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Espondilolistese lombar - causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

sexta-feira, 13 de novembro de 2020
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Espondilolistese lombar - causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

O que é espondilolistese lombar?

A espondilolistese (do grego: spondylo = vértebra + olisthesis = deslizamento) lombar é um distúrbio da porção lombar da coluna vertebral em que uma vértebra (geralmente a 4ª vértebra lombar) desliza sobre a vértebra abaixo dela. Esse deslizamento se dá, na maioria dos casos, num sentido anterior, mas pode ser também posterior ou lateral.

Quais são as causas da espondilolistese lombar?

Quanto às causas, a espondilolistese lombar pode ser:

  1. Displásica, por anomalia da porção superior do sacro.
  2. Ístmica, devido a uma lesão do istmo vertebral por fratura de fadiga.
  3. Degenerativa, secundária a processo degenerativo do disco ou da articulação intervertebral posterior, que ocorre em idosos, provocada pelo desgaste das articulações.
  4. Traumática, por fratura aguda do arco posterior da vértebra.
  5. Patológica, por enfermidade óssea que acomete o arco posterior.

Os fatores de risco para espondilolistese compreendem esportes que exercem pressão sobre as vértebras na parte inferior das costas, como futebol, ou traumatismos que exerçam pressão sobre essa parte da coluna. Uma genética favorecedora pode aumentar o risco de algumas pessoas.

Quais são as principais características clínicas da espondilolistese lombar?

A espondilolistese quase sempre ocorre na região lombar, embora possa ocorrer em qualquer porção da coluna. Geralmente acomete pessoas acima de 40 anos e conforme a sua intensidade pode causar dor lombar que pode irradiar-se para as pernas (dor ciática), dor nas pernas ao caminhar, formigamento, encurtamento dos músculos posteriores das pernas, perda de força e coordenação dos movimentos e até mesmo incapacidade de andar.

Se a vértebra se deslocar demais pode estreitar o canal vertebral a ponto de pressionar os nervos e causar dor intolerável nas costas ou nas pernas. Uma pessoa com espondilolistese lombar leve pode não apresentar sintomas, mas há casos em que a doença evolui com dores e prejuízos funcionais de diversas naturezas.

Leia sobre "Dores nas costas", "Dores nas pernas" e "Dores na coluna".

Como o médico diagnostica a espondilolistese lombar?

O diagnóstico de espondilolistese lombar poder ser feito a partir de alguns dos sintomas indicadores, corroborado por exames de radiografias simples e complementado por tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Como o médico trata a espondilolistese lombar?

Não há tratamento medicamentoso curativo para a espondilolistese lombar. Os casos mais simples nem requerem tratamento ou o tratamento pode se restringir a repouso e medicação, visando a redução da dor. Os medicamentos utilizados são sintomáticos, como analgésicos e anti-inflamatórios.

Estados mais graves da espondilolistese lombar, nos quais o paciente tem dor refratária ao tratamento conservador ou à fisioterapia, podem requerer cirurgia. Nos casos que associam dor lombar e/ou radicular (irradiada para os membros inferiores) à espondilolistese lombar é possível utilizar bloqueios nervosos para alívio da dor.

Veja mais sobre "Espondilolistese", "Espondilose lombar" e "Lombalgia ou dor lombar".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites do Australian Government – Department of Veterans’ Affairs e da American Academy of Orthopaedic Surgeons – Orthoinfo.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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