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Doença da vaca louca em humanos

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
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Doença da vaca louca em humanos

A doença da vaca louca em bovinos

A encefalopatia espongiforme bovina, também chamada de doença da vaca louca, é uma doença fatal que destrói lentamente o cérebro e a medula espinhal do gado. É uma doença mortal, que não tem cura e que provoca grandes prejuízos aos produtores. O animal apresentará, sequencialmente, uma mudança em seu comportamento habitual, com dificuldade para ficar de pé e para andar, e morte inevitável.

A doença da vaca louca em humanos

As pessoas não se contaminam a partir dos animais doentes, mas em casos raros podem contrair uma forma humana da doença da vaca louca, chamada variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (uma forma grave de demência), que é fatal. Isso pode acontecer se a pessoa comer tecido nervoso de bovinos infectados com a doença da vaca louca.

Não há evidências de que as pessoas possam contrair a doença da vaca louca ao comer carne de músculo - que é usada para carne moída, assados, bifes, etc. - ou por consumir leite ou produtos lácteos. Tampouco as pessoas afetadas com a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob podem transmiti-la a outras pessoas, a não ser, talvez, através da transfusão de sangue e seus derivados, provenientes de seres humanos contaminados, o que é muito raro de acontecer.

Com o tempo, a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob também destrói o cérebro e a medula espinhal de humanos contaminados.

Leia mais sobre "Demência", "Demência frontotemporal" e "Distúrbio neurocognitivo".

Quais são as causas da doença da vaca louca?

Os especialistas ainda não têm certeza do que causa a doença da vaca louca. A principal teoria é que a doença seja causada por proteínas infecciosas chamadas príons. Essas proteínas são encontradas no cérebro, medula espinhal e intestino delgado de vacas mortas que tenham sido contaminadas pela doença.

Ainda não são completamente compreendidas as razões de porque a proteína normal se transforma em uma proteína anormal, que se torna patógena. Não há prova de que os príons sejam encontrados na carne de músculos ou no leite consumidos por humanos, mas as pessoas podem contrair a doença se comerem o cérebro ou tecido da medula espinhal de gado infectado.

Qual é o substrato fisiopatológico da doença da vaca louca?

A doença da vaca louca é uma doença neurológica progressiva das vacas que piora com o tempo, até levá-las à morte. A maioria dos cientistas acha que a doença é causada por uma proteína príon anormal. Por alguma razão ainda desconhecida, a proteína príon normal se transforma em uma proteína príon prejudicial. O sistema imunológico do animal não é mobilizado e, assim, sem saber que o príon anormal está ali, o corpo da vaca não consegue lutar contra a doença.

Do posto de vista histopatológico, o exame pós-morte de vacas afetadas mostra um cérebro pleno de pequenas lacunas, devido às mortes neuronais, donde o nome de “espongiforme” que se dá a essa encefalopatia.

Quais são as características clínicas da doença humana que deriva da doença da vaca louca?

Os sintomas da doença humana que deriva da doença vaca louca, muitas vezes confundida com a demência, são progressivos e normalmente são notados cerca de 10 a 12 anos após a contaminação. Eles surgem nas pessoas à medida que ocorre a destruição das células nervosas pelos príons, podendo haver perda de memória, dificuldade para falar ou pensar, perda da capacidade de movimentos coordenados, dificuldade para caminhar, tremores constantes, visão turva, insônia, ansiedade e depressão.

Uma vez manifestados os sintomas, o desenvolvimento da doença é rápido e a pessoa morre num período entre 6 meses e um ano.

Como o médico diagnostica em humanos a doença que deriva da doença da vaca louca?

Em humanos, é difícil diagnosticar a doença que deriva da doença da vaca louca até que ela atinja os estágios mais graves. O diagnóstico da doença da vaca louca é feito a partir dos sintomas e reforçado quando existem mais casos suspeitos na mesma região. Além disso, existem alterações específicas no cérebro que podem ser indicativas dessa doença, como o sinal pulvinar, que são alterações bilaterais envolvendo os núcleos talâmicos pulvinares.

O diagnóstico pode incluir também a realização de um eletroencefalograma e a análise do líquido cefalorraquidiano, ou teste de príons e exames genéticos, assim como ressonância magnética. O médico pode indicar a realização de outros exames, para descartar outras doenças neurológicas ou psiquiátricas que apresentam sintomas semelhantes. No entanto, na maioria dos casos, a doença só é confirmada após realização de biópsia do cérebro.

Como o médico trata em humanos a doença que deriva da doença da vaca louca?

Apesar de que a evolução dos sintomas da doença humana que deriva da doença da vaca louca não possa ser evitada, pois não existe tratamento capaz de erradicá-la, é recomendável que o paciente seja acompanhado por um psiquiatra, pois existem remédios que podem retardar a evolução da doença. Medidas de suporte em relação aos sintomas podem e devem ser adotadas, uma vez que o paciente se tornará cada vez mais dependente para executar suas tarefas rotineiras.

Veja também sobre "Demência vascular", "Hipóxia cerebral" e "Morte cerebral".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da American Academy of Family Physicians e da U.S. Food and Drug Administration.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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