Atalho: 6I1HC2D
Gostou do artigo? Compartilhe!

O que é ascite?

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é ascite1?

A ascite1, popularmente conhecida como “barriga d’água”, é o acúmulo de líquidos na cavidade abdominal2, líquido este que pode conter plasma sanguíneo3, linfa4, bile5, suco pancreático6, urina7 ou outras substâncias, na dependência da sua causa.

Esse líquido pode ser um transudato8 ou um exsudato9.

  • Os transudatos resultam de um extravasamento de líquido causado pelo aumento de pressão no sistema venoso10 porta, devido, por exemplo, à cirrose11 hepática12. A veia porta13 drena o sangue14 dos intestinos15 e de outros órgãos do sistema digestivo16 para o fígado17. Têm poucas proteínas18, pH elevado, glicose19 normal e menos leucócitos20 do que os exsudatos21.
  • Os exsudatos21 são formados pelo líquido secretado ativamente, devido a inflamações22 ou neoplasias23. Os exsudatos21 possuem um alto conteúdo de proteínas18, pH baixo, pequena taxa de glicose19 e grande quantidade de leucócitos20.

Quais são as causas da ascite1?

Os mecanismos de formação da ascite1 são semelhantes aos da formação dos edemas24.

O vazamento de líquido dos vasos sanguíneos25 que irrigam o peritônio26 pode dever-se a um de três fatores:

  1. Aumento na pressão dentro dos vasos.
  2. Retenção de sal e água pelos rins27.
  3. Redução na concentração de proteínas18 do sangue14.

A ascite1 geralmente é uma complicação grave de doenças hepáticas28 e quase sempre está acompanhada de outras patologias, igualmente graves, como varizes29 esofageanas e encefalopatia30, por exemplo. Na maioria das vezes, a ascite1 é causada pela cirrose11 hepática12 ou por outras doenças do fígado17, mas também pode ser causada por insuficiência cardíaca31, certos tipos de câncer32, esquistossomose33, tromboses34 da veia porta13 e inflamações22 de órgãos abdominais.

Quais são os sinais35 e sintomas36 da ascite1?

Em geral, a ascite1 se desenvolve em pessoas sabidamente doentes e que já apresentam sintomas36 nítidos de suas enfermidades, mas algumas vezes ela pode aparecer como complicação de enfermidades até então silenciosas.

Quase sempre a ascite1 leve não gera sinais35 ou sintomas36, mas se for um pouco mais severa causa distensão abdominal evidente e sensação de peso e pressão no abdome37, além de dificuldades para respirar devido ao impedimento à livre movimentação do diafragma38. A ascite1 pode ser acompanhada de outros sinais35 e sintomas36, dependendo de qual seja a enfermidade de base. Os pacientes podem apresentar aumento do fígado17, icterícia39, fadiga40 crônica, perda de peso, edema41 de membros inferiores, equimoses42, ginecomastia43, hematêmese44, encefalopatia30 hepática12, etc.

Como o médico diagnostica a ascite1?

Em pessoas muito magras a ascite1 é facilmente notada, mesmo pelos leigos. Em pessoas obesas ela pode ser mais difícil de ser percebida. A ascite1 leve só pode ser captada pela ultrassonografia45; graus mais acentuados podem ser detectados pelo exame médico em consultório.

A natureza da ascite1 pode ser diagnosticada por meio de uma paracentese46. Para fins apenas diagnósticos, a paracentese46 consiste na retirada de uma pequena quantidade de líquido, por meio de uma punção abdominal feita através de agulha apropriada. A amostra deve ser analisada quanto à aparência, quantidade de proteínas18 e contagem das células47 presentes. A paracentese46 com a retirada de maiores quantidades de líquido pode ser realizada com propósitos terapêuticos.

O líquido ascítico normalmente tem cor amarelada e é transparente. Quando há infecção48, ele se torna esbranquiçado, turvo, purulento49 e, às vezes, sanguinolento50.

O diagnóstico51 do tipo de ascite1 pode ser ajudado por exames de sangue14. Além de um hemograma completo devem ser feitas dosagens de eletrólitos52, de enzimas hepáticas53 e provas de coagulação54. Também devem ser feitos testes adicionais de coloração, citologia e cultura. Além desses exames, a ecografia55 usualmente é utilizada. Estudos de Doppler podem mostrar eventuais problemas na circulação56 da veia porta13 e, adicionalmente, efetuar uma estimativa da quantidade de líquido no abdome37. A tomografia computadorizada57 abdominal é o método mais sensível, capaz de revelar a estrutura e a morfologia dos órgãos abdominais.

Como se trata a ascite1?

O tratamento da ascite1 deve ser simultâneo à tentativa de diagnosticar e tratar a patologia58 causal. A única solução definitiva para a ascite1 é o controle ou a eliminação da doença de base. O tratamento deve visar evitar as complicações da ascite1, aliviar a sintomatologia e prevenir o retorno dela.

Em doentes com formas ligeiras de ascite1, o tratamento pode ser feito em ambulatório; se a ascite1 é mais severa, a hospitalização torna-se necessária. Em geral, o tratamento é feito com diuréticos59, paracentese46 terapêutica60 (retirada total ou em grandes quantidades do líquido por punção, através de uma agulha apropriada) e outras medidas sintomáticas, além do tratamento da causa.

Na ascite1 transudativa de pequena monta pode ser bastante estabelecer a imediata restrição de sal, para permitir um aumento da diurese61 (produção de urina7). Para isso, pode-se utilizar também diuréticos59. Nos pacientes com ascite1 severa pode ser necessária uma paracentese46 terapêutica60 adicional. Drenagens mais difíceis podem ser feitas sob controle da ecografia55.

A ascite1 refratária a esses tratamentos deve ser considerada uma indicação clássica para transplante hepático. Os desvios venosos (shunts62) podem ser usados em doentes com cirrose11 avançada que têm ascites recorrentes, para aliviar os sintomas36, mas não parecem aumentar a expectativa de vida63 dos pacientes.

Em geral, a ascite1 exsudativa64 não responde à diminuição de sal ou à terapêutica60 diurética, sendo necessárias paracenteses repetidas e tratamento da causa subjacente.

Como evolui a ascite1?

A ascite1 pode levar a várias complicações. Uma das mais importantes é a chamada peritonite65 bacteriana espontânea, que consiste na infecção48 do líquido ascítico. Ela pode ser grave e levar à morte. Há que ter-se em conta que esse líquido é um excelente meio de cultura, no qual os micro-organismos proliferam com facilidade.

Se não for possível remover a causa, a drenagem66 da ascite1 é uma medida paliativa e o líquido ascítico se acumulará novamente, em poucos dias.

ABCMED, 2012. O que é ascite?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/304225/o+que+e+ascite.htm>. Acesso em: 21 jan. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
2 Cavidade Abdominal: Região do abdome que se estende do DIAFRAGMA torácico até o plano da abertura superior da pelve (passagem pélvica). A cavidade abdominal contém o PERiTÔNIO e as VÍSCERAS abdominais, assim como, o espaço extraperitoneal que inclui o ESPAÇO RETROPERITONEAL.
3 Plasma Sanguíneo: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
4 Linfa: 1. Pode referir-se à água, especialmente a límpida, no uso formal. 2. Líquido orgânico originado do sangue, composto de proteínas e lipídios, que circula nos vasos linfáticos e transporta glóbulos brancos, especialmente os linfócitos T. 3. Qualquer humor aquoso.
5 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
6 Suco pancreático: Secreção produzida pelo pâncreas que atua no processo digestivo e, através do ducto pancreático (ou canal de Wirsung), é lançada no duodeno.
7 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
8 Transudato: Passagem de líquidos séricos sem conteúdo inflamatório para as membranas, por força de aumento da pressão sanguínea.
9 Exsudato: Líquido com alto teor de proteínas séricas e leucócitos, produzido como reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos.
10 Sistema venoso: O sistema venoso possui a propriedade de variação da sua complacência, para permitir o retorno de um variável volume sanguíneo ao coração e a manutenção de uma reserva deste volume.
11 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
12 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
13 Veia porta: Veia curta e calibrosa formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica.
14 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
15 Intestinos: Seção do canal alimentar que vai do ESTÔMAGO até o CANAL ANAL. Inclui o INTESTINO GROSSO e o INTESTINO DELGADO.
16 Sistema digestivo: O sistema digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
17 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
18 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
19 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
20 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
21 Exsudatos: Líquido com alto teor de proteínas séricas e leucócitos, produzido como reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos.
22 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
23 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
24 Edemas: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
25 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
26 Peritônio: Membrana serosa que recobre as paredes do abdome e a superfície dos órgãos digestivos.
27 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
28 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
29 Varizes: Dilatação anormal de uma veia. Podem ser dolorosas ou causar problemas estéticos quando são superficiais como nas pernas. Podem também ser sede de trombose, devido à estase sangüínea.
30 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
31 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
32 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
33 Esquistossomose: Doença produzida no homem por vermes do gênero Schistosoma, especialmente S. mansoni, S. haematobium e S. japonicum. No Brasil, há apenas a espécie Schistossoma mansoni, que causa diarreia, hepatomegalia e esplenomegalia.
34 Tromboses: Formações de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Podem ser venosas ou arteriais e produzem diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
35 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
36 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
37 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
38 Diafragma: 1. Na anatomia geral, é um feixe muscular e tendinoso que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. 2. Qualquer membrana ou placa que divide duas cavidades ou duas partes da mesma cavidade. 3. Em engenharia mecânica, em um veículo automotor, é uma membrana da bomba injetora de combustível. 4. Na física, é qualquer anteparo com um orifício ou fenda, ajustável ou não, que regule o fluxo de uma substância ou de um feixe de radiação. 5. Em ginecologia, é um método contraceptivo formado por uma membrana de material elástico que envolve um anel flexível, usado no fundo da vagina de modo a obstruir o colo do útero. 6. Em um sistema óptico, é uma abertura que controla a seção reta de um feixe luminoso que passa através desta, com a finalidade de regular a intensidade luminosa, reduzir a aberração ou aumentar a profundidade focal.
39 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
40 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
41 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
42 Equimoses: Manchas escuras ou azuladas devido à infiltração difusa de sangue no tecido subcutâneo. A maioria aparece após um traumatismo, mas pode surgir espontaneamente em pessoas que apresentam fragilidade capilar ou alguma coagulopatia. Após um período de tempo variável, as equimoses desaparecem passando por diferentes gradações: violácea, acastanhada, esverdeada e amarelada.
43 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
44 Hematêmese: Eliminação de sangue proveniente do tubo digestivo, através de vômito.
45 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
46 Paracentese: Retirada de líquido orgânico por meio de punção.
47 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
48 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
49 Purulento: Em que há pus ou cheio de pus; infeccionado. Que segrega pus. No sentido figurado, cuja conduta inspira nojo; repugnante, asqueroso, sórdido.
50 Sanguinolento: 1. Em que há grande derramamento de sangue; sangrento. 2. Tinto ou misturado com sangue. 3. Que se compraz em ver ou derramar sangue; sanguinário.
51 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
52 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
53 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
54 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
55 Ecografia: Ecografia ou ultrassonografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
56 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
57 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
58 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
59 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
60 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
61 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
62 Shunts: 1. Em cirurgia, é o desvio de depósitos de líquido para uma estrutura que o absorva ou o excrete. O shunt é feito por meio da criação de uma fístula ou de um dispositivo mecânico. 2. Em patologia, é a passagem anormal de sangue de uma cavidade para outra. 3. Em eletricidade, é o condutor que liga dois pontos num circuito elétrico e forma um caminho paralelo ou alternativo através do qual parte da corrente pode passar.
63 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
64 Exsudativa: 1. Inerente ou pertencente à exsudação. Ação de exsudar, suar, transpirar. 2. Líquido que, saindo pelos poros da superfície de um vegetal ou de um animal, torna-se espesso ou viscoso nessa superfície.
65 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
66 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Gastroenterologia?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.

Comentários

29/12/2014 - Comentário feito por sandra
Muito bom ! Explicação clara para...
Muito bom ! Explicação clara para que leigos entendam sem ter que buscar dicionário.

  • Entrar
  • Assinar