Síndrome do pensamento acelerado
O que é a síndrome1 do pensamento acelerado?
O pensamento acelerado não é uma doença, mas uma manifestação que pode ser uma expressão de diversas condições patológicas diferentes. A síndrome1 do pensamento acelerado (SPA) é um termo que descreve um estado mental no qual uma pessoa experimenta um fluxo intenso, incontrolável e constante de pensamentos, o que desgasta a sua saúde2 física e mental.
Talvez o mais correto seria dizer que não é nem mesmo uma síndrome1, mas um sintoma3 que pode aparecer em diferentes doenças. Contudo, o termo síndrome1 é mais genérico e descreve algumas características gerais comuns presentes em todos os casos em que há um pensamento acelerado.
Os pensamentos acelerados não são uma opção reconhecida como um diagnóstico4 pela CID-11 (Classificação Internacional de Doenças), da ONU, ou o DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disease), da American Psychiatric Association. Esta síndrome1 é descrita mais como um conceito contemporâneo do que uma condição clinicamente reconhecida.
Geralmente, refere-se a um estado em que os indivíduos experimentam dificuldade em desacelerar ou desligar a mente, podendo resultar em estresse, ansiedade e dificuldade de concentração.
Quais são as causas da síndrome1 do pensamento acelerado?
A síndrome1 do pensamento acelerado é frequentemente associada a:
- transtornos mentais, como altos níveis de ansiedade e estresse;
- transtornos de humor, como bipolaridade;
- transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH);
- padrões de pensamento acelerado desenvolvidos como um hábito, ao longo do tempo;
- excesso de trabalho;
- falta de sono;
- sobrecarga de responsabilidades;
- e esgotamento emocional.
Qual é o substrato fisiopatológico da síndrome1 do pensamento acelerado?
Em termos fisiopatológicos ou neurobiológicos, não existem bases científicas definitivas para a síndrome1 do pensamento acelerado. No entanto, ela apresenta sintomas5 semelhantes em distúrbios mentais nos quais os processos neuroquímicos e as atividades cerebrais desempenham um papel relevante.
A ativação excessiva do córtex pré-frontal, que é responsável pelo pensamento lógico, planejamento e tomada de decisões, pode estar envolvida. Além disso, desequilíbrios nos neurotransmissores, como serotonina, dopamina6 e norepinefrina, têm sido associados a distúrbios de ansiedade e obsessivos e eles estão, frequentemente, associados à aceleração do pensamento.
Contudo, deve ser ressaltado que a fisiopatologia7 exata da síndrome1 do pensamento acelerado ainda não foi claramente estabelecida.
Leia sobre "Somatização8", "Neurose9", "Histeria conversiva", "Diferenciação entre queixas orgânicas e psicogênicas" e "Psicoterapia".
Quais são as características clínicas da síndrome1 do pensamento acelerado?
As pessoas que sofrem dessa síndrome1 podem apresentar dificuldade em desacelerar ou interromper seus pensamentos. Elas têm uma mente hiperativa, com pensamentos rápidos, incessantes e muitas vezes difíceis de controlar, o que pode resultar em problemas de concentração, dificuldade para relaxar, insônia, ansiedade e até mesmo estresse.
A síndrome1 do pensamento acelerado é frequentemente associada a condições como transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtornos de hiperatividade e déficit de atenção (TDAH). Há nela uma dificuldade pessoal em relaxar, acalmar e organizar a mente, devido a uma inundação por pensamentos rápidos, o que dificulta a concentração e desgasta a saúde2 física e mental.
Afora essa aceleração, as pessoas também mostram:
- ansiedade;
- dificuldade para se concentrar;
- pequenos lapsos de memória;
- cansaço excessivo;
- dificuldade para pegar no sono;
- irritabilidade fácil;
- dificuldade para descansar o suficiente, acordando cansadas;
- inquietação;
- intolerância ao serem contrariadas;
- mudança repentina de humor;
- insatisfação constante;
- e sintomas5 psicossomáticos variados, como dor de cabeça10, nos músculos11, queda de cabelo12 e gastrite13, por exemplo.
Como o médico diagnostica a síndrome1 do pensamento acelerado?
O diagnóstico4 de síndrome1 do pensamento acelerado não existe oficialmente, porque ela não corresponde a uma condição médica reconhecida. Porém, um psiquiatra ou um psicólogo poderá usar o termo para explicar um conjunto de sintomas5 que uma pessoa apresenta.
Em geral, a síndrome1 está relacionada a algum transtorno psiquiátrico subjacente, o qual deve ser reconhecido e diagnosticado. Nesses casos, além dos sintomas5 próprios à síndrome1 do pensamento acelerado, o profissional deverá reconhecer os outros sintomas5 relacionados ao transtorno subjacente.
Por exemplo, se a síndrome1 estiver relacionada a um transtorno de ansiedade, o psiquiatra procurará a presença de sintomas5 ansiosos, como falta de ar, palpitações14, angústia, sudorese15, tremores, entre outros.
Como o médico trata a síndrome1 do pensamento acelerado?
Um psicólogo ou psiquiatra pode realizar uma avaliação para entender os sintomas5 e determinar se há a presença de algum transtorno de base, que então deve ser tratado em primeiro lugar. A terapia cognitivo16-comportamental ou outras formas de psicoterapia são frequentemente usadas para ajudar a pessoa a entender e controlar seus pensamentos acelerados, aprender técnicas de relaxamento, lidar com a ansiedade e desenvolver estratégias para desacelerar a mente.
Em certos casos, os médicos podem prescrever medicamentos, como ansiolíticos ou antidepressivos, para ajudar a tratar sintomas5 de ansiedade ou depressão associados.
Práticas de autocuidado incluem mudanças no estilo de vida, como exercícios regulares, técnicas de relaxamento, meditação, sono adequado e uma dieta equilibrada, e podem ser parte do tratamento para reduzir a ansiedade e promover o bem-estar mental.
Saiba mais sobre "Saúde2 mental", "Depressão" e "Ansiedade".
Referências:
As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine, do Hospital das Nações e da Scientific American.
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.