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Rippling da mama: ondulações nas laterais das mamas

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O que é rippling da mama1?

A maioria das mulheres fica extremamente satisfeita com a plástica das suas mamas2, embora elas possam experimentar uma sensação de ondulação na lateral de seus seios3. A ondulação efetivamente visível é menos comum. Numa tradução livre, rippling pode ser traduzido por ondulação.

Na verdade, o rippling é um aspecto enrugado (ondulado) que a mama1 pode assumir depois da colocação de uma prótese4 de silicone. Essas pequenas ondulações que podem surgir nas laterais dos seios3 se parecem a estrias internas. Essas ondulações não são incomuns após plástica de aumento das mamas2 e são devidas à estrutura mais frouxa do implante5 que dá aos seios3 uma aparência natural. Uma estrutura mais densa do implante5 geralmente não ondula, mas também não cria uma aparência esteticamente agradável dos seios3.

Quais são as causas do rippling da mama1?

O surgimento do rippling se deve a diferentes fatores, como o tipo de prótese4, seu posicionamento na mama1 e/ou a estrutura física da paciente. É mais comum que aconteça em pessoas em que a prótese4 é inserida à frente da musculatura do peito6, ou seja, tenha uma localização subglandular. Quando há uma prótese4 de silicone nas mamas2, o organismo cria uma cápsula fibrosa ao seu redor, a qual pode grudar por baixo da pele7 e se contrair, fazendo com que ela fique enrugada e ondulada.

Saiba mais sobre "Prótese4 de silicone", "Estrias" e "Mamoplastia8".

Qual é o mecanismo fisiológico9 do rippling da mama1?

Existem três razões pelas quais as ondulações se desenvolvem:

  1. A primeira é um tecido10 mamário muito delgado. O rippling nunca acontece em pacientes com excesso de peso, mas isso pode acontecer em pacientes com peso normal ou abaixo do peso e que têm pouco tecido10 mamário. As pacientes relatam ondulações com as variações de peso. Recomendar o ganho de peso é o método mais confiável para tratar ondulações das mamas2.
  2. A segunda razão pela qual os seios3 podem sofrer ondulações é um envoltório fibroso que se forma envolvendo o implante5 e que se contrai aderido à pele7 da mama1. Se o implante5 for muito pequeno, ele pode cair e dobrar a parte inferior do seio11. Mais comumente, isso ocorre em pele7 fina, danificada e distendida, que perdeu a capacidade de manter o implante5 firmemente aderido contra o corpo.
  3. A terceira razão pode ser devida à natureza do próprio implante5. Os implantes são fabricados para serem macios e flexíveis, portanto, têm o potencial de desenvolver ondulações. Se os implantes fossem feitos para serem totalmente resistentes às dobras, eles teriam de ser muito firmes e pareceriam muito redondos e volumosos. Os implantes texturizados ondulam mais do que os implantes lisos e os implantes salinos mais do que os de silicone.
Leia também sobre "Ginecomastia12", "Mastalgia13 ou dor na mamas2", "Fibroadenomas" e "Câncer14 de mama1".

Como corrigir o rippling da mama1?

Se a paciente ficar insatisfeita com a ondulação após o aumento dos seus seios3, existem várias opções para reduzi-la, que incluem: enxertar gordura15 da própria pessoa sobre os implantes; reposicionar sob o músculo peitoral os implantes que estejam colocados à frente deles, sob a pele7; reduzir o tamanho dos implantes; alterar o perfil do implante5; encher mais o implante5 salino, se for o caso; mudar de solução salina para implantes mais densos, como os de gel, por exemplo.

Como prevenir o rippling da mama1?

A melhor maneira de minimizar a ondulação visível é escolher um cirurgião plástico com ampla experiência em plástica da mama1. Para reduzir a visibilidade da ondulação, o cirurgião deve ajudar a paciente a selecionar o tipo, estilo e perfil do implante5 que melhor se adapta ao seu corpo. O cirurgião também determinará a melhor localização para o implante5 e deve ter a habilidade técnica para criar os bolsões adequados para o implante5 mamário de uma forma que reduza a ondulação e faça os seios3 parecerem o mais natural possível.

A plástica de seios3 deve ser baseada na anatomia específica da paciente e no resultado desejado. Cada mama1 tem uma forma e volume diferentes e a plástica será melhor em mulheres com uma menor quantidade de tecido10 mamário. Para minimizar a ondulação, essas mulheres devem escolher implantes menores e colocá-los abaixo dos músculos peitorais16.

Para reconstruir a simetria de seios3 assimétricos, implantes de tamanhos diferentes serão usados em cada mama1 e podem gerar rippling em apenas uma das mamas2. Em geral, os implantes de gel tendem a ondular menos que os implantes de soluções salinas e de silicone. Os implantes de gel, no entanto, requerem uma incisão17 maior e alguns cuidados adicionais de acompanhamento.

As pacientes que têm tecido10 mamário mais significativo apresentam menor risco de ondulação, mesmo com implantes maiores. Nos casos em que o implante5 seja posicionado abaixo da parede torácica18, a ondulação será menos perceptível.

Quais são as complicações possíveis do rippling da mama1?

O rippling em si já é uma complicação da plástica mamária. Toda cirurgia, seja estética ou reparadora, pode ter complicações pós-operatórias. O rippling não é uma complicação grave, mas seu surgimento pode causar muita insatisfação estética quanto à aparência da mama1. Ele ocorre principalmente em pacientes que são muito magras, têm pouco tecido10 mamário, apresentam pele7 flácida ou atrófica19 e já possuem silicone há muitos anos.

Leia sobre "Mamoplastia8 - quando está indicada" e "Abscesso20 das mamas2".

 

ABCMED, 2019. Rippling da mama: ondulações nas laterais das mamas. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/1336783/rippling-da-mama-ondulacoes-nas-laterais-das-mamas.htm>. Acesso em: 24 abr. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
2 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
3 Seios: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
4 Prótese: Elemento artificial implantado para substituir a função de um órgão alterado. Existem próteses de quadril, de rótula, próteses dentárias, etc.
5 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
6 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
8 Mamoplastia: Cirurgia estética no seio; mastoplastia.
9 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
10 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
11 Seio: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
12 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
13 Mastalgia: Dor nas mamas. Costuma ser um distúrbio benigno em mulheres jovens devido a um desequilíbrio hormonal durante o ciclo menstrual. Mas, pode ter outras causas.
14 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
15 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
16 Músculos Peitorais: Músculos peitorais (maior e menor), localizados à frente da AXILA, que elevam a parte superior e anterior do peito.
17 Incisão: 1. Corte ou golpe com instrumento cortante; talho. 2. Em cirurgia, intervenção cirúrgica em um tecido efetuada com instrumento cortante (bisturi ou bisturi elétrico); incisura.
18 Parede torácica: A parede torácica abrange a caixa torácica óssea, os músculos da caixa torácica e o diafragma. Ela abriga órgãos como o coração, pulmões e á atravessada pelo esôfago no seu trajeto em direção ao abdome.
19 Atrófica: Relativa à atrofia, atrofiada. Que atrofia; que mingua, atrofiador, atrofiante. Que se torna mais debilitada e menos intensa.
20 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
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