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Embolização

quinta-feira, 14 de outubro de 2021
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Embolização

O que é embolização?

Embolização é a colocação intencional de um êmbolo na corrente sanguínea, para bloquear deliberadamente um determinado vaso sanguíneo, impedindo o fluxo de sangue daí em diante. Esse procedimento visa fazer hemostasia de um sangramento ou obstruir artérias que alimentam as células de um tumor, fazendo-as regredir, mas pode também ser usado com outras finalidades.

Um processo equivalente, de origem natural, geralmente patológica, é chamado embolia. A diferença entre eles é que a embolização é feita em locais escolhidos para gerar benefícios terapêuticos para o paciente, enquanto as embolias ocorrem aleatoriamente e em locais que geram efeitos deletérios e até fatais, como coração, pulmão ou cérebro.

Por que fazer uma embolização?

A embolização pode ser feita dentro do escopo de um tratamento hemostático ou como tratamento de alguns tipos de câncer de fígado, de rim, miomas uterinos, etc., mas pode também ser empregada em outras condições.

Ela pode ser usada para prevenção de sangramento anormal, corrigir conexões anormais entre veias e artérias, lidar com aneurismas, diminuir o tamanho de veias sinuosas e emaranhadas, reduzindo a dor e o inchaço, entre outros usos. Também pode ser usada antes de uma operação para diminuir o tumor e facilitar a cirurgia ou para aliviar a dor quando a remoção do tumor não for possível.

Veja também sobre "Coagulograma", "Heparina: o que é e para que serve", "Hemorragia grave" e "Coagulopatias".

Como é o procedimento da embolização?

Antes de se submeter ao procedimento de embolização, o paciente, se for mulher, deve informar ao médico se há alguma possibilidade de estar grávida, porque os raios-X usados durante o procedimento são potencialmente prejudiciais aos bebês. Também devem ser informadas as medicações que esteja tomando, incluindo medicamentos e preparações à base de ervas, sobre doenças recentes que tenha tido e sobre possíveis reações alérgicas. O jejum, evitando a ingestão de alimentos ou água na noite anterior ao procedimento, geralmente realizado pela manhã, é fundamental.

O procedimento de embolização é menos invasivo do que a cirurgia e atua diretamente na área-alvo, com danos mínimos às áreas circundantes. Para realizar a embolização, um cateter é inserido numa veia e dirigido ao lugar em que se deseja fazer a intervenção, colocando aí um agente embolizante. Quando ao agente embolizante é adicionado algum produto quimioterápico ou radioativo, o processo é chamado de quimioembolização ou radioembolização, respectivamente.

Antes de iniciar o procedimento, o paciente receberá uma sedação leve ou moderada. Em algumas circunstâncias, pode ser necessário um anestésico geral. Mais comumente, o ponto de inserção do cateter é uma veia na região da virilha, onde é feito um pequeno corte na pele, sob anestesia local. Uma técnica de imagem radiográfica ajuda o médico a conduzir o cateter até o local de destino. No local alvo, o cateter administra o agente embólico, juntamente ou não com o medicamento. Então, a injeção através do cateter de uma substância de contraste permite uma série de imagens de raios-X para verificar se o fluxo sanguíneo foi interrompido na área alvo, conforme planejado.

Em caso positivo, após finalizado o processo, o cateter é removido. Após a retirada do cateter, uma certa pressão deve ser aplicada no local da incisão para interromper qualquer sangramento. Um curativo cirúrgico com produtos apropriados mantém a área de inserção limpa e esterilizada. Todo o processo leva de 30 minutos a algumas horas, na dependência de quantos pontos precisem de tratamento.

Habitualmente, a embolização é um procedimento seguro, mas nenhuma intervenção médica é totalmente isenta de riscos. As áreas de risco da embolização são:

  • reações alérgicas ao contraste empregado (risco mínimo);
  • danos aos vasos sanguíneos causados ​​pelo cateter;
  • hematomas;
  • infecções e danos renais causados ​​pelo contraste em pacientes com problemas subjacentes.

Durante o procedimento, o paciente pode sentir alguma sensação desconfortável, mas não dor, porque está sedado, e alguns pacientes podem apresentar alguns hematomas.

Após o processo, a maioria das pessoas pode deixar o hospital após 24 horas, mas o paciente poderá ficar por mais tempo se continuar a sentir dor, para observação e medicação. Em geral, o médico recomendará atividade mínima por uma semana após o procedimento.

Quais são as características clínicas da embolização?

No uso da embolização para tratamento do câncer, o êmbolo, além de bloquear o suprimento de sangue ao tumor, também costuma incluir um ingrediente para atacar o tumor quimicamente ou com irradiação, em procedimentos ditos quimioembolização ou radioembolização. Em se tratando de um tumor maligno, a quimioembolização arterial, feita através de cateter, é a forma mais usual.

Mais comumente os usos clínicos da embolização são:

  • embolização para interromper sangramentos provocados por traumas;
  • embolização de artérias alimentadoras de tumores do fígado;
  • embolização da artéria uterina para tratar miomas;
  • embolização da artéria brônquica para tratar hemoptise severa;
  • embolização de artéria prostática para tratar alterações do fluxo urinário em pacientes com hiperplasia benigna da próstata;
  • embolização de artéria renal para tratar tumores benignos dos rins;
  • embolização esplênica para tratar hemorragia gastrointestinal recorrente de varizes esofágicas; etc.

Em crianças, a embolização frequentemente é empregada para tratar aneurisma, malformações arteriovenosas, angiofibroma nasofaríngeo juvenil, sangramento incontrolável devido a trauma, varicocele e malformações vasculares.

Leia sobre "Embolia gasosa", "Embolia pulmonar" e "Diferenças entre trombose venosa profunda e tromboembolismo venoso".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do National Cancer Institute e do Stanford Health Care.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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