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Rubor facial espontâneo

sexta-feira, 1 de julho de 2022
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Rubor facial espontâneo

O que é o rubor facial espontâneo?

O rubor facial espontâneo é uma reação fisiológica natural e cotidiana que qualquer pessoa pode experimentar em alguma situação de sua vida. Torna-se um problema apenas quando essa reação é excessiva em intensidade ou frequência, ou ocorre sem que nenhum estímulo externo a cause, constituindo-se então num problema grave que pode levar a pessoa afetada a uma clara limitação em sua vida social ou profissional, com o consequente desconforto psicológico que isso acarreta.

O fato de que o rubor não possa ser controlado voluntariamente e possa ocorrer nos momentos mais indesejados muitas vezes faz com que a pessoa desenvolva um medo ou fobia de exibir esse rubor (vermelhidão), o que é chamado de eritrofobia.

Quais são as causas do rubor facial espontâneo?

A vermelhidão no rosto é desencadeada por situações que ativam o sistema de alerta ou é produzida por estímulos físicos ou psicológicos. Ela é uma resposta física comum a sentimentos intensos como estresse, raiva, constrangimento ou outro estado emocional extremo, que podem fazer com que os vasos sanguíneos do rosto se dilatem.

Esta é uma reação normal do sistema nervoso, mas pode ser agravada se a pessoa tiver uma ansiedade excessiva. Em muitos casos, ao ruborizar-se, a pessoa sente vergonha e, consequentemente, a ansiedade aumenta, gerando mais rubor facial e formando assim um círculo vicioso.

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Qual é o substrato fisiopatológico do rubor facial espontâneo?

O rubor na pele da face ocorre como resultado do aumento do fluxo sanguíneo para a região, em virtude do aumento do diâmetro dos capilares da pele. O diâmetro dos vasos sanguíneos das bochechas é mais largo do que em qualquer outro lugar, os vasos estão mais próximos da superfície e há menos espessura do tecido que os obscurece. Isso pode explicar por que o rubor ocorre preferentemente nessa área.

Sempre que mais sangue flui para uma área da pele, como as bochechas, por exemplo, dá à pele o aspecto “corado”. O sistema nervoso autônomo é o promotor dessa dilatação dos vasos sanguíneos que deixa a face vermelha e quente.

Nas áreas em que ocorre o rubor espontâneo, o controle neurológico do tônus ​​vascular é exercido predominantemente por fibras nervosas vasodilatadoras autonômicas. Essas fibras são encontradas nos nervos somáticos que suprem a pele afetada, incluindo o nervo trigêmeo, e como essas fibras nervosas também suprem as glândulas sudoríparas, o rubor está frequentemente associado à sudorese.

Quais são as características clínicas do rubor facial espontâneo?

O rubor facial espontâneo é mais uma preocupação social do que um assunto médico. No entanto, outras formas de rubor facial podem resultar também de um problema médico subjacente, como síndrome de Cushing ou overdose de niacina, por exemplo, entre muitas outras causas.

Devido ao aumento do fluxo sanguíneo, a pessoa pode sentir calor ao redor do pescoço, na parte superior do tórax ou no rosto. Em tons de pele mais claros, esse rubor pode resultar em manchas de vermelhidão mais ostensivas e facilmente visíveis. Em tons de pele mais escuros, o rubor pode não resultar em vermelhidão da pele, mas pode causar descoloração ou escurecimento da área afetada.

Os sintomas do rubor espontâneo da face são temporários e gerenciáveis ​​pela própria pessoa. Em geral, são de início rápido, com coloração da pele no rosto, pescoço, peito ou tronco superior e sensações de calor ou sudorese nas áreas afetadas.

O medo dessas situações acontecerem em momentos e locais inconvenientes dá origem a uma acentuada resposta de ansiedade. Dessa forma, os sintomas podem ser altamente desagradáveis e embora o rubor facial espontâneo possa parecer um distúrbio psicopatológico menor, ele pode limitar significativamente a vida de algumas pessoas.

A vermelhidão espontânea e incontrolável do rosto geralmente ocorre quando a pessoa experimenta alguma emoção relacionada à vergonha ou ao medo. O fato de corar é imediatamente associado pelas pessoas a sentimentos de vergonha.

Como o médico diagnostica o rubor facial espontâneo?

Não existe um exame específico para identificar o rubor facial espontâneo, mas ele aparece em situações que envolvem fatores emocionais significativos. Isso é reconhecido e relatado pela própria pessoa, que também sente calor na face. A acentuação avermelhada da face pode ser facilmente visível para as outras pessoas.

Como o médico trata o rubor facial espontâneo?

Com o tempo, o rubor facial espontâneo costuma desaparecer sozinho. No entanto, para tratá-lo, o médico pode sugerir uma psicoterapia cognitivo-comportamental, se o rubor for causado principalmente por fatores emocionais, e medicamentos para ajudar a reduzir a ansiedade ou para tratar uma condição subjacente, se houver.

Do ponto de vista psicológico, o profissional trabalha sobre os pensamentos e as atribuições ou interpretações que o paciente faz de seus sintomas para refutar suas crenças errôneas, pois tais crenças repercutem na intensidade dos sintomas que apresenta. Ademais, técnicas para o manejo e controle da ansiedade são ensinadas ao paciente e é realizado um programa de exposição gradual às situações temidas.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Cleveland Clinic e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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