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Disfunções do assoalho pélvico

Monday, January 16, 2023
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Disfunções do assoalho pélvico

O que é o assoalho pélvico?

O assoalho pélvico, também chamado de piso pélvico, é um grupo de músculos voluntários e involuntários e ligamentos conectados a estruturas ósseas, que se fundem e que têm como função sustentar os órgãos abdominais e pélvicos. Sua integridade é muito importante para a função sexual, a manutenção da continência urinária e fecal e a sustentação da pressão intra-abdominal.

O que são disfunções do assoalho pélvico?

As disfunções do assoalho pélvico incluem um grupo de doenças que afetam os músculos e os tecidos que formam o assoalho da pelve, normalmente debilitando-o. Esse enfraquecimento muitas vezes repercute de modo a ocasionar distúrbios na contenção de vísceras e em algumas funções dependentes dessa estrutura do corpo, como a evacuação, a micção e o sexo.

Esse problema é mais observado nas mulheres, mas é importante também para os homens, principalmente os desportistas.

Leia também sobre "Incontinência urinária", "Perda involuntária de urina em mulheres" e "Bexiga hiperativa".

Quais são as causas das disfunções do assoalho pélvico?

A falta de exercícios específicos para os músculos dessa região e a falta de consciência da existência dessa parte do corpo são fatores que debilitam a função do assoalho pélvico. Exercícios de alto impacto que incluam saltos também podem enfraquecer o assoalho pélvico.

Algumas gestantes e também as mulheres que estão na menopausa podem ter a função do assoalho pélvico prejudicada pelo peso aumentado do útero e pela queda de hormônios, respectivamente. Da mesma forma, as lesões musculares ou ligamentares ocasionadas pelo parto também podem causar danos ao assoalho pélvico.

Outros fatores que podem prejudicar a integridade da pelve são:

Quais são as características clínicas das disfunções do assoalho pélvico?

As disfunções do assoalho pélvico podem causar anormalidades na retenção e no esvaziamento intestinais, bem como dor pélvica, problemas esses habitualmente muito desconfortáveis e que afetam de maneira significativa a qualidade de vida das pessoas.

Alguns exemplos de disfunções do assoalho pélvico incluem:

A incontinência urinária é a perda involuntária da urina, geralmente associada à sensação de urgência urinária, mesmo quando há pouca quantidade de urina na bexiga.

A incontinência fecal é a perda involuntária de fezes que pode acontecer em situações de esforço, de urgência evacuatória ou sem que a pessoa sinta.

A hiperatividade do esfíncter anal, também chamada de anismo, ocorre durante a evacuação, em que o músculo que deveria estar relaxado está contraído, dificultando a eliminação das fezes. Essa contração anormal leva a um grande esforço para evacuar, sem que haja esvaziamento intestinal completo.

A disfunção sexual é toda condição que torna a pessoa incapaz de participar com satisfação do ato sexual.

A dor pélvica crônica é a uma sensação dolorosa persistente, no andar inferior do abdômen.

E o prolapso uterino é a condição em que o útero, devido ao enfraquecimento dos músculos, ligamentos e membranas que o sustentam, desce da cavidade pélvica para o canal vaginal.

Como o médico diagnostica as disfunções do assoalho pélvico?

Não existe um exame específico para diagnosticar as disfunções do aparelho pélvico. O diagnóstico deve ser feito a partir de uma análise minuciosa do histórico e quadro clínico apresentados pelo paciente (geralmente uma mulher), acompanhado de um exame físico. No entanto, uma série de exames pode ser feita com o objetivo de avaliar diversas disfunções existentes.

Uma ultrassonografia endorretal avalia o reto e a parte terminal do intestino. Uma manometria anal avalia a função do esfíncter anal. O exame de latência do nervo pudendo avalia a função dos músculos dependentes dessa inervação. A eletromiografia é um outro método para avaliar a função dos músculos do assoalho pélvico. A cine defecograma é um vídeo de raios-X contrastados que avalia os movimentos intestinais durante o ato de evacuaçã. E estudos do trânsito colônico ajudam a avaliar os movimentos do cólon.

Como tratar as disfunções do assoalho pélvico?

Quando a disfunção do assoalho é detectada pelo médico, é necessário iniciar o tratamento o mais cedo possível para evitar o agravamento dessa condição clínica. O tratamento deve ser conduzido inicialmente por um fisioterapeuta especializado e tem resultados favoráveis em 75% dos casos.

Através da fisioterapia ou da técnica de LPF (Low Pressure Fitness) é possível fortalecer os músculos da pelve, melhorando a disfunção do assoalho pélvico. Existem exercícios que focam a região e têm a finalidade de aumentar o tônus e a força muscular na região.

Se for necessária a intervenção médica, podem ser prescritos relaxantes musculares e aconselhada a cirurgia, quando o médico determina que a disfunção do assoalho pélvico resulta de uma retocele ou de um prolapso retal.

Veja sobre "Ressecção endoscópica da próstata", "Impotência sexual ou disfunção erétil", "Frigidez feminina" e "Retocele".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Hospital Israelita Albert Einstein e da SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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