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Espondilolistese lombar - causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

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O que é espondilolistese lombar?

A espondilolistese (do grego: spondylo = vértebra + olisthesis = deslizamento) lombar é um distúrbio da porção lombar da coluna vertebral1 em que uma vértebra (geralmente a 4ª vértebra lombar) desliza sobre a vértebra abaixo dela. Esse deslizamento se dá, na maioria dos casos, num sentido anterior, mas pode ser também posterior ou lateral.

Quais são as causas da espondilolistese lombar?

Quanto às causas, a espondilolistese lombar pode ser:

  1. Displásica, por anomalia da porção superior do sacro2.
  2. Ístmica, devido a uma lesão3 do istmo vertebral por fratura4 de fadiga5.
  3. Degenerativa6, secundária a processo degenerativo7 do disco ou da articulação8 intervertebral posterior, que ocorre em idosos, provocada pelo desgaste das articulações9.
  4. Traumática, por fratura4 aguda do arco posterior da vértebra.
  5. Patológica, por enfermidade óssea que acomete o arco posterior.

Os fatores de risco para espondilolistese compreendem esportes que exercem pressão sobre as vértebras na parte inferior das costas10, como futebol, ou traumatismos que exerçam pressão sobre essa parte da coluna. Uma genética favorecedora pode aumentar o risco de algumas pessoas.

Quais são as principais características clínicas da espondilolistese lombar?

A espondilolistese quase sempre ocorre na região lombar11, embora possa ocorrer em qualquer porção da coluna. Geralmente acomete pessoas acima de 40 anos e conforme a sua intensidade pode causar dor lombar que pode irradiar-se para as pernas (dor ciática), dor nas pernas ao caminhar, formigamento, encurtamento dos músculos12 posteriores das pernas, perda de força e coordenação dos movimentos e até mesmo incapacidade de andar.

Se a vértebra se deslocar demais pode estreitar o canal vertebral13 a ponto de pressionar os nervos e causar dor intolerável nas costas10 ou nas pernas. Uma pessoa com espondilolistese lombar leve pode não apresentar sintomas14, mas há casos em que a doença evolui com dores e prejuízos funcionais de diversas naturezas.

Leia sobre "Dores nas costas10", "Dores nas pernas" e "Dores na coluna".

Como o médico diagnostica a espondilolistese lombar?

O diagnóstico15 de espondilolistese lombar poder ser feito a partir de alguns dos sintomas14 indicadores, corroborado por exames de radiografias simples e complementado por tomografia computadorizada16 e ressonância magnética17.

Como o médico trata a espondilolistese lombar?

Não há tratamento medicamentoso curativo para a espondilolistese lombar. Os casos mais simples nem requerem tratamento ou o tratamento pode se restringir a repouso e medicação, visando a redução da dor. Os medicamentos utilizados são sintomáticos, como analgésicos18 e anti-inflamatórios.

Estados mais graves da espondilolistese lombar, nos quais o paciente tem dor refratária ao tratamento conservador ou à fisioterapia19, podem requerer cirurgia. Nos casos que associam dor lombar e/ou radicular (irradiada para os membros inferiores) à espondilolistese lombar é possível utilizar bloqueios nervosos para alívio da dor.

Veja mais sobre "Espondilolistese", "Espondilose lombar" e "Lombalgia20 ou dor lombar".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites do Australian Government – Department of Veterans’ Affairs e da American Academy of Orthopaedic Surgeons – Orthoinfo.

ABCMED, 2020. Espondilolistese lombar - causas, sintomas, diagnóstico e tratamento. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/ortopedia-e-saude/1382308/espondilolistese-lombar-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamento.htm>. Acesso em: 11 abr. 2021.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Coluna vertebral:
2 Sacro:
3 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
4 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
5 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
6 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
7 Degenerativo: Relativo a ou que provoca degeneração.
8 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
9 Articulações:
10 Costas:
11 Região Lombar:
12 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
13 Canal vertebral: Numa imagem de uma vértebra há um “buraco“ separando o corpo de sua extremidade. Esse buraco é o forame vertebral. O encaixe entre as vértebras da coluna é mais ou menos simétrico e isso forma um canal, que é conhecido como o canal vertebral. É por ele que passam a medula espinhal. O canal vertebral segue as diferentes curvas da coluna vertebral. É grande e triangular nas regiões onde a coluna possui maior mobilidade (cervical e lombar) e é pequeno e redondo na região que não possui muita mobilidade (torácica).
14 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
15 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
16 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
17 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
18 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
19 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
20 Lombalgia: Dor produzida na região posterior inferior do tórax. As pessoas com lombalgia podem apresentar contraturas musculares, distensões dos ligamentos da coluna, hérnias de disco, etc. É um distúrbio benigno que pode desaparecer com uso de antiinflamatórios e repouso.
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