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Cisto de Tarlov

segunda-feira, 4 de julho de 2022
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Cisto de Tarlov

O que é o cisto de Tarlov?

Os cistos de Tarlov, também chamados de cistos perineurais, são dilatações cheias de líquido cefalorraquidiano, geralmente localizados no sacro, entre as vértebras S1, S2 e S3, mais especificamente nas raízes nervosas posteriores da coluna, nos tecidos que revestem a medula.

São cistos meníngeos espinhais extradurais, mas contêm também tecido neural. São encontrados em até 4,6% da população, mais comumente em mulheres. Os cistos de Tarlov foram descritos inicialmente pela neurocirurgiã norte americana Isadora Max Tarlov (1905-1977) em 1938.

Quais são as causas do cisto de Tarlov?

As causas dos cistos de Tarlov são desconhecidas. Embora os primeiros cistos tenham sido identificados em 1938, o conhecimento científico a esse respeito continua limitado. Algumas condições que aumentam a pressão do líquido cefalorraquidiano aumentam a probabilidade de a pessoa desenvolver cistos em geral e também os cistos de Tarlov. Assim, eles podem ser devidos, por exemplo, a fatores congênitos como defeitos no desenvolvimento das meninges ou fragilidade em algumas das camadas que a compõem.

Leia sobre "Cisto sinovial", "Dormência ou formigamento" e "Dor lombar".

Qual é o substrato fisiopatológico dos cistos de Tarlov?

Os cistos de Tarlov têm sido ocasionalmente associados a distúrbios do tecido conjuntivo e em geral estão presentes na síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Sjögren e síndrome de Loeys-Dietz.

Quais são as características clínicas do cisto de Tarlov?

A prevalência e gravidade dos sintomas em pacientes com cistos de Tarlov são controversas. A visão dominante parece ser a de que, como outros cistos meníngeos espinhais, a grande maioria dos cistos de Tarlov é encontrada incidentalmente e é totalmente assintomática.

No entanto, cistos grandes podem causar efeitos de pressão local e remodelar os ossos, e com isso levar a disfunção neurológica e dor. Em tais casos, os cistos foram denominados cistos de Tarlov sintomáticos sacrais. Os sintomas, porém, não parecem se correlacionar bem com o tamanho dos cistos.

Quando os cistos geram sintomas, esses são: dor/desconforto pélvico ou perineal; disfunção esfincteriana/sexual; dor/dormência radicular; claudicação neurogênica.

Como o médico diagnostica o cisto de Tarlov?

Os exames de imagens mostram que, embora os cistos de Tarlov sejam mais comuns na coluna lombar inferior e no sacro (85% dos casos), podem ocorrer em qualquer parte da coluna. Aparecem como estruturas císticas simples de paredes muito finas, de intensidade liquórica intimamente relacionadas aos nervos sacrais e lombares inferiores. O forame sacral pode estar alargado. A morfologia pode variar de um simples cisto arredondado a uma massa cística loculada complexa com septações.

Normalmente, o diagnóstico é autoevidente, mas ocasionalmente, as aparências podem ser atípicas e possíveis considerações diferenciais incluem:

  1. Ectasia dural
  2. Cisto sinovial espinhal
  3. Meningocele
  4. Tumor da bainha do nervo
  5. Metástases espinhais

Como o médico trata o cisto de Tarlov?

Em indivíduos assintomáticos, nenhum tratamento é necessário. Contudo, em pacientes com sintomas neurológicos inexplicáveis, ​​potencialmente atribuíveis aos cistos, investigação e/ou tratamentos adicionais podem ser necessários.

Cistos considerados sintomáticos podem ser aspirados, de forma guiada por tomografia computadorizada, usando uma técnica de duas agulhas e fibrina (uma proteína fibrosa envolvida no processo de coagulação), que pode ser injetada como selante. Abordagens cirúrgicas também têm sido descritas.

Saiba mais sobre "Síndrome de Ehlers-Danlos", "Síndrome de Sjogren" e "Síndrome de Marfan".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Cleveland Clinic e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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