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Balanopostite - como é? Quais são as causas? O que devemos fazer?

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O que é balanopostite1?

Balanopostite1 é a inflamação2 em conjunto do prepúcio3 e da glande. O prepúcio3 é a dobra de pele4 móvel que cobre a glande, a ponta arredondada do pênis5 (“cabeça” do pênis5). Como o prepúcio3 é removido durante a circuncisão, a balanopostite1 afeta apenas homens não circuncidados. A infecção6 apenas da glande é chamada balanite e a que afeta apenas o prepúcio3 é chamada postite.

Leia mais sobre "Balanite", "Circuncisão" e "Doenças do pênis5".

Quais são as causas da balanopostite1?

A balanopostite1 tem muitas causas, mas a falta de higiene adequada e o prepúcio3 apertado, não inteiramente retrátil, podem facilitar a balanopostite1. A fimose7 (dificuldade de retrair o prepúcio3) pode atuar como sintoma8 ou como causa da balanopostite1. Por um lado, ela facilita o desenvolvimento de irritação da glande e do prepúcio3, mas por outro, quando essa irritação ocorre, sintomas9 como dor e inchaço10 podem dificultar a retração do prepúcio3.

Em pessoas com balanopostite1 é possível identificar mais de uma causa atuando ao mesmo tempo. As infecções11 bacterianas ou fúngicas12 estão entre as causas mais comuns, sendo a candidíase13 uma das mais frequentes. Muitas das atividades diárias também podem levar à balanopostite1. Ela pode ser causada, por exemplo, por uma dermatite14 de contato como a provocada pela exposição ao cloro em uma piscina. Em alguns casos, a balanopostite1 aparece alguns dias após uma relação sexual e pode ser o resultado de fricção, trauma, reação ao uso de preservativos de látex ou outros produtos usados durante as relações sexuais, etc.

Embora vários organismos sejam incriminados como agentes causadores da balanopostite1, o paciente é tratado empiricamente, sem conhecer de forma específica qual é o organismo causador. Em 67% dos casos de pacientes com balanopostite1 parece haver uma dermatite14 infecciosa, traumática ou de contato. Em um terço dos pacientes, uma causa específica não pode ser estabelecida, mesmo após terem sido realizados exames clínicos e testes microbiológicos15 e sorológicos. Os homens mais velhos têm outras etiologias, incluindo intertrigo16 (irritação e ruptura da pele4 em áreas onde duas superfícies da pele4 ficam em atrito), dermatites irritantes ou outras infecções11 por fungos. Também pode ocorrer como manifestação de sífilis17.

Quais são as principais características clínicas da balanopostite1?

A balanopostite1 pode ocorrer em qualquer idade. Os sinais18 dela aparecem primeiro perto da cabeça19 do pênis5 e do prepúcio3 e podem variar de leves a grave. Eles podem tornar a micção20 ou as relações sexuais desconfortáveis. Os sintomas9 mais comuns incluem dor, sensibilidade aumentada na região, irritação na glande, pele4 descolorida e/ou brilhante, pele4 seca, espessa e semelhante a couro, coceira ou ardor21, secreção incomum, maior dificuldade de retrair o prepúcio3, cheiro ruim;, erosão e outras lesões22 na pele4.

Como os sintomas9 se combinam, dependem da causa da balanopostite1. Se a balanopostite1 for causada por uma infecção6 por fungos, por exemplo, ela pode incluir sintomas9 como prurido23, queimação e descoloração branca ao redor da cabeça19 do pênis5 e do prepúcio3.

Como o médico diagnostica a balanopostite1?

"Balanopostite1" não é propriamente um diagnóstico24 por si só; é apenas um termo descritivo de uma condição ostensiva. Se o paciente tiver com irritação ao redor da cabeça19 do pênis5 ou do prepúcio3, um médico especializado em urologia ou dermatologia deve tentar identificar a causa dessa irritação. Ele deve começar perguntando pelos sintomas9 e examinando25 o pênis5 do paciente. Ele pode também retirar uma amostra de secreções da cabeça19 do pênis5 ou do prepúcio3 com um cotonete, para exame ao microscópio. Mais raramente podem ser necessários um exame de sangue26 ou uma biópsia27, para descartar outras condições graves, principalmente se os sintomas9 forem recorrentes ou não responderem ao tratamento.

Como o médico trata a balanopostite1?

A balanopostite1 é tratável, e o tratamento exato depende da causa da irritação. O fato de tratar da causa subjacente melhora os sintomas9. Quando a causa é desconhecida, os tratamentos concentram-se em minimizar o desconforto durante a micção20 ou o sexo. Contudo, é comum que o médico recomende algum creme com corticoides e/ou antibióticos e antifúngicos.

Como evolui em geral a balanopostite1?

As perspectivas de evolução da balanopostite1 são boas. Os tratamentos são muito eficazes para resolver a irritação e aliviar os sintomas9 relacionados. As falhas no tratamento levam a exames clínicos adicionais para identificação específica do agente causal. A falta de resposta ao tratamento adequado deve levantar a suspeita de malignidade, o que requer uma biópsia27.

Como prevenir a balanopostite1?

Lavar e secar bem a glande e o prepúcio3 com regularidade às vezes pode prevenir a balanopostite1. Por outro lado, é recomendável evitar sabonetes e outros irritantes em potencial.

Veja também sobre "Candidíase13", "Vasectomia", "Fimose7" e "Doenças sexualmente transmissíveis".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da U.S. National Library of Medicine e da Harvard Medical School.

ABCMED, 2020. Balanopostite - como é? Quais são as causas? O que devemos fazer?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-do-homem/1365218/balanopostite-como-e-quais-sao-as-causas-o-que-devemos-fazer.htm>. Acesso em: 1 dez. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Balanopostite: Inflamação da glande e do prepúcio. Produz dor e secreção de pus. Pode ser de origem traumática ou infecciosa.
2 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
3 Prepúcio: Prega cutânea que recobre a glande do pênis.
4 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
5 Pênis: Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Fimose: Estreitamento no prepúcio do pênis que impede sua exposição. Geralmente é congênita ou secundária a uma infecção.
8 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Inchaço: Inchação, edema.
11 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
12 Fúngicas: Relativas à ou produzidas por fungo.
13 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
14 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
15 Microbiológicos: Referente à microbiologia, ou seja, à especialidade biomédica que estuda os microrganismos patogênicos, responsáveis pelas doenças infecciosas, englobando a bacteriologia (bactérias), virologia (vírus) e micologia (fungos).
16 Intertrigo: Infecção da pele que recobre diferentes pregas da superfície corporal. Pode ser ocasionada por fungos ou bactérias e freqüentemente localiza-se entre os dedos (pé de atleta), no sulco submamário, axilas, pregas interglúteas, etc.
17 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
18 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
19 Cabeça:
20 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
21 Ardor: 1. Calor forte, intenso. 2. Mesmo que ardência. 3. Qualidade daquilo que fulge, que brilha. 4. Amor intenso, desejo concupiscente, paixão.
22 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
23 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
24 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
25 Examinando: 1. O que será ou está sendo examinado. 2. Candidato que se apresenta para ser examinado com o fim de obter grau, licença, etc., caso seja aprovado no exame.
26 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
27 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
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