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O câncer renal e a sua evolução

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O que é câncer1 renal2?

Câncer1 renal2, câncer1 dos rins3, hipernefroma ou adenocarcinoma4 renal2 é um tumor5 maligno que afetas as células6 renais e que pode ficar restrito àquele órgão ou espalhar-se para outras partes do corpo.

Quais são as causas do câncer1 renal2?

Não são totalmente claras as causas do câncer1 renal2. Sabe-se apenas que ele começa quando algumas células6 renais sofrem mutações em seu DNA, que passam a crescer e se multiplicar de forma rápida e desordenada, formando um tumor5 que pode se expandir para outras partes do organismo (metástases7) e causar sérias complicações.

Apesar das causas do câncer1 renal2 ainda não serem conhecidas, alguns fatores parecem contribuir para ele, tais como idade avançada, tratamento para insuficiência renal8, como a diálise9doença de von Hippel-Lindau (condição hereditária que afeta os vasos sanguíneos10 do cérebro11, olhos12 e outras partes do corpo). Além disso, interferem negativamente também o hábito de fumar, a hipertensão arterial13 e a obesidade14. Também algumas síndromes genéticas raras podem aumentar o risco de desenvolver câncer1 de rim15.

Qual é a fisiopatologia16 do câncer1 renal2?

Os rins3 são dois órgãos mais ou menos do tamanho do punho, localizados na parte posterior e superior do abdômen, atrás dos órgãos abdominais, justapostos à coluna, um de cada lado. Os rins3 são responsáveis pelo equilíbrio de água e sais no corpo e eliminam as substâncias nocivas metabolizadas pelo organismo. Cada rim15 é composto de um milhão de pequenas estruturas de filtração chamadas de néfrons17.

O câncer1 de rim15 mais comum resulta da transformação das células6 dos túbulos que formam os néfrons17, as quais passam a se proliferar de forma anormal e podem invadir o órgão e até, em alguns casos, circular pelo corpo e produzir tumores em outras partes do corpo (metástases7).

Geralmente, há um único tumor5, mas podem surgir dois ou mais tumores dentro de um ou de ambos os rins3, simultaneamente. Uma das primeiras consequências do tumor5 renal2 é o desarranjo das funções dos rins3.

Quais são as principais características clínicas do câncer1 renal2?

O câncer1 renal2 costuma ser silencioso ou só produzir sintomas18 muito discretos e inespecíficos. Ele pode gerar sangramento na urina19 e dor na parte lateral da barriga. Sintomas18 mais intensos e a possibilidade de palpação20 do tumor5 só ocorrem quando a doença está mais avançada. Nesta fase, podem estar presentes dor persistente nas costas21, dor abdominal, perda de peso, fadiga22 e febre23 intermitente24. Em muitos casos, os primeiros sintomas18 ostensivos podem decorrer mais da metástase25 que do tumor5 primitivo.

Como o médico diagnostica o câncer1 renal2?

Os primeiros exames e procedimentos usados para diagnosticar o câncer1 renal2 incluem exames de sangue26 e de urina19, ultrassonografia27, tomografia computadorizada28 e ressonância magnética29. Por último, pode-se fazer uma biópsia30, para a remoção de uma amostra de tecido31 renal2, a ser enviada para exame em um laboratório de patologia32.

Quanto mais precoce for o diagnóstico33, maiores as chances de cura porque permite identificar o tumor5 nos seus estágios iniciais, ainda localizados nos rins3 e não espalhado para outras partes do corpo. Muitas vezes a descoberta do tumor5 é acidental, durante exames com outras finalidades ou mesmo em exames de rotina.

Como o médico trata o câncer1 renal2?

O tratamento do câncer1 de rim15 depende do tamanho do tumor5 e se há ou não metástases7, mas a cirurgia é o único tratamento definitivo. A retirada do rim15, da glândula34 adrenal e de linfonodos35 regionais é o tratamento mais comumente indicado. Quando a doença já produziu metástases7, o objetivo do tratamento passa a ser frear ou retardar o avanço dela. Para isso, o tratamento deve ser com medicações que bloqueiem os processos biológicos fundamentais para a proliferação e sobrevivência36 das células6 do câncer1, sobretudo a quimioterapia37.

Como evolui o câncer1 renal2?

Em geral, a recuperação do paciente depende da gravidade que o câncer1 tenha atingido. Em cerca de um terço dos casos, o câncer1 já se espalhou pelo corpo e o paciente, no momento do diagnóstico33, já desenvolveu metástases7. Para estes pacientes, as chances de cura diminuem consideravelmente.

Como prevenir o câncer1 renal2?

Não há uma maneira absoluta de evitar o câncer1 renal2. No entanto, algumas providências parecem diminuir a incidência38: não fumar, manter um peso saudável e alimentar-se adequadamente.

 

ABCMED, 2016. O câncer renal e a sua evolução. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/cancer/1103744/o+cancer+renal+e+a+sua+evolucao.htm>. Acesso em: 17 ago. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
3 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
4 Adenocarcinoma: É um câncer (neoplasia maligna) que se origina em tecido glandular. O termo adenocarcinoma é derivado de “adeno”, que significa “pertencente a uma glândula” e “carcinoma”, que descreve um câncer que se desenvolveu em células epiteliais.
5 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
6 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
7 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
8 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
9 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
10 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
11 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
12 Olhos:
13 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
14 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
15 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
16 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
17 Néfrons: Unidades funcionais do rim formadas pelos glomérulos renais e seus respectivos túbulos.
18 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
19 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
20 Palpação: Ato ou efeito de palpar. Toque, sensação ou percepção pelo tato. Em medicina, é o exame feito com os dedos ou com a mão inteira para explorar clinicamente os órgãos e determinar certas características, como temperatura, resistência, tamanho etc.
21 Costas:
22 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
23 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
24 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
25 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
26 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
27 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
28 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
29 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
30 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
31 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
32 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
33 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
34 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
35 Linfonodos: Gânglios ou nodos linfáticos.
36 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
37 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
38 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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