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Trombose da veia porta

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O que é trombose1 da veia porta2?

A veia porta2 hepática3 drena sangue4 do sistema digestivo5 e de suas glândulas6 associadas e o leva para o fígado7. Ela é formada pela confluência da veia mesentérica8 superior e da veia esplênica9 e no interior do fígado7 divide-se em ramos direito e esquerdo. A veia porta2 é responsável por três quartos do fluxo sanguíneo do fígado7.

A trombose1 da veia porta2 é o bloqueio ou estreitamento da veia por um coágulo10 sanguíneo, interrompendo parcial ou totalmente o fluxo sanguíneo para o fígado7.

Quais são as causas da trombose1 da veia porta2?

Qualquer condição que torne o sangue4 mais propenso a coagular11 facilita a ocorrência de trombose1 da veia porta2, como fluxo sanguíneo lento, doenças hereditárias da coagulação12, aumento dos glóbulos vermelhos, etc. A cirrose13 hepática3 é uma das causas mais comuns de trombose1 da veia porta2, pois provoca um fluxo sanguíneo lentificado através do fígado7, tornando mais provável que o sangue4 coagule. Cerca de 25% dos adultos com cirrose13 têm trombose1 da veia porta2.

As causas mais comuns são diferentes em diferentes faixas etárias:

  1. Em recém-nascidos ela é mais comum devido a uma infecção14 do coto do cordão umbilical15.
  2. Em crianças mais velhas a apendicite16 pode espalhar a infecção14 para a veia porta2 e desencadear a formação de coágulos sanguíneos.
  3. Em adultos um excesso de glóbulos vermelhos, certos tipos de câncer17, cirrose13, cirurgia, gravidez18 e outros distúrbios, tornam o sangue4 mais propenso a coagular11. Outras causas podem ser o uso de anticoncepcionais orais ou gravidez18, tendências hereditárias para a trombose1, complicações da remoção cirúrgica do baço19, pancreatite20, diverticulite21, carcinoma22 hepatocelular e cirurgia ou trauma abdominal.

Frequentemente, várias condições se associam para causar a trombose1 da veia porta2. Em cerca de um terço das pessoas a causa permanece desconhecida.

Leia sobre "Para que serve a veia porta2", "Pancreatite20" e "Diverticulite21".

Qual é o substrato fisiológico23 da trombose1 da veia porta2?

Embora com a trombose1 da veia porta2 o fígado7 perca cerca de dois terços de seu suprimento sanguíneo, os pacientes costumam ser assintomáticos, ao contrário de uma obstrução arterial aguda que sempre leva a uma disfunção hepática3 grave, às vezes fatal. É provável que isso se deva, pelo menos parcialmente, ao “resgate venoso”, que consiste no rápido desenvolvimento de circulação24 colateral (colaterais) para contornar a obstrução. Com isso, a veia porta2 trombosada é substituída por uma rede de vasos colaterais, denominada “cavernoma”, conectando as porções proximal25 e distal26 em relação ao trombo27. A veia porta2 original torna-se, então, um cordão fibrótico fino e de difícil visualização.

Apesar da ativação desse complexo sistema de compensação, o comprometimento do fluxo portal tem consequências importantes no tecido28 hepático. A obliteração progressiva da veia porta2 estimula a morte celular dos hepatócitos no lobo não banhado pelo sangue4 e aumenta a divisão celular no lobo normal. Esse processo resulta em perda progressiva de tecido28 e pode ser responsável pelo comprometimento da função hepática3 observada em estágios avançados de obstrução da veia porta2.

Quais são as características clínicas da trombose1 da veia porta2?

A apresentação clínica depende sempre do seu início agudo29 ou crônico30, da extensão da trombose1 e do desenvolvimento da circulação24 colateral.

A congestão intestinal e a isquemia31 são manifestações típicas da forma aguda, mas além delas podem também estar presentes, de forma variável, dor ou distensão abdominal, diarreia32, sangramento retal, náusea33, vômito34, anorexia35, febre36, esplenomegalia37 (crescimento do baço19) e sepse38 (infecção14 generalizada). No exame físico, o abdome39 pode estar distendido e isso pode estar indicando inflamação40 intra-abdominal, infarto41 intestinal e perfuração instestinal. A ascite42 é rara.

Por outro lado, a trombose1 crônica da veia porta2 pode ser quase assintomática, exceto pela presença de varizes43, colaterais cutâneos ou ascite42. A maioria dos pacientes crônicos desenvolve varizes43 esofágicas. Em cerca de 20 a 40% dos casos, um episódio de sangramento gastrointestinal é a primeira manifestação. Como esse fenômeno é dependente do tempo de evolução da doença, é aconselhável fazer uma triagem endoscópica de todos os pacientes com o diagnóstico44 de trombose1 porta para verificar se há veias45 dilatadas.

Além disso, a pancitopenia46, decorrente do hiperesplenismo, comumente está presente na forma crônica da trombose1 da veia porta2. As anormalidades da árvore biliar extra-hepática3 são relatadas em mais de 80% dos pacientes com a forma crônica. A encefalopatia47 hepática3 é incomum e geralmente transitória.

Como o médico diagnostica a trombose1 da veia porta2?

A suspeita diagnóstica às vezes parte dos sintomas48: dor abdominal ou piora da cirrose13 e da hipertensão49 portal pré-existentes, sangramento digestivo ou aumento do volume abdominal (ascite42). O diagnóstico44 de trombose1 da veia porta2 é feito, frequentemente, por ultrassonografia50 com doppler. Outros métodos de imagem como tomografia computadorizada51 e ressonância magnética52 ajudam a confirmar o diagnóstico44. Algumas condições que podem estar associadas e precisam ser descartadas são o tumor53 hepático e os distúrbios hereditários de coagulação12.

Como o médico trata a trombose1 da veia porta2?

Embora tenha sido relatada, em alguns casos, uma resolução espontânea da trombose1 da veia porta2, um manejo terapêutico específico é obrigatório para resolver o problema e evitar complicações graves. Tanto na trombose1 aguda como na crônica, o tratamento consiste na correção dos fatores causais, prevenção da extensão da trombose1 e obtenção novamente da permeabilidade54 da veia porta2.

O tratamento é feito com o uso de anticoagulantes55 para reduzir a oclusão do vaso e impedir que a trombose1 se estenda para outros vasos do abdome39. No entanto, as hemorragias56 são uma grande preocupação na cirrose13 e, por isso, o tratamento anticoagulante57 é muito controverso. Assim sendo, a anticoagulação precisa ser cuidadosamente analisada em relação ao risco/benefício e pode estar indicada apenas a certos pacientes.

Também as complicações consequentes à hipertensão49 portal devem ser objeto de tratamento.

Como evolui a trombose1 da veia porta2?

A trombose1 aguda da veia porta2, quando reconhecida e tratada antes da ocorrência de infarto41 intestinal, tem bom prognóstico58. Em contraste, em casos de isquemia31 intestinal e disfunção ou falência de múltiplos órgãos, a taxa de mortalidade59 intra-hospitalar dos pacientes é de aproximadamente 20 a 50%.

Em pacientes crônicos não cirróticos, o tratamento da trombose1 da veia porta2 também costuma ter um bom resultado. Caso contrário, o prognóstico58 depende de quanto o fígado7 foi afetado. A mortalidade59 geral em pacientes crônicos não cirróticos é inferior a 10%. Esse número é muito maior para pacientes60 com malignidade ou cirrose13. Além disso, idade avançada, trombose1 da veia mesentérica8 e presença de inflamação40 abdominal estão associados à redução da sobrevida61.

Quais são as complicações possíveis com a trombose1 da veia porta2?

Se a obstrução não for resolvida rapidamente, podem ocorrer perfuração intestinal, peritonite62, choque63 e morte por falência múltipla de órgãos. 

Veja também sobre "Cirrose13 hepática3", "Trombose venosa profunda64" e "Endoscopia65 digestiva alta".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do National Institutes of Health e da Mayo Clinic.

ABCMED, 2020. Trombose da veia porta. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1382003/trombose+da+veia+porta.htm>. Acesso em: 28 out. 2021.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
2 Veia porta: Veia curta e calibrosa formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica.
3 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
4 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
5 Sistema digestivo: O sistema digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
6 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
7 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
8 Mesentérica: Relativo ao mesentério, ou seja, na anatomia geral o mesentério é uma dobra do peritônio que une o intestino delgado à parede posterior do abdome.
9 Veia Esplênica: Veia formada pela união (no nível do hilo do baço) de várias veias pequenas provenientes do estômago, pâncreas, baço e mesentério.
10 Coágulo: 1. Em fisiologia, é uma massa semissólida de sangue ou de linfa. 2. Substância ou produto que promove a coagulação do leite.
11 Coagular: Promover a coagulação ou solidificação; perder a fluidez, transformar-se em massa ou sólido.
12 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
13 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
14 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
15 Cordão Umbilical: Estrutura flexível semelhante a corda, que conecta um FETO em desenvolvimento à PLACENTA, em mamíferos. O cordão contém vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes da mãe ao feto e resíduos para longe do feto.
16 Apendicite: Inflamação do apêndice cecal. Manifesta-se por abdome agudo, e requer tratamento cirúrgico. Sua complicação mais freqüente é a peritonite aguda.
17 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
18 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
19 Baço:
20 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
21 Diverticulite: Inflamação aguda da parede de um divertículo colônico. Produz dor no quadrante afetado (em geral o inferior esquerdo), febre, etc.Necessita de tratamento com antibióticos por via endovenosa e raramente o tratamento é cirúrgico.
22 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
23 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
24 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
25 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
26 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
27 Trombo: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
28 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
29 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
30 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
31 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
32 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
33 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
34 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
35 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
36 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
37 Esplenomegalia: Aumento tamanho do baço acima dos limites normais
38 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
39 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
40 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
41 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
42 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
43 Varizes: Dilatação anormal de uma veia. Podem ser dolorosas ou causar problemas estéticos quando são superficiais como nas pernas. Podem também ser sede de trombose, devido à estase sangüínea.
44 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
45 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
46 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
47 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
48 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
49 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
50 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
51 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
52 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
53 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
54 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
55 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
56 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
57 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
58 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
59 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
60 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
61 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
62 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
63 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
64 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
65 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
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