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IgG e IgM - O que saber sobre elas?

Monday, October 18, 2021
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IgG e IgM - O que saber sobre elas?

O que são IgG e IgM?

IgG e IgM são proteínas que funcionam como anticorpos produzidos pelo sistema imunológico da pessoa em resposta a algum tipo de contato com algum microrganismo invasor. Elas tentam eliminar do organismo as bactérias, vírus, parasitas ou fungos nocivos, bem como as toxinas que eles produzem quando invadem o corpo.

Os anticorpos são específicos para cada tipo de microrganismo, o que significa que a proteção estabelecida para um certo tipo de agente infeccioso não vale igualmente para outros. Assim, por exemplo, os anticorpos para a infecção tuberculosa são diferentes funcionalmente daqueles para a rubéola, e combatem apenas as bactérias da tuberculose.

Os anticorpos IgG ou IgM, e os outros existentes, atuam também contra alergias, células cancerosas e, às vezes, de maneira patológica, contra componentes normais do próprio organismo, nas chamadas doenças autoimunes.

Quando alguém é exposto a um agente agressor (infeccioso, quase sempre) pela primeira vez, o sistema imunológico demora algum tempo para reconhecer o invasor e produzir anticorpos específicos em quantidade suficiente para combatê-lo.

Leia sobre "Antígenos e anticorpos - o que são", "Transmissão de doenças", "Endemia, epidemia e pandemia", "Como não espalhar germes"".

Por que fazer as dosagens sanguíneas de IgG e de IgM?

As dosagens de IgG e IgM no sangue podem ajudar o médico no diagnóstico de diversas condições clínicas, infecciosas ou não. A verificação é feita em uma amostra de sangue retirada de uma veia do braço e a pessoa sentirá apenas uma picada ou beliscão rápido.

"Sorologia" é o termo usado para o exame que identifica a presença de anticorpos no sangue. Se essas imunoglobulinas estiverem circulantes no sangue em doses elevadas, indicam que a pessoa está infectada ou já teve contato com o agente infeccioso.

O IgM é mais inespecífico, mas é o primeiro anticorpo a ser produzido quando há uma infecção. O IgG, por sua vez, é produzido um pouco mais tarde, é mais específico e permanece circulante no sangue, protegendo a pessoa contra possíveis infecções futuras pelo mesmo agente infeccioso.

Assim, a combinação dos resultados da dosagem dessas duas imunoglobulinas fornece importantes informações ao médico:

  1. IgM negativo e IgG negativo indicam que a pessoa nunca entrou em contato com o microrganismo.
  2. IgM negativo e IgG positivo indicam que a pessoa entrou em contato com o agente infeccioso há algum tempo ou teve sucesso com a vacina.
  3. IgM positivo IgG negativo indicam que a pessoa está ou esteve a poucos dias com uma infecção aguda.
  4. IgM positivo e IgG positivo indicam que a pessoa sofreu uma infeção recente, há semanas ou meses.

O mesmo acontece com a vacinação, em que, na maior parte dos casos, são administrados vírus inativos ou parte deles que induzem a formação de IgG específicos, os quais produzem uma memória imunitária para a doença correspondente. Assim, num eventual contato com o vírus, o risco de desenvolver a doença seria mínimo. Essas regras valem inclusive para o coronavírus (Covid-19)!

De maneira mais geral, a testagem de anticorpos ajuda a detectar certas doenças autoimunes ou alergias, certos tipos de câncer, saber se as infecções recorrentes são devidas a um baixo nível de imunoglobulinas (especialmente IgG), verificar se o tratamento para certos tipos de câncer está afetando a medula óssea, verificar os resultados do tratamento para a bactéria Helicobacter pylori, verificar a resposta às imunizações e avaliar se a pessoa tem uma infecção ou se já teve no passado.

O teste do IgG e IgM na Covid-19

Em meio à atual pandemia de Covid-19, o teste de anticorpos IgG e IgM serve para mostrar se uma pessoa esteve em contato com o coronavírus. Além de avaliar a resposta imune do paciente, a sorologia para o coronavírus também contribui para o mapeamento da circulação do vírus e, consequentemente, para estimar o nível de exposição da população.

De maneira global, algumas regas gerais devem ser observadas: o paciente com testes de IgM e IgG negativos ainda não teve contato com o vírus e, portanto, é considerado susceptível a ele. Já o paciente com IgM negativa e IgG positiva teve a infecção há pelo menos 3 semanas. Sendo assim, está supostamente imune à Covid-19. Em pacientes com IgM positiva e IgG negativa, a infecção recente é bastante provável. Mas, para evitar falsos positivos, o exame deve ser repetido após 7 dias, de modo a confirmar o aparecimento da IgG. Por fim, pacientes com IgM e IgG positivas tiveram a infecção recentemente. Em média, ocorrida há menos 3 semanas.

Veja também sobre "Anticorpos anti-SARS-COV-2", "Eficácia das vacinas em uso contra a COVID-19" e "Tempo de permanência do coronavírus nas superfícies".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da University of Michigan Health, do Laboratório Hermes Pardini e do CDC – Centers for Disease Control and Prevention.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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