntários. Os medicamentos antipsicóticos, como haloperidol, são frequentemente prescritos para ajudar nesse objetivo. Além disso, o tratamento visa tratar a infecção estreptocócica subjacente, caso ainda esteja presente, e controlar outros sintomas relacionados à febre reumática.

Como evolui a Coreia de Sydenham?

As manifestações clínicas podem variar de pessoa para pessoa, mas seguem um curso semelhante. A gravidade e a duração dos sintomas pode variar e em alguns casos os sintomas podem melhorar significativamente após algumas semanas ou meses, enquanto em outros casos podem persistir por períodos mais longos.

Com o tratamento adequado, muitos indivíduos com Coreia de Sydenham podem experimentar uma melhora significativa e até mesmo uma recuperação completa. No entanto, em alguns casos, os sintomas podem persistir ou recorrer ao longo do tempo.

Como prevenir a Coreia de Sydenham?

Nem todas as infecções estreptocócicas levam à coreia de Sydenham. No entanto, é fundamental tratar adequadamente as infecções estreptocócicas para prevenir complicações graves, como a febre reumática e a Coreia de Sydenham.

Quais são as complicações possíveis com a Coreia de Sydenham?

A coreia de Sydenham já é uma complicação da febre reumática, mas as complicações possíveis associadas a ela podem ser:

  • dificuldades motoras, tornando muito difíceis ou impossíveis tarefas simples, como escrever ou comer;
  • afetação da fala, devido aos movimentos involuntários nos músculos da boca e da língua;
  • distúrbios emocionais e comportamentais, como mudanças de humor, irritabilidade, ansiedade e dificuldades de concentração;
  • dificuldades na aprendizagem, afetando o desempenho escolar;
  • afetação da vida social das pessoas, causando constrangimento e isolamento;
  • e recorrência episódica, com períodos de sintomas seguidos por remissões.

Além disso, os medicamentos utilizados para tratar a coreia de Sydenham podem ter efeitos colaterais significativos e complicações a longo prazo.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Revista de Pediatria SOPERJ e da Universidade Federal da Bahia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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