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Nevos cutâneos

Friday, October 1, 2021
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Nevos cutâneos

O que são nevos cutâneos?

Nevo é um termo médico inespecífico para uma lesão circunscrita e crônica da pele ou da mucosa. O termo procede da palavra nævus, que em latim significa “marca de nascença”. Entretanto, um nevo pode ser congênito (presente desde o nascimento) ou adquirido posteriormente.

De maneira geral e mais popular, eles são referidos como manchas na pele, sem distinção dos tipos específicos delas. Tecnicamente, os nevos são pequenos tumores cutâneos, geralmente escuros, que se desenvolvem a partir das células produtoras de pigmento da pele, os melanócitos.

Tipos de nevos cutâneos

Três dos nevos cutâneos mais frequentes são:

  • Nevos melanocíticos, também chamados de nevos comuns, que são pequenas manchas marrons regulares na pele, salientes ou não, popularmente conhecidos por pintas ou sinais.
  • Nevos atípicos ou displásicos, que são nevos não usuais, maiores e de formatos mais irregulares, podendo possuir vários tons de cores.
  • Nevo rubi, que é um tipo de angioma de pele que aparece na vida adulta como uma pinta vermelha e que pode aumentar de tamanho e quantidade com o envelhecimento.
Leia mais sobre "Protetor solar ou filtro solar", "Cuidados com a pele - como evitar o câncer de pele" e "Bronzeamento artificial".

Quais são as causas dos nevos cutâneos?

A maioria dos nevos melanocíticos surge em decorrência da genética e da exposição solar. Os nevos atípicos também são hereditários e pessoas com histórico familiar de melanoma são mais propensas a desenvolvê-lo. O nevo rubi também possui origem genética e se relaciona a fatores como envelhecimento e exposição ao sol.

Quais são as características clínicas dos nevos cutâneos?

Praticamente todas as pessoas adultas têm entre 10 e 40 pintas comuns, localizadas acima da cintura, em áreas expostas ao sol. Raramente esses nevos são encontrados no couro cabeludo, nos seios ou nas nádegas. Não provocam dor nem coceira, costumam ser menores de 5 milímetros de largura, de forma redonda ou oval, e tem uma superfície lisa com bordas bem demarcadas. Às vezes, são salientes e têm forma de cúpula.

Geralmente têm uma cor uniforme, rosa, castanho ou castanho escuro. Pessoas de pele ou cabelo escuro tendem a ter manchas mais escuras do que pessoas com pele clara e cabelo loiro. Embora essas manchas possam estar presentes no nascimento, costumam aparecer mais tarde na infância. A maioria das pessoas continua a desenvolver novas pintas até os 40 anos de idade. Em pessoas mais velhas, as manchas comuns tendem a desaparecer.

Os nevos displásicos são maiores do que os nevos comuns e podem apresentar irregularidade do formato ou coloração, muito parecidos com um melanoma inicial.

Os nevos rubis são bastante frequentes e não representam riscos para a saúde, no entanto, se houver sangramento, deve-se procurar um dermatologista para fazer um diagnóstico mais preciso. Normalmente ele surge em locais de pouca visualização, como couro cabeludo e costas, mas também pode estar presente no tronco e rosto, embora com menos frequência. É a principal doença de pele do idoso e não apresenta sintomas.

A transformação dos nevos em melanoma inicial não apresenta sintomas, por isso, qualquer mudança em pintas suspeitas é sinal para procurar o dermatologista. São sinais de aviso o sangramento nas pintas, a formação de “casquinhas” ou pequenas úlceras, inchaços e mudança de cor para vermelho, preto ou azulado.

Como o médico diagnostica os nevos cutâneos?

Os nevos podem ser facilmente reconhecidos por simples inspeção devido ao seu aspecto característico. Porém, os nevos às vezes podem crescer e se tornar ou se parecer com melanomas. Em casos de dúvidas quanto à natureza benigna ou maligna deles, o nevo suspeito deve ser removido e encaminhado para biópsia.

Para tentar estabelecer uma distinção clínica com o melanoma, o médico pode se valer do ABCDE do melanoma, que o recorda das seguintes características do tumor maligno:

  • Assimetria do tumor: uma metade não se parece com a outra.
  • Bordas irregulares, borradas, não bem definidas e lisas.
  • Cores atípicas, mais escuras que os outros nevos da pessoa.
  • Diâmetro maior que 6 milímetros.
  • Evolução: um nevo novo em pessoa acima de 30 anos ou um nevo com alterações.

A própria pessoa deve ficar atenta aos seguintes detalhes e procurar o médico tão logo observe qualquer deles:

  1. Mudança de cor.
  2. Mudança de tamanho - o tumor fica menor ou maior.
  3. Mudança de forma, textura ou altura.
  4. A pele na superfície se torna seca e/ou escamosa.
  5. O tumor se torna duro e de aparência irregular.
  6. A lesão começa a coçar.
  7. A lesão sangra ou goteja.

Como o médico trata os nevos cutâneos?

A maioria dos nevos são benignos e não exige tratamento, a não ser que causem alguma insatisfação estética, quando podem ser removidos com um procedimento cirúrgico simples, feito no próprio consultório.

No entanto, os nevos que mudam significativamente suas características devem ser analisados por meio de biópsia para verificar-se a possível presença de malignidade. Quando o nevo se torna maligno, pode ser necessário realizar mais uma cirurgia para extrair a pele que o circunda.

Veja também sobre "Lesões pré-cancerosas da pele", "Câncer de pele não-melanoma", "Melanomas" e "Câncer de pele".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do National Cancer Institute e da SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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