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Síndrome de hiperviscosidade do sangue

sexta-feira, 3 de julho de 2020
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Síndrome de hiperviscosidade do sangue

O que é a síndrome da hiperviscosidade do sangue?

A síndrome de hiperviscosidade é uma condição na qual o sangue se torna “espessado” e não é capaz de fluir livremente através dos vasos sanguíneos. Nesta síndrome, os bloqueios arteriais podem ocorrer devido a muitos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou proteínas na corrente sanguínea. Também pode ocorrer com qualquer glóbulo vermelho de formato anormal, como na anemia falciforme, por exemplo.

Qual é a causa da síndrome da hiperviscosidade do sangue?

Essa síndrome é diagnosticada em bebês quando o nível total de glóbulos vermelhos está acima de 65% do sangue total, o que ocorre por: pinçamento do cordão umbilical; doenças hereditárias e condições genéticas, situações nas quais não há oxigênio suficiente para ser disponibilizado para os tecidos do corpo; condição na qual os gêmeos compartilham de forma desigual o sangue entre eles no útero.

A síndrome de hiperviscosidade também pode ocorrer em adultos e ser causada por condições que geram um aumento da produção de células sanguíneas ou um grupo de distúrbios sanguíneos que causam números anormais de certas células sanguíneas, aglomerando células saudáveis na medula óssea, muitas vezes levando à anemia grave. Em adultos, a síndrome de hiperviscosidade causa sintomas quando a viscosidade do sangue está entre 6 e 7, medida em relação à solução salina. Os valores normais estão entre 1,6 e 1,9.

Leia sobre "Anemia falciforme", "Linfoma não Hodgkin" e "Íngua".

Qual é o substrato fisiológico da síndrome da hiperviscosidade do sangue?

A viscosidade do sangue é definida como a medida da resistência interna desse fluido ao seguir pelo interior dos vasos sanguíneos, mas pode ser simplesmente considerada como a "espessura" do fluido. Se tem baixa viscosidade, o fluido viaja mais rapidamente através dos vasos; se é mais espesso, viaja mais lentamente. Na hiperviscosidade, portanto, o fluxo sanguíneo é reduzido.

Quais são as características clínicas da síndrome da hiperviscosidade do sangue?

A hiperviscosidade pode ocorrer tanto em crianças quanto em adultos. Em crianças, pode afetar seu crescimento, ao reduzir o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Nos adultos, pode ocorrer em doenças autoimunes, como artrite reumatoide ou lúpus sistêmico, e em câncer no sangue, como linfomas e leucemias.

A típica síndrome de hiperviscosidade em adultos se apresenta com a tríade:

  1. Déficits neurológicos
  2. Alterações visuais
  3. Sangramentos das mucosas

E pode se constituir numa emergência oncológica.

Os sintomas associados decorrem de complicações que ocorrem quando os órgãos vitais não recebem oxigênio suficiente. Incluem: dores de cabeça, convulsões, tom azulado na pele (cianose), distúrbios visuais, vertigens, dores no peito, falta de ar, coma e dificuldade para caminhar. Outros sintomas podem ser sangramentos anormais.

Como o médico diagnostica a síndrome da hiperviscosidade do sangue?

Diante da suspeita de síndrome de hiperviscosidade, o médico solicitará um exame de sangue para determinar a quantidade de glóbulos vermelhos na corrente sanguínea, mas outros testes podem ser necessários, incluindo um hemograma completo, teste de bilirrubina, exame de urina, teste de açúcar no sangue, teste de creatinina, teste de gases no sangue, teste de função hepática e teste de química do sangue. Além disso, o médico poderá constatar se o paciente está exibindo icterícia, insuficiência renal ou problemas respiratórios.

Como o médico trata a síndrome da hiperviscosidade do sangue?

O objetivo do tratamento deve ser diminuir a viscosidade do sangue para um nível necessário para manter o indivíduo sem sintomas. Se o médico suspeitar que o bebê tenha síndrome de hiperviscosidade, ele talvez não precise de tratamento imediato, embora deva será monitorado quanto a possíveis complicações. No entanto, se a condição for grave, o médico poderá recomendar uma troca parcial de sangue, durante a qual uma pequena quantidade de sangue será removida e, ao mesmo tempo, a quantidade retirada será substituída por uma solução salina. Isso tornará o sangue menos espesso, sem alterar o volume sanguíneo. O médico também poderá recomendar mamadas mais frequentes para melhorar a hidratação ou, se a criança não responder favoravelmente, administrar líquidos por via intravenosa.

Nos adultos, em que a síndrome de hiperviscosidade é frequentemente causada por uma condição subjacente, essa condição precisa ser tratada adequadamente. Em situações graves, a plasmaferese pode ser usada.

Como evolui a síndrome da hiperviscosidade do sangue?

Se a síndrome de hiperviscosidade do bebê for leve e sem sintomas, ele pode não precisar de tratamento imediato e haverá uma boa chance de recuperação total, principalmente se a causa for temporária. Se a causa estiver relacionada a uma condição genética, poderá ser necessário tratamento a longo prazo. Alguns poucos pacientes diagnosticados com essa síndrome apresentam problemas de desenvolvimento ou neurológicos, mais tarde. Isso é o resultado de uma falta de fluxo sanguíneo e oxigênio para o cérebro e outros órgãos vitais.

Quais são as complicações da síndrome da hiperviscosidade do sangue?

Se a condição for mais grave, podem ocorrer complicações, que incluem derrame cerebral, falência renal, controle motor diminuído, perda de movimentos, morte do tecido intestinal e convulsões recorrentes.

Veja também sobre "Artrite reumatoide", "Lúpus eritematoso", "Níveis alterados de ferritina" e "Doenças autoimmunes".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Science Direct, da American Society of Hematology e do JAMA Network.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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